Jornal Diário da Fazenda – Edição 14

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Jornal Diário da Fazenda – Edição 13

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Maity e a produção de açúcar e etanol em Campestre (MA)

Diego Leonardo Boaventura

A equipe do Diário da Fazenda partiu, durante todo o dia 20 de julho, para uma visita às instalações – agrícolas e fabris – da Maity Bioenergia, em Campestre, Maranhão. Recepcionados pelo verde-cana das gigantes plantações de cana-de-açúcar e com a cordialidade do presidente da empresa, o engenheiro agrônomo Antônio Celso Izar (na foto), e seus funcionários, sempre muito educados e com um sorriso largo no rosto, o Diário pôde conhecer como funciona o processo de produção de açúcar e álcool da companhia, fundada em 1985, fruto do empreendedorismo de Celso Izar, que viu na região um grande potencial para o negócio. O nome Maity significa “Cana de Açúcar” na língua indígena dos Carajás e traduz a essência do trabalho desenvolvido pela empresa.

Campos cultivados, áreas sendo preparadas para o plantio, enormes extensões sendo colhidas são alguns cenários encontrados, hoje, na Maity Bioenergia. Além de uma instalação industrial com uma usina autossuficiente em energia, com capacidade para abastecer, no futuro, uma cidade como Imperatriz por 12 meses, onde se produz açúcar e etanol. A Maity possui atualmente uma área plantada de 6.500 hectares de cana-de-açúcar, mas, prevê uma expansão até 2014 e deve alcançar a marca de 12.000 hectares plantados, com uma capacidade de moagem para 1,2 milhão de toneladas/ano com produção estimada em 50 mil m³ de etanol e 1,2 milhão de sacas de açúcar.

Hoje, a usina é a única a produzir açúcar no Maranhão e atende, predominantemente, Imperatriz e São Luis. De acordo com informações da unidade industrial, a Maity responde na economia de Campestre e região por cerca de 2 mil empregos diretos.

O limiar

O projeto Maity foi o último empreendimento financiado pelo Banco Mundial para o Programa Nacional do Álcool (Pró-Álcool), aprovado em 1985. Segundo o presidente da usina, Antônio Celso Izar, a escolha do Maranhão e, especificamente, da região Tocantina, se deu em função de o Estado reunir todas as condições favoráveis para a indústria da cana. “Eu procurei no Brasil inteiro condições de aptidão agrícola, semelhantes às melhores de São Paulo, busquei também um mercado que fosse absolutamente desabastecido e uma logística perfeita. Então, a escolha do Maranhão foi porque reunia todas estas condições. A escolha do local certo para implantação de qualquer negócio é fator determinante para o sucesso. No lugar certo um projeto tem mais chance de sobreviver a crises e elas sempre acontecem”, garante.

Relembrando o dia que pousou pela primeira vez na região, no aeroporto de Imperatriz, Izar diz: “Eu vi aquele local e disse: aqui é o meu lugar. Nesta época, a região vivia a agitação intensa de movimentos e conflitos sociais e falei pra mim mesmo, eu vou provar para esta turma que a melhor arma para vencer a pobreza chama-se trabalho organizado. E mais, quem trabalhar comigo vai ter direito de comer o que produz”.

Desde 1985, a Maity vem consolidando sua presença no Estado, participando e contribuindo no desenvolvimento econômico e social da região. Além dos empregos diretos e indiretos, a unidade já tem em seu quadro cerca de 60 profissionais com nível superior.
Ainda assim, o Maranhão é o Estado que mais importa açúcar no país.

Plantio e Colheita

Hoje, 900 trabalhadores rurais trabalham na usina na fase de plantio e colheita manual, com predominância de mulheres no plantio e na colheita, homens. No entanto, a Maity caminha para o corte mecanizado da cana e, para o gerente agrícola, o engenheiro agrônomo Francisco Oliveira, é um caminho sem volta. “Vamos diminuir a mão-de-obra braçal, mas as pessoas vão se qualificando e um cortador de cana poderá ser o operador de uma máquina, uma colhedora, uma plantadora de cana ou ser mecânico”, afirma. Com a mecanização, será eliminada a queima do canavial, ainda praticada, para melhorar as condições de trabalho e aumentar o rendimento do trabalhador.

No dia da reportagem, 20 de julho, trabalhadores rurais estavam na lida na área de plantio que visitamos. Um deles era Francisco Edivaldo Santana, 57 anos, conhecido como seu Didi, que trabalha na Maity desde 2001 no plantio e colheita da cana. Ele se diz satisfeito com o trabalho e com a empresa. “Aqui tá bom demais, trabalhei muito tempo em serraria e não recebia direito nenhum, aqui recebo todos os meus direitos certinhos. Já tirei meu seguro, meu PIS cinco vezes”, conta. Membro da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), seu Didi preocupa-se com a segurança de seus companheiros de trabalho. Com sua enxada, ele vai arrumando as partes que o trator não percorreu, além de ser arrumador de ferramentas. “Eu trabalho consertando erros”, brinca.

A meta anual da Maity é plantar 1.800 hectares de cana-de-açúcar e, este ano, já foram cultivados 1.000 hectares, faltando 800 hectares para alcançar o objetivo. Assim, a produção em 2012 deve chegar a 550 mil toneladas de cana. Sobre as condições para o bom desempenho da cana na região de Campestre, Francisco Oliveira diz que os solos da região são extremamente ricos, o clima é propício, com muito sol, ou seja, muita luminosidade, chove bem durante o ano e tem muita água para irrigação.

Fertirrigação

A Usina utiliza o processo de fertirrigação – irrigação e, ao mesmo tempo adubação – por meio do uso da vinhaça, em 2.500 hectares, de um total de 6.500 plantados. A vinhaça sai do processo da produção do álcool e é rica em potássio, nitrogênio e fósforo. Depois de misturada com água do processo da indústria, segue pelos canais fazendo a fertiirrigação. A Maity pretende investir ainda R$ 60 milhões em um projeto de irrigação, em cinco anos, potencializando ainda mais a produtividade. A meta é irrigar 10 mil hectares ao final de cinco anos que equivale a 10 mil hectares sem irrigação.

Variedades 

As principais variedades plantadas nas áreas da usina são a RB7515 e RB92579. A RB7515 é a principal variedade cultivada hoje, representa 50% de toda a cana produzida. É uma variedade tardia, tem acumulação média de açúcar. Porém, no momento a Maity vem plantando pouco dela, pois já tem suficiente. Está cultivando agora outras variedades, principalmente, a RB92579, a rainha do Brasil na atualidade, sendo a variedade que mais cresce no país, uma variedade rica, muito responsiva à irrigação, não sofre muito na seca e tem alta produtividade. No total, existem mais ou menos 100 variedades de cana plantadas na área, no entanto, variedades comerciais são em torno de cinco ou seis, apenas.

Campo de experimentos

A Maity também tem uma parceria com a Rede Interuniversitária para o Desenvolvimento do Setor Sucroenergético (Ridesa), com um campo de experimentação. O órgão é ligado às universidades federais e trabalha no melhoramento genético da cana-de-açúcar, produzindo novas variedades da planta. A usina paga royalties para a Ridesa para utilizar a variedade de cana. Cerca de 25 mil variedades diferentes estão plantadas na área da Maity. “Daqui a uns 10 anos pode surgir uma variedade nova e boa dessas 25 mil e, se isso acontecer, o negócio é um sucesso”, diz o engenheiro agrônomo.

A logística da Ridesa é a seguinte: cada universidade cria clones em seus respectivos estados a partir da semente produzida pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e, anualmente, os melhores clones selecionados em cada universidade são enviados para as outras, o que permite incrementar o número de clones a serem avaliados na rede de experimentos estabelecidos por cada universidade em seu respectivo estado. O convênio é entre nove universidades federais, são elas: UFPR, UFSCar, UFV, UFRRJ, UFS, UFAL, UFRPE, UFG e UFMT.

Novidades 

Está previsto para 2013, o lançamento de um produto novo da Maity Bioenergia, trata-se de um açúcar especial, o Maity Ouro, desenvolvido pela empresa. “É uma patente nossa, um processo que descobrimos aqui e desenvolvemos. Esse produto despertou um interesse muito grande dos Estados Unidos”, revela Antônio Celso Izar, presidente da Maity. Segundo Celso, o açúcar cristal rico foi testado por 25 gourmets de São Paulo e superou todos os açúcares que existentes no mercado. A Maity tem ainda um plano de expansão dentro do estado do Maranhão e tende a produzir mais açúcar que etanol.

Mapa lança Comitê Estratégico do Agronegócio

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Mendes Ribeiro Filho, lançou no último dia 23 o Comitê Estratégico do Agronegócio. Em seguida, o ministro coordenou a primeira reunião do Comitê Estratégico, onde foi discutido o Plano de Ações Estratégicas do Mapa de 2012 a 2014. “Estamos criando, a partir de hoje, muito mais do que uma nova instância consultiva junto ao ministério. Estamos cuidando da administração pública para o bem de todos os brasileiros”, ressaltou Mendes Ribeiro Filho.

A iniciativa integra a programação de aniversário de 152 anos do ministério, comemorado em 28 de julho. O comitê será composto por 15 membros já divulgados no Diário Oficial da União do dia 20 de julho, mais dois integrantes que serão indicados pelo Senado Federal, com limite de até 20 representantes. Coordenado pelo ministro da Agricultura, o comitê pretende definir prioridades a serem estabelecidas na formulação das políticas agrícolas, contribuir na fixação de diretrizes, indicadores e metas de desempenho do agronegócio e suas respectivas cadeias produtivas, e ainda avaliar e acompanhar as ações governamentais aplicadas ao desenvolvimento e sustentabilidade do agronegócio nacional.

“Este comitê nos ajudará no aferimento dos resultados, na implementação do Plano Agrícola e Pecuário ou mesmo na condução de programas estratégicos para o Ministério e para o governo. Além de ampliar o diálogo do Ministério com as cadeias produtivas e produtores, e construir uma agenda estratégica para o desenvolvimento do nosso agronegócio”, destacou Mendes Ribeiro.

Seca faz milho e soja atingirem preços recordes

Folha de S. Paulo

A expectativa de oferta cada vez mais limitada de grãos, devido à seca que prejudica a safra dos EUA, levou os preços do milho e da soja aos maiores valores já registrados na Bolsa de Chicago.

Com alta de 1,6%, o primeiro contrato de milho fechou a US$ 8,08 por bushel. A soja alcançou US$ 17,34 por bushel –valorização de 2,9%. Com previsões cada vez mais desanimadoras sobre a produtividade das lavouras nos EUA, em 30 dias o milho acumula alta de 31,9% e a soja sobe 20,9% em Chicago.

O rali de preços também chegou ao mercado interno, onde a soja já ultrapassou a marca histórica de R$ 70 por saca. Ontem, o preço médio era de R$ 70,85 no país, segundo pesquisa da Folha.

Até o milho, que neste ano terá uma supersafra no Brasil, subiu 27% em 30 dias, atingindo R$ 25,78 por saca. O comportamento das cotações gera preocupações com a inflação e com a segurança alimentar. Nos EUA, reacendeu o debate sobre o uso do milho para a produção de etanol. Como a oferta deve ser bem mais baixa do que o previsto, cumprir as metas de produção de etanol determinadas pelo governo americano significaria menos milho para a alimentação.

Em um setor marcado pela especulação, desta vez o comportamento dos preços pode ser proporcional às preocupações com o abastecimento mundial.

“Estamos vivendo uma anomalia considerável no mercado em relação aos anos anteriores”, afirma Vinícius Ito, analista da Jefferies Bache, em Nova York.

Além da queda na produção americana, também houve quebra nas safras de soja do Brasil e da Argentina. Ou seja, todos os grandes produtores ofertaram menos do que o previsto –e necessário.
Puxada pela China, a demanda mundial por grãos continua forte, mesmo com os preços em patamar alto.

Parceiros avaliam positivamente a 44° Expoimp

Entre os pontos ressaltados pelos patrocinadores estiveram a organização do evento e a oportunidade de negócios gerados para a região

Os patrocinadores da 44° Exposição Agropecuária de Imperatriz (Expoimp) avaliaram positivamente a edição da feira em 2012. Entre os pontos ressaltados pelos parceiros estiveram a organização do evento e a oportunidade de negócios gerados para a região. A Expoimp 2012 foi patrocinada pela Prefeitura de Imperatriz, governo do Maranhão, Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Banco da Amazônia, Sebrae, Nova Skin e Tok Bolsas. Confira a avaliação dos patrocinadores:

Prefeitura de Imperatriz

O sucesso da feira é reflexo da pujança econômica da cidade e da ousadia de produtores, que ao longo dos anos investiram na melhoria genética do rebanho bovino da região. E como resultado, hoje, temos animais de alta linhagem genética na Expoimp.

Nova Skin

Esta edição da feira foi muito organizada, principalmente a parte de limpeza. As equipes trabalhavam com agilidade durante o dia para deixar o parque e os estandes limpos para o dia seguinte.

Sebrae

A realização da feira na sua 44° edição é com certeza para a região um momento de oportunidade e de crescimento. O evento vem demonstrando êxito em todas as ações que são propagadas dentro do Parque de Exposições, principalmente no que tange a geração de conhecimento, de negócios e de oportunidades que possam ser geradas do incremento da produção do leite, com a perspectiva de novos mercados.

Banco do Brasil

A Expoimp já é consagrada como o principal evento do Norte/Nordeste do agronegócio. E a avaliação do banco é muito positiva, principalmente do lado negocial. Desde que foi anunciada a realização do evento, o Banco do Brasil já começou a colher propostas. E hoje temos uma quantidade enorme de propostas e aguardamos que cerca de 10 milhões de reais sejam emprestados nesta 44° Expoimp.

Tok Bolsas

Este ano foi um dos melhores anos de Expoimp. Numa nota de 1 à 10, estou dando 8, pois a organização foi excelente e a população participou em massa. Só tenho a parabenizar a todos que fizeram esta grande festa.

Banco do Nordeste

A Expoimp 2012 é divida em duas partes: a parte voltada para os negócios e a parte voltada para a confraternização. Para os negócios foi muito positivo. Saimos ao final da feira com aproximadamente 20 milhões em prospecção. Devem ser financiados uma faixa de uns 6 à 8 tratores e de 2 a 3 caminhões. O lado da confraternização também é muito relevante, pois é neste espaço que os pecuaristas e os agricultores se encontram, trocam experiência e se confraternizam. Considero esses dias de feira como o natal do agropecuarista de Imperatriz.

Banco da Amazônia

Estamos prospectando bastante negócios. A região é promissora e a pecuária já é consolidada. Já fechamos vários negócios e estamos com recursos de 10 milhões de reais para serem aplicados fruto da feira.

Vaca campeã alcançou média de 58,86 litros/dia

Thays Assunção

Na categoria livre, a campeã foi a vaca Borburema com produção surpreendente que garantiu até banho de leite nos criadores campeões

Com um banho de leite nos vencedores, encerrou-se o 15° torneio leiteiro na Expoimp. Foram premiados cinco animais de cada categoria do torneio. Na categoria livre, a campeã foi a vaca Borburema com uma produção média de 58,860 litros/dia. Já na categoria novilha, quem levou o 1° lugar foi o animal Erica, com 31,316 litros/dia. E as ganhadoras da categoria 25 quilos foram as vacas Kelly e Enganosa, que obtiveram a mesma produção – 24,816 litros/dia.

Para o proprietário da novilha Erica, Silvio Romero Soares, a premiação significa o reconhecimento do trabalho e esforço do produtor de leite. “Esse prêmio representa o maior prêmio que um produtor pode ter, pois é o reconhecimento do nosso trabalho pela sociedade”, declarou.

Entre os prêmios entregues aos vencedores do torneio estão: ordenhadeira, motor bomba, pistolas de vacinação, roçadeira, doses de sêmen, um boi girolando, pacotes de sal, kits da Eurofarma, novilha, botijão de sêmen e outros. Além destes, a Palate concedeu um tanque de resfriamento de 600 litros aos quatros vencedores da competição.
A cerimônia de premiação do torneio leiteiro contou com a presença, do prefeito municipal, Sebastião Madeira, do presidente e do vice do Sindicato Rural de Imperatriz, Sabino Costa e Renato Pereira, de representantes do Sebrae, da Palate e dos produtores.

Torneio

A 15° edição do torneio leiteiro teve início na quarta-feira, 11, com a ordenha de esgota, e seguiu até sábado com duas ordenhas por dia, uma às 7 horas e outra às 19 horas. Ao todo, foram realizadas sete ordenhas em cada animal, sendo que a maior delas foi eliminada, e as seis restantes foram somadas para a obtenção do resultado final.

A competição foi dividida em três categorias: 25 quilos, novilhas e livres. Na categoria 25 quilos, o animal deveria atingir uma média aproximada de 25 quilos de leite para ser campeão. Já o critério usado nas categorias novilha e livre foi a maior produção de leite.

Segundo o membro organizador do torneio, Rafael Helingel, o número de animais participantes e a média de produção superaram o recorde do torneiro. “A participação de 26 animais é uma quantidade recorde. A produção também surpreendeu. Tivemos três animais com médias aproximadas de 60 litros. Isso nunca aconteceu nas 15 edições de competição. O recorde que tínhamos deste torneio era de 53 litros”, revelou.

Os animais que participaram desta edição do torneio são originários do sul do Maranhão e Ceará, e na sua maioria pertenciam à raça Girolando.

Jovem de 19 anos é o campeão do rodeio na Expoimp 2012

Diário da Fazenda

Durante as quatro noites de rodeio na 44º Exposição Agropecuária de Imperatriz (Expoimp), uma mistura de emoção e adrenalina tomou conta do público que marcou presença nas competições no Parque de Exposições Lourenço Vieira da Silva. Ao todo, 25 peões passaram pela arena de rodeio, que teve a narração do locutor profissional Marco Brasil, na quarta-feira. Nesta edição, o grande campeão do rodeio de Imperatriz foi Natan Pereira, que mora no Bananal, município de Governador Edison Lobão, que levou como prêmio uma moto 0 km.

Segundo Victor Todde, da Companhia Ítalo Todde – organizadora do rodeio – o campeão se destacou por ter apenas 19 anos e apresentar desempenho de, nos oito segundos montado, bater nota de 82,5 numa escala de 0 a 100. O campeão é filho de um dos peões pioneiros na região de Imperatriz, que já foi seis vezes campeão aqui na cidade e se aposentou em rodeios aqui da região. “É interessante vermos o filho com 19 anos já campeão do rodeio, a exemplo do pai”, disse o organizador do evento.

A companhia Ítalo Todde participa há sete anos realizando o rodeio da Expoimp e segundo, Victor Todde, o responsável pelo rodeio em Imperatriz, essa edição foi a mais concorrida pela qualidade dos peões. “O nível dos peões sempre foi bom, mas, com a premiação de uma moto 0km, esse ano tivemos muita disputa”.

Victor Todde contou ainda que foi a primeira participação do peão de 19 anos no rodeio e foi o suficiente para ele levar a moto como campeão. “No ano passado ele não participou por não ter idade suficiente e nesse ano ganhou na primeira participação”, salienta.
A Cia de Rodeio Ítalo Todde é responsável, no Maranhão, pela organização dos rodeios de Imperatriz, Açailândia e São Luís.

De acordo com os organizadores, a reestruturação da arena de show, que foi reformada pelo Sinrural, mudou a cara da Exposição e do rodeio. “Agora contamos com mais espaço para o público, com melhor estrutura, o que vai melhorar ainda mais o rodeio. Nossa expectativa é estarmos na edição da 45ª Expoimp e com rodeio ainda maior e renovado”, finalizou.

Expoimp é vitrine da produção rural maranhense

Diário da Fazenda

Os leilões foram um dos destaques da Exposição Agropecuária de Imperatriz, negociando de tropa de trabalho a animais de elite

Mais uma edição da Exposição Agropecuária de Imperatriz (Expoimp) se passou e, como é de costume, os leilões foram um dos destaques do evento. A exposição teve início no dia 7 e seguiu até o dia 15 de julho. A abertura dos certames, nesse ano, foi dada pelo 12º Leilão Balde Branco, no dia 8 de julho, onde foram ofertadas fêmeas da raça Girolando e machos Girolando Leiteiro e Holandês.

Para o produtor Luís Augusto Araújo Pereira – o Lula -, da fazenda princesa localizada no município de Imperatriz, os leilões se tornam vitrines, um evento social, uma festa e, ao mesmo tempo, um negócio de números elevados, onde você tem um animal com valor agregado que potencializa uma melhor comercialização e desenvolvimento da produção na região. “O trabalho que nós fazemos na fazenda se reflete nos leilões”, exemplifica.

Os certames da Expoimp seguiram com o 1º Leilão Comitiva da Amizade (Tropa de Serviço), onde foram oferecidos animais de serviço; Leilão Nelore, produção da Vale do Mutum, onde foram ofertadas matrizes, novilhas e reprodutores da raça Nelore PO e 8º Leilão Tabapuã Vale do Mutum e Convidados.

Destaques

O Leilão Integração Nelore Elite – um sucesso na feira -, encabeçado pela Fazenda Arco-íris – grande investidor da raça nelore – e mais outros parceiros do Maranhão, como a Igarapé Agropecuária e com a Agropecuária Invest, ofereceu animais de elite, incluindo novilhas prenhes, touros e garrotes de alta linhagem, além de prenhezes de doadoras das famílias mais proeminentes do cenário nacional.Outro leilão que também se destacou foi o Leilão da raça MangaLarga Marchador, promovido pelo núcleo da Amazônia, que aconteceu no dia 13 de julho e contou com criadores de vários estados, como Piauí, Ceará, Pernambuco, Paraíba, Pará e Tocantins. O Encerramento dos leilões ocorreu com o Leilão Pec-Sêmem, no dia 15 de julho.

Ainda segundo Lula, apesar de todas as dificuldades, como o isolamento sanitário e a conclusão da obra do tatersal, os leilões foram muito bons. “Não faltaram esforços por parte do presidente do Sindicato Rural de Imperatriz e da diretoria para concluir esse trabalho”, finaliza.

Entrevista com o presidente do Sindicato de Produtores Rurais de Açailândia, Joaquim Ramos

Por Janaína Amorim/JM

Este ano a Exposição Agropecuária de Açailândia acontece de 4 a 12 de agosto e será aberta com a cavalgada. Na edição passada, 120 mil pessoas visitaram a feira e foram gerados cerca R$ 10 milhões em negócios. Para superar os números anteriores já estão ocorrendo modificações na estrutura física do Parque de Exposições José Egidio Quintal Filho. Dois corredores dos currais estão sendo calçados. O resultado será mais conforto aos visitantes. A grade de programação é outra atração: estão previstos leilões, competições e grandes shows. Confira os detalhes da Feira Agropecuária na entrevista com o presidente do Sindicato de Produtores Rurais de Açailândia (Sinpra), Joaquim Ramos Júnior (foto ao lado).

Há alguma novidade na V Expoaçai?
A nossa ideia é montar uma exposição, sem desmerecer as anteriores, mas sempre corrigindo os nossos erros e melhorando para agradar nossos parceiros e, principalmente, os produtores rurais, os expositores.

Quanto a estrutura, o que está sendo feito no Parque?
Nós conseguimos fazer a alimentação dos animais que estão na exposição e tentamos melhorar a estrutura do calçamento. A Prefeitura está calçando os dois corredores dos currais. A nossa ideia era que calçasse todos os currais, mas por enquanto não foi possível, então vamos calçar os dois. Os serviços já começaram.

O que isso representa para a pessoa que vem visitar o Parque?
Melhoria de estrutura, melhora a locomoção, diminui a poeira, traz mais conforto. Torna tudo mais prático.

Em relação aos eventos, já há algo programado?
Estamos com uma parceria com o Italo Todde e ele está trazendo três grandes shows, que são: Diante do Trono, Ma ria Cecília e Rodolfo e Mariozan Rocha. Nos dois dias que ficam para o Sinpra, que provavelmente vai ser na quarta e no domingo, a gente pretende trazer bandas da região, inclusive de portão aberto para o público participar mais. E também vamos ter rodeios e outros eventos, além de expositores de todas as regiões.

No ano passado foram gerados cerca de R$ 10 milhões em negócios. Qual a expectativa desse ano?
A gente espera que cada ano supere o outro. Mas sabemos que esse ano vamos ter alguma dificuldade diante do momento do boi, que está um pouco mais frio, mas vamos tentar superar. Conseguiram-se R$ 10 milhões, vamos tentar alcançar R$ 12 ou R$ 13 milhões. Mas, o importante é que a festa seja trabalhada com dinamismo e que ela agrade aos participantes.

Qual a importância da Exposição Agropecuária para Açailândia?
É de bastante importância, pelo fato de Açailândia ser o município com o maior rebanho de gado do Estado. A exposição está no 5º ano, demorou a começar, mas já é uma festa regional e a esperança é que a cada ano melhoremos.

Quais os avanços desde a realização da primeira feira?
Eu costumo dizer que cada uma a gente vem aprendendo. A primeira foi a ousadia do Quintal, a gente nunca tira esse mérito dele. De lá para cá tivemos tropeços, dificuldades, endividamentos, vários erros que fomos corrigindo a cada edição. Hoje temos mais credibilidade e bagagem, mas a primeira foi o marco fundamental.

28 de julho: o Dia do Agricultor. Parabéns!

Diário da Fazenda

Em meio ao bom momento econômico vivido pelo Brasil e pelo Maranhão na produção agrícola, uma peça-chave se destaca: o Agricultor. Ele é responsável pelo abastecimento do mercado interno, pela prosperidade da economia agrícola do Brasil e pela exportação de alimentos para todo o mundo. No último dia 28 (de julho) foi comemorado o Dia do Agricultor, data em que o país, o Maranhão e Imperatriz têm muito a comemorar ano a ano pela força e crescimento do agronegócio brasileiro.

O Maranhão acompanha essa onda de crescimento. Prova disso são os dados da safra 2011/12 que registra um aumento de 9,2% na área maranhense plantada com grãos, a segundo maior expansão agrícola do Brasil, atrás apenas do Distrito Federal (9,8%). De acordo com dados da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), o Maranhão deve cultivar 146 mil hectares com grãos a mais na atual safra, passando de 1,583 milhão de hectares no ciclo 2010/11 para 1,729 milhão de hectares.

Para o presidente do Sindicato Rural de Imperatriz, Sabino Costa, o Dia do Agricultor é uma data para comemorar o trabalho desse profissional desenvolvido na região. “No dia do agricultor podemos comemorar o bom trabalho que realizamos na região Tocantina. Nós somos responsáveis pelo crescimento da agricultura do Brasil e por produzir alimentos de boa qualidade com preços baixos. Apesar das dificuldades, do não reconhecimento por parte dos governantes, temos a capacidade de trabalhar exportando para o restante do Brasil e para o mundo os nossos frutos. E é isso que continuaremos a fazer”, afirma.

Diário da Fazenda faz aniversário!

Diário da Fazenda

O Diário da Fazenda circulou pela primeira vez no Maranhão, e mais especificamente em Imperatriz, no mês de junho do ano passado e, agora, em meados de 2012, completa um ano de veiculação ao chegarmos a essa edição de número 12, com a qual comemoramos o aniversário desse jornal.

No total, já foram 12 edições com mais de 150 notícias ou entrevistas relativas ao agronegócio local e regional, distribuídas em uma tiragem global de aproximadamente 24 mil jornais em todo esse período. Todas as edições podem ser lidas e vistas completamente pelo site: http://www.diariodafazenda.com.br .

Desde o começo desse jornal, como já dissemos em edições passadas, plantamos uma ideia nessa terra e, como nossos leitores – os produtores rurais – bem o fazem, nós também continuamos regando, adubando e fomentando essa ideia para que ela possa dar frutos nessa região de tamanho potencial. Os frutos que esperamos são a consolidação deste jornal como um meio de obtenção de informações por parte dos produtores rurais da região, bem como a divulgação eficaz das iniciativas locais que comprovam a força do agronegócio no Maranhão.

É preciso bem informar a sociedade sobre o que vem sendo feito dentro das porteiras maranhenses para, assim, diminuirmos eventuais visões distorcidas quanto aos homens que produzem no campo. Por outro lado, é preciso que passemos a ver a produção rural como um segmento profissional e que necessita efetivamente de empresários rurais, gestores de seus negócios, bem informados, excelentes manipuladores de planilhas de custos, bons compradores e vendedores, para que, somente assim, o setor possa ser ainda mais fortalecido, mesmo diante de tantas adversidades que interferem na produção rural. É com essa visão e para contribuir para esse modelo produtivo que esse jornal comemora seu aniversário de um ano e seguirá, mês a mês, divulgando a produção de Imperatriz e região.

E, neste um ano, não podemos deixar de agradecer todos os nossos parceiros anunciantes que acreditam nessa publicação e aqui divulgam suas marcas. Obrigado!

Jornal Diário da Fazenda – Edição 12

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Entrevista com o presidente da Aciart, Reginaldo Komatsu

 Reginaldo Komatsu fala das  atividades que envolvem a Central de recebimento de embalagens vazias de defensivos agrícolas 

Ele nasceu em 1967 no interior do Pará, na cidade de Santa Isabel do Pará. Chegou em Imperatriz em 1995, onde começou a trabalhar com revenda de produtos agrícolas e hoje é sócio da empresa Imperagro. Reginaldo Komatsu possui uma larga experiência com insumos agrícolas. É um empresário que sempre se preocupou com o desenvolvimento da região, principalmente na área da agricultura, pois traz novas tecnologias em parcerias com várias empresas multinacionais e nacionais para a nossa região. É o atual presidente da Associação do Comércio de Insumos Agropecuários da Região Tocantina (Aciart), que por meio de convênio com o Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV) gerencia a Central de recebimento de embalagens vazias de agrotóxicos de Imperatriz.

Por William Castro

A Aciart existe desde quando e qual foi a necessidade de ter uma Associação do Comércio de Insumos Agropecuários da Região Tocantina na cidade?
Foi fundada no dia 20 de agosto de 2003. Nós formamos a associação porque tivemos a necessidade de nos organizar para participar do processo da destinação correta das embalagens de defensivos agrícolas. As empresas que comercializam defensivos agrícolas têm a obrigação de receber as embalagens vazias e, em parceria com o inpEV, construímos a central de recebimento de embalagens de defensivos agrícolas que funciona na BR 010, ao lado da Polícia Rodoviária Federal. A legislação permite que os revendedores de defensivos agrícolas formem associações para que as embalagens pós-consumo sejam todas devolvidas em um local construído para receber e preparar essas embalagens para o destino final

Quais os agentes envolvidos e responsabilizados pela legislação?
Os agricultores usuários de agrotóxicos, os canais de distribuição, a indústria fabricante – estes representados pelo inpEV, e o poder público. Quem faz a fiscalização desse trabalho no nosso Estado é a Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão – Aged.

Como está o comércio de agrotóxicos na região e o que representa a demanda para a associação?
Temos uma demanda, principalmente, no setor de reflorestamento e agropecuária. Neste último, há uma escassez de mão de obra no campo e o setor tem a necessidade de usar produtos como herbicida para controlar as erva daninha nas suas áreas.

Hoje, as pessoas têm mais consciência da importância da associação para o recebimento das embalagens e como tem sido o trabalho de divulgação das atividades da Aciart?
Hoje, existe sim uma consciência maior. Ano passado realizamos, em parceria da Aged de Imperatriz, treinamentos com os colaboradores das revendas de Imperatriz e também foram realizadas várias palestras com pequenos produtores, nosso gerente Lourival em parceria com o Jean da Aged de Imperatriz e as Secretarias de Agricultura nos interiores dos municípios de Porto Franco, São João do Paraíso, Lajeado Novo e Estreito, para conscientizar sobre a importância dos produtores para a devolução das embalagens na central de recebimento de Imperatriz, dessas embalagens usadas, vazias e com a tríplice lavagem realizada no campo. E todo o ano é realizado no dia 18 de agosto o Dia Nacional do Campo Limpo com ações abordando a importância da devolução das embalagens vazias. Este acontecimento ocorre em todo o país na mesma data. Na central de Imperatriz, recebemos em média entre 60 e 70 toneladas de embalagens por ano.

A quem pertencem as embalagens vazias devolvidas pelos usuários e como as empresas fabricantes de venda direta ao usuário devem fazer quando recebem as embalagens?
Por disposição legal, as embalagens vazias devolvidas pelos usuários nos locais licenciadas indicados na nota fiscal pertencem às empresas fabricantes, que darão o destino final adequado às embalagens.

Os usuários  precisam levar nota fiscal de compra do produto no momento da entrega das embalagens? Como deve ser feita essa entrega?
É recomendado ao usuário que esteja com a nota fiscal, para comprovar que as embalagens devolvidas foram adquiridas em estabelecimento comercial credenciado pela unidade de recebimento indicado na nota fiscal. A empresa deverá indicar na nota fiscal, a exemplo do comércio, o local licenciado para que o usuário possa devolver as embalagens vazias.

As embalagens precisam estar totalmente vazias?
Sim. As unidades de recebimentos não poderão receber as embalagens com restos de produtos e produtos vencidos, pois não são licenciadas apenas para o recebimento de embalagens vazias. As embalagens com restos de produtos e produtos vencidos deverão ser devolvidas pelos usuários segundo as orientações de rótulo e bula.

Os usuários podem devolver as embalagens a qualquer local de recebimento?
Não. Os usuários devem devolver as embalagens nos locais indicados na nota fiscal de compra, no nosso caso a Central de Imperatriz. A indicação do local na nota fiscal não é meramente informativa, mas sim vinculativa. As embalagens devem ser entregues naquele local indicado e o comerciante tem a obrigação de receber.

Qual a legislação que trata sobre embalagens vazias de agrotóxicos?
A Lei n° 7.802/1989, com as alterações da Lei n° 9.974/2000, e Decreto n° 4.074/2002. Essa legislação se aplica exclusivamente aos produtos agrotóxicos.

É permitida a reciclagem ou transformação de embalagens de agrotóxicos por empresas do segmento de reciclagem?
A reciclagem das embalagens vazias de agrotóxicos é permitida, mas somente às empresas recicladoras devidamente licenciadas pelos órgãos ambientais competentes e que cumprirem com todos os padrões de qualidade exigidos pelas empresas fabricantes de agrotóxicos e que estejam devidamente cadastradas e/ou credenciadas pelo inpEV. Este certificará a correta destinação dos materiais das embalagens.

O que é feito com as embalagens na Central de Recebimento e qual o seu destino?
As embalagens são inspecionadas, separadas, prensadas e depois enviadas para empresas de reciclagem e incineração (no caso das embalagens não lavadas), onde são transformadas em 17 tipos de artefatos, como cruzeta para poste, conduítes e a Ecoplástica Triex, uma embalagem para agrotóxicos.

Porto Franco: primeira refinaria do MA deve produzir 5,5 milhões de caixas de óleo por ano

A indústria de óleo de soja da Algar Agro – primeira refinaria de óleo de soja de capital nacional da região Nordeste –, inaugurada no dia 21 de julho no município de Porto Franco (MA), a cerca de 100 km de Imperatriz, é resultado de um investimento de R$ 70 milhões. A capacidade de produção da indústria será em torno de 5,5 milhões de caixas de óleo/ano, com isso, espera-se que a empresa gere cerca de 350 empregos diretos e indiretos.

A planta industrial da unidade tem os equipamentos mais modernos em atividade no setor e é a segunda refinaria do grupo no país. A primeira, localizada em Uberlândia (MG), é responsável pela liderança da marca ABC no estado de Minas Gerais, garantindo presença do produto no Espírito Santo, São Paulo e Rio de Janeiro.

Na ocasião, o presidente Executivo do Grupo Algar, Luis Alexandre Garcia, destacou a importância do investimento para o Maranhão e região Norte/Nordeste. Ele elogiou a política de atração de investimentos implantada pelo governo Roseana, que possibilitou a concretização da fábrica no Estado. “O suporte e o apoio oferecidos pelo governo maranhense foram decisivos para a instalação desta unidade em Porto Franco. Por isso, queremos agradecer a governadora Roseana, que sempre foi nossa parceira na consolidação deste sonho”, ressaltou. Garcia informou que, atualmente, 600 produtores agrícolas da região Sul do Estado fornecem soja para o refino e outros derivados.

A partir de Porto Franco, a Algar Agro realizará a distribuição do óleo de soja da marca ABC para estados do Norte e Nordeste. A soja que chega à planta de esmagamento no município tem como destino a exportação e produção de dois produtos: óleo degomado, vendido para indústrias de alimentos e de biodiesel; e farelo de soja, comercializado no mercado do Norte e Nordeste.
“A implantação da refinaria é um sonho antigo que está sendo concretizado em Porto Franco, pois viabiliza a cadeia produtiva da soja, um produto que pode ser internacionalizado. Vivemos um momento de euforia para o setor econômico maranhense e brasileiro”, afirmou o secretário de Indústria e Comércio do Maranhão, Maurício Macedo.

Distrito Industrial
O Distrito Agroindustrial de Porto Franco está passando por obras de revitalização realizadas pelo governo, em parceria com a prefeitura. O investimento no valor de R$ 850 mil inclui serviços de recuperação da pavimentação asfáltica, sinalização vertical e horizontal, reforma e ampliação do sistema de iluminação pública, entre outras melhorias. Além da Algar Agro, no Distrito também estão instalados outros grandes empreendimentos do agronegócio como as tradings Bunge e Cargill, que atuam na área de grãos.
A Algar é um conglomerado que agrega nove empresas nos setores de TI/Telecom (Algar Telecom, Algar Tecnologia, Algar Mídia e Engeset), Agro (Algar Agro), Serviços (Algar Aviation, Algar Segurança e Comtec) e Turismo (Rio Quente Resorts). No setor de agronegócio, o principal produto da empresa é o Óleo ABC e o farelo de soja Raçafort. (Com informações do Governo do Estado)

Equoterapia em Imperatriz promove inclusão social para portadores de necessidades especiais

Rosana Barros

Andar a cavalo é muito mais do que apenas diversão. Para os praticantes da Equoterapia, em Imperatriz, há cinco anos essa atividade é uma forma de tratamento que traz benefícios físicos, psicológicos, educativos e principalmente sociais.

A ideia de fundar uma unidade de Equoterapia na cidade surgiu quando alguns integrantes da Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Imperatriz fizeram uma visita ao Parque de Exposição e perceberam como a interação entre cavalo e o portador de necessidades especiais era benéfica.

Tempos depois, o Sindicato Rural de Imperatriz (Sinrural) e a Prefeitura fizeram uma parceria para que o projeto acontecesse e, no dia 16 de julho de 2007, o Programa Municipal de Equoterapia foi implantado.

Hoje, o programa tem 40 praticantes e são atendidos 10 por dia das terça às sextas-feiras, no horário das 17h às 20h30. A equipe de profissionais que trabalha no programa é composta por um psicólogo, uma fonoaudióloga, um pedagogo, um equitador, um educador físico, dois guias, um auxiliar de serviços gerais e o coordenador.

O programa é voltado principalmente para Pessoas com Necessidades Especiais (PNE), ou seja, pessoas com síndrome de down, autismo, paralisia cerebral, hiperatividade, fobias, síndrome de pânico, transtornos musculares, problemas respiratórios, cardiovasculares e circulatórios, entre outros.

O tratamento dura em média dois anos para cada praticante, esse tempo pode variar de acordo com o tipo de necessidade e dos resultados obtidos.

As pessoas que participam desse tratamento apresentam melhoras principalmente nas áreas de automotivação, confiança, reconhecimento dos limites, diminuição da agressividade, melhora na comunicação, entre outras, ou seja, a Equoterapia oferece aos seus praticantes uma verdadeira inclusão na sociedade.

Encerrada primeira etapa da campanha de vacinação contra a Febre Aftosa no Maranhão

O último sábado, 30 de junho, foi o dia de encerramento da 1º etapa da Campanha de Vacinação contra a Febre Aftosa no Maranhão. Os criadores devem ficar atentos ao prazo de comprovação da vacina, que termina no dia 15 de julho, e deve ser feita com a apresentação da nota fiscal da compra no escritório da Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged) mais próxima da propriedade do criador.

Ao atestar a comprovação da vacinação, o funcionário da Aged faz a atualização do cadastro do produtor. A atualização é feita por meio de uma ficha, em que são preenchidos cerca de 120 campos do documento com informações do criador, da localização da propriedade e também do rebanho, tais como quantidade, classificação etária e sexo do animal.

Além de multa, o criador que não vacinar seu rebanho ficará impedido de movimentar seus animais para outros municípios, já que ele não pode retirar a Guia de Trânsito Animal (GTA) na Aged.

É obrigatória a apresentação da GTA em feiras agropecuárias, barreiras sanitárias e em matadouros. A qualquer momento o documento é exigido também pelos fiscais da agência para o criador que estiver movimentando seus animais em qualquer localidade.

Primeira etapa
A 1ª Etapa da Campanha de Vacinação contra a Febre Aftosa no Maranhão foi realizada do dia 1º a 30 de junho, conforme determinação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Pesca (MAPA).

A previsão da Aged, órgão vinculado à Secretaria da Agricultura, Pecuária e Pesca (Sagrima), é que tenha sido vacinado todo o rebanho de 7.272.822 de cabeças de bovídeos – sendo 7.194.459 bovinos e 78.363 bubalinos, formado predominantemente de pecuária de corte.

O secretário de Agricultura, Cláudio Azevedo, ressaltou a participação do criador maranhense na campanha de vacinação. “É importante que o criador faça seu papel e vacine seus animais. Precisamos manter os resultados positivos alcançados até o momento, para que o Maranhão seja classificado como zona livre da doença”, afirmou Cláudio Azevedo, informando que na última campanha o Maranhão bateu o recorde no índice de cobertura vacinal e imunizou 97% do rebanho.

Paralelo à campanha, está sendo realizado no estado o processo de sorologia de animais previamente determinados, visando garantir ao Maranhão o status sanitário de zona livre de febre aftosa com vacinação, que deve ser confirmado no segundo semestre deste ano. O gado escolhido para o processo de sorologia não será vacinado durante a primeira etapa da campanha.

O diretor geral da Aged, Fernando Lima, ressaltou que é fundamental a participação do criador maranhense durante todo o processo da sorologia e da vacinação. “Pedimos aos criadores que forneçam as informações corretas, não vendam e não movimentem seus animais durante a realização da sorologia e, claro, vacinem o gado que não estiver disponível para o processo de sorologia e coleta de amostras. Estes procedimentos são imprescindíveis para o avanço do status sanitário de livre de febre aftosa, com vacinação” explicou Fernando Lima.

Parceria
A campanha de vacinação realizada pela Sagrima e Aged conta com o apoio do Fundo de Desenvolvimento da Pecuária do Maranhão (Fundepc), Superintendência Federal da Agricultura (SFA), Federação dos Municípios do Maranhão (Faema), Associação dos Criadores do Maranhão (Ascem) e Federação da Agricultura e Pecuária do Maranhão e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Faema/Senar). (Com informações da Aged, Sagrima e Governo  do MA.)

Parque de Exposições recebe quase meio milhão de reais em reformas para Expoimp

Para a realização de mais uma edição da Exposição Agropecuária de Imperatriz (Expoimp), o Sindicato Rural de Imperatriz (Sinrural) tem investido maçicamente na infraestrutura do Parque de Exposições Lourenço Vieira da Silva, em Imperatriz. O Parque está concluindo uma reforma em sua estrutura física. De acordo com o presidente do Sindicato, Sabino Costa, o valor estimado gasto pelo Sinrural para a edição de 2012 da exposição se aproxima de R$ 500 mil.

“Fizemos uma reforma geral, trocamos toda a instalação elétrica da churrascaria do Parque, reformamos os currais com a trocas de alguns morões e, agora, estamos finalizando a reforma do prédio da entidade, do curral da pista de laço para as provas de tambor, baliza e laço“, afirmou o presidente do Sinrural.

Além dos reparos gerais, a construção do novo tatersal é uma das novidades da Expoimp deste ano. A área total do novo espaço é de 883 metros quadrados, onde serão realizados os leilões de animais, um dos principais segmentos da feira. “A maior obra que temos este ano, sem dúvida alguma, é o novo tatersal. Demolimos o tatersal antigo e estamos correndo contra o tempo para aprontarmos este tatersal. Mesmo que ele não esteja cem por cento pronto, estará em condição de receber os leilões a partir do domingo”, garante Sabino.

O novo tatersal é uma obra definitiva, um investimento do sindicato no exercício de 2012, e irá trazer segurança e conforto as pessoas que participam dos leilões. “Assim como o tatersal anterior durou mais de duas décadas, com certeza esse vai durar bastante tempo até porque é uma construção bastante estruturada”, conclui. Os operários estão trabalhando a todo vapor para deixar tudo pronto para Expoimp 2012.

Governo libera mais recursos para produção sustentável e quer agência de assistência técnica

Um dos principais compromissos do governo, a produção agrícola sustentável, foi ainda mais fortalecida no Plano Agrícola e Pecuário 2012/2013 anunciado na quinta-feira, dia 28 de junho, em Brasília. Criado em 2010, o Programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC), que incorpora todos os programas de investimentos voltados à produção eficiente com sustentabilidade, terá R$ 3,4 bilhões na temporada 2012/2013. Além do aumento do volume de recursos disponibilizado, o produtor gastará menos na contratação do financiamento, por conta da redução na taxa de juro, de 5,5% para 5% ao ano, a menor fixada para o crédito rural destinado à agricultura empresarial. O Plano Agrícola e Pecuário foi lançado pela presidenta Dilma Rousseff e pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mendes Ribeiro Filho, e ambos destacaram o empenho do governo para incentivar a agricultura sustentável. O acesso ao crédito também ficou mais fácil e produtores e cooperativas poderão contratar até R$ 1 milhão por beneficiário, independentemente de outros créditos concedidos ao amparo de recursos controlados do crédito rural.

As linhas de crédito do Programa Agricultura de Baixo Carbono irão financiar a recuperação de áreas e de pastagens degradadas, implantação e ampliação de sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta, correção e adubação de solos, plantio e manutenção de florestas comerciais, adoção da agricultura orgânica, agricultura de precisão, recomposição de áreas de preservação permanente ou de reserva legal.

“Essas medidas de incentivo à produção agropecuária com preservação do meio ambiente colocam o Brasil na vanguarda do mundo. Estamos oferecendo melhores condições para que o produtor possa continuar a expandir a produção sempre com foco na sustentabilidade”, destacou Mendes Ribeiro. Para a presidenta, o Brasil mostra que é capaz de crescer com área relativamente reduzida, o que mostra que o aumento da produção não é incompatível com a preservação ambiental. “Conseguimos crescer 180% na produção e, na área, apenas 32%”, observou.

Assistência técnica
O governo federal pretende criar uma agência para cuidar da área de assistência técnica e extensão rural. Segundo ela, o objetivo é suprir a fragilidade do país na área e disseminar boas práticas agrícolas. Ao discursar no lançamento do Plano Agrícola e Pecuário 2012/2013, Dilma disse também que o governo trabalha em um Plano Nacional de Armazenagem.

“Temos uma certa fragilidade na área de assistência técnica e extensão rural. O governo está construindo uma política para essas áreas e estamos pensando na criação de uma agência capaz de providenciar e disseminar as melhores práticas a partir de protocolos e pacotes tecnológicos, criando e especializando um grupo de agentes públicos que terá ligação com os órgãos de extensão estaduais e cooperativas. Esse talvez seja um dos maiores desafios do meu governo”, disse ela na cerimônia.

Ao falar sobre a criação da agência, após a solenidade, o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, lembrou que o país dispõe da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) para fazer estudos na área. Segundo ele, o ramo da assistência técnica também precisa de um órgão específico. A ideia é que as duas agências trabalhem de forma articulada. (Agência Brasil)

Plano safra 2012/2013 é lançado e oferta mais crédito oficial para médios produtores e cooperativas

O Plano Agrícola e Pecuário 2012/2013, lançado no último dia 28 de junho pela presidenta Dilma Rousseff e o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, disponibilizará, a partir de julho, R$ 115,2 bilhões para a agricultura empresarial. De acordo com o governo, os focos do pacote são o médio produtor, as cooperativas rurais e a produção sustentável.

Para o médio produtor, o crédito de R$ 6,2 bilhões oferecido na safra atual foi ampliado para R$ 7,1 bilhões, com taxas de juros caindo de 6,25% para 5% ao ano. A maior parte, R$ 4 bilhões, será destinada a investimentos. A renda bruta anual máxima para enquadramento no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) foi elevada de R$ 700 mil para R$ 800 mil e o limite de crédito, que era R$ 400 mil, passa para R$ 500 mil.

No ano mundial do cooperativismo, o governo aumentou o limite de financiamento por cooperativa de R$ 60 milhões para R$ 100 milhões dentro do Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção. Agropecuária (Prodecoop) e de R$ 25 milhões para R$ 50 milhões para capital de giro no Programa de Capitalização de Cooperativas Agropecuárias (Procap-Agro). Do total de crédito financiado com recursos públicos, R$ 86,9 bilhões se destinam às operações de custeio e comercialização e R$ 28,2 bilhões a investimentos, com taxa anual de juros de 5,5% ao ano. Para o custeio, o limite de financiamento passa de R$ 650 mil para R$ 800 mil por produtor e, para comercialização, de R$ 1,3 milhão para R$ 1,6 milhão.

O governo manteve os mecanismos de apoio à comercialização dos produtos do agronegócio com base em estimativas do custo variável. Além disso, para contemplados na Política de Garantia de Preços Mínimos, está previsto o aumento de vários produtos em nível nacional e regional. (Agência Brasil)

Entrevista com Sabino Costa sobre Expoimp

Presidente do Sindicato Rural de Imperatriz (Sinrural)

O presidente do Sindicato Rural de Imperatriz (Sinrural), Sabino Siqueira da Costa, fala sobre as expectativas de mais uma edição da Exposição Agropecuária de Imperatriz (Expoimp) e a realidade do agronegócio no Brasil e região, em sua primeira gestão como presidente da entidade. Confira a entrevista que segue:

Presidente, qual sua expectativa sobre a Expoimp 2012?
A expectativa é, sempre, que possamos fazer um evento maior do que foi o do ano anterior. Maior em volume de negócios realizados, maior em público e que possa atender as expectativas de todos os segmentos envolvidos na Expoimp.

Quais as principais atrações da programação deste ano, como shows e leilões?
Nós temos uma agenda de shows que é a seguinte: no sábado, teremos Mariozan Rocha; no domingo teremos a dupla Maria Cecília e Rodolfo; a noite dos evangélicos, com Fernanda Brum; a noite da família católica com a banda Dom; o rodeio com Marco Brasil; ainda Amado Edilson; a dupla consagrada nacionalmente – João Bosco e Vinicius; além de atrações regionais. No encerramento, no domingo, teremos, além do artista Arthur Danni, o grande show da banda Calypso. Essa é a nossa agenda de shows.

Já a nossa agenda de leilões começa no domingo, 8 de julho, com o Leilão Balde Branco do Leite. Segue com o Leilão Tropa de Serviço, onde serão oferecidos animais de serviço. Na terça-feira, teremos bezerros de corte, produtos de inseminação, no Leilão Pec-Sêmem. Na quarta-feira temos o Leilão Nelore, produção da Vale do Mutum, onde serão ofertadas matrizes, novilhas e reprodutores da raça Nelore PO. Na quinta-feira teremos a festa do Nelore Elite, são animais que participam das pistas, animais de um padrão genético superior, este é leilão encabeçado pela Fazenda Arco-íris , aqui da região, principal investidor da raça nelore e mais outros parceiros aqui do Maranhão, como a Fazenda Igarapé, lá do município de Igarapé Grande, entre outros. São três grandes criadores do Estado que vão promover esse leilão. Na sexta-feira nós teremos um grande leilão da raça Mangalarga Marchador, promovido pelo núcleo da Amazônia, em que nós teremos uma pista regional muito forte com mais de 100 animais da raça, disputando esta pista, e alguns desses animais serão ofertados nesse leilão que terá criadores de vários estados próximos como Piauí, Ceará, Pernambuco, Paraíba, Pará, Tocantins. Encerrando, no sábado, nós teremos o leilão da raça Tabapuâ promovido pela Agropecuária Vale do Mutum que traz sempre convidados entre os maiores criadores dessa raça no Brasil, como a fazenda Água Milagrosa, de São Paulo; Renato Garcia Fernandes ,de Uberaba; José Coelho Vitor, do Pará, entre outros criadores de renome nacional que estarão participando junto a com a agropecuária Vale do Mutum, ofertando animais basicamente reprodutores e algumas fêmeas de qualidade superior.

A Expoimp hoje é considerada uma das principais exposições do norte do país e do Maranhão. A que o senhor atribui essa conquista?
Olha, é um trabalho de 44 anos. Primeiro, Imperatriz é uma cidade que tem uma forte tradição na pecuária. A abertura dessa cidade se deu com alguns ciclos econômicos, todos ligados ao setor primário, mas foi consolidada efetivamente com a pecuária, principalmente, a pecuária de corte. Então, isso nos tornou referência e este trabalho que o Sindicato vem fazendo ao longo desses 44 anos realizando essa Exposição fez com que chegássemos ao ponto de termos um grande Parque de Exposições, como é o Parque Lourenço Vieira da Silva, uma propriedade do Sindicato dos Produtores Rurais de Imperatriz. Essa estrutura, organização e força da pecuária em nossa região fizeram com que a Expoimp ganhasse expressão regional. Hoje, a feira é conhecida e, se não está melhor no cenário nacional, é em função do isolamento sanitário que o Maranhão está submetido nos últimos anos.

Como o senhor analisa hoje o agronegócio, a pecuária e a agricultura no Brasil e na região Tocantina?
Apesar das perseguições que tem sofrido em relação as questões ambientais, o agronegócio tem sido nos últimos anos o principal fator para o desenvolvimento do Brasil, para o superávit da nossa balança comercial. É um segmento muito importante, responsável pelo crescimento econômico do Brasil nas últimas décadas. Hoje, somos competitivos e, principalmente, incomodamos o primeiro mundo porque temos condições de, sem nenhum subsídio, produzir alimentos a preço bastante competitivo. Isso está incomodando bastante, sobretudo, os americanos e a comunidade européia que não conseguem impor barreiras comerciais e procuram através das barreiras ambientais dificultar a nossa atividade. Mas nós temos competência, tecnologia e capacidade de continuarmos produzindo, compatibilizando produção com preservação do meio ambiente. Este é o grande desafio, mas acredito que vamos continuar crescendo e vamos continuar tendo um importante papel no desenvolvimento do País, do Maranhão e da região de Imperatriz.

Falta mais apoio dos governos (federal, estadual e municipais) ao produtor rural?
O produtor rural no Brasil não tem apoio nenhum, de um modo geral ele é perseguido. Ele tem enorme dificuldade para com o crédito. Se você comparar, lá fora o crédito é subsidiado, eles têm uma enorme facilidade. Aqui não, nós temos dificuldades. No bioma amazônico ,no qual estamos inseridos há mais de três anos, estamos sem acesso ao crédito. Então, o produtor não tem nenhum incentivo e nem sequer é respeitado pelos nossos governantes, sempre nos taxam de destruidores do meio ambiente, quando na realidade nós somos produtores de alimentos – brasileiros que com muita força, dedicação e muito trabalho, apesar de toda essa adversidade, conseguem fazer a força do agronegócio crescer e avançar mundo afora. Só não somos respeitados, infelizmente, por parte da nossa população brasileira que trata essa questão de forma ideológica e essa é uma questão pragmática. Nós devemos produzir, podemos e precisamos produzir. Não há como, não conheço, nenhum país do mundo, nenhuma região, que tenha se desenvolvido sem fazer uso dos seus recursos naturais.

Qual sua mensagem aos produtores rurais e às pessoas da região Tocantina diante da 44ª Expoimp?
Apesar das dificuldades que estamos vivendo em relação ao novo código florestal que está em vigência e que traz enormes problemas aos produtores rurais, nós vamos nos posicionar, estamos estudando para entendermos as alterações e, assim, discutir com os produtores o que podemos fazer para tentar convivermos e continuarmos produzindo dentro da legalidade, isso que efetivamente nos interessa. Nós não podemos mais continuar produzindo de forma marginal e ilegal. Nós queremos trabalhar dentro da legalidade, então, precisamos trabalhar para entender as alterações que estão lá propostas, o alcance delas e em quê elas vão afetar a nossa atividade. Mas eu acho que ao final nós vamos conseguir, porque basta que deixemos de produzir um ano para que, com certeza, o governo passe a entender e a respeitar os produtores rurais. E o nosso convite é no sentido de que, na medida do possível, a população venha participar, conhecer a nossa exposição que, sem dúvida, será um grande evento, uma feira feita com muita qualidade, com muita dedicação e com muito amor por parte de todos os produtores rurais de Imperatriz e região.

(Com informações de Lima Rodrigues / O Progresso)

Agenda de leilões mostra força da produção do MA

A abertura dos pregões na Expoimp 2012 será dada pelo 12º Leilão Balde Branco, no dia 8 de julho, onde serão ofertadas fêmeas da raça Girolando e machos Girolando Leiteiro e Holandês. Na edição passada do certame, foram comercializados 267 animais, sendo o maior número entre todos os leilões.

No ano passado, 726 animais, entre bovinos, equinos e ovinos foram comercializados nos sete leilões realizados durante a feira. Apesar da diversidade de ofertas, a pecuária de corte e leiteira abarcou a maior parte das vendas, num total de 75% dos negócios, sendo os outros 25% representados por ovinos, caprinos e cavalos. As fêmeas foram as mais procuradas nos certames de 2011, somando 477 animais vendidos, ou seja, 65% dos negócios oficializados nas vendas envolveram animais do sexo feminino. Neste ano, na 44º Expoimp a pecuária deve voltar com força total na Expoimp, uma mostra da produção maranhense.

Os certames seguem com o Leilão Tropa de Serviço, onde serão oferecidos animais de serviço; Leilão Pec-Sêmem; Leilão Nelore, produção da Vale do Mutum, onde serão ofertadas matrizes, novilhas e reprodutores da raça Nelore PO.

Destaques
O Leilão Integração Nelore Elite será encabeçado pela Fazenda Arco-íris – grande investidor da raça nelore – e mais outros parceiros aqui do Maranhão, como a Igarapé Agropecuária e com a Agropecuária Invest. Serão ofertados animais de elite, incluindo novilhas prenhes, touros e garrotes de alta linhagem, além de prenhezes de doadoras das famílias mais proeminentes do cenário nacional.

O Leilão da raça MangaLarga Marchador, promovido pelo núcleo da Amazônia, acontece no dia 13 – com uma pista regional com mais de 100 animais disputando, sendo que alguns desses animais serão ofertados no leilão, que contará com criadores de vários estados, como Piauí, Ceará, Pernambuco, Paraíba, Pará e Tocantins. O Encerramento dos leilões acontece no sábado, com o Leilão da raça Tabapuâ promovido pela Agropecuária Vale do Mutum que traz sempre convidados entre os maiores criadores dessa raça no Brasil, como a fazenda Água Milagrosa, de São Paulo, Renato Garcia Fernandes, de Uberaba, José Coelho Vitor, do Pará, entre outros criadores de renome nacional, ofertando animais reprodutores e algumas fêmeas de qualidade superior.

Outros animais
Em 2011, os ovinos e caprinos foram ofertados pela fazenda Vale do Mutum e Rancho Cangussu. No total foram vendidos 134 animais das raças Anglonubiana, Santa Inês PO, Santa Inês e Dorper. A média por fêmeas chegou a R$ 283,30 e a média dos machos foi de R$ 725,40. Neste ano, a expectativa é que a feira possa alcançar números ainda maiores.

Programação de Leilões
e Shows da Expoimp 2012

Programação leilões:
08/07 – Domingo – 12º Leilão Balde Branco
09/07 – Segunda-feira – 12º Pec-Sêmem Alta Genetics
10/07 – Terça-feira – 2º Leilão Tropa de Serviço
11/07 – Quarta-feira – 2º Leilão Nelore, Vale do Mutum
12/07 – Quinta-feira – Noite do Nelore Elite e Convidados
13/07 – Sexta-feira – 3º Leilão Mangalarga Marchador
14/07 – Sábado – 8º Leilão Tabapuâ Vale do Mutum e Convidados
AGENDA de Shows:
07/07 – Sábado – Mariozan Rocha
08/07 – Domingo– Maria Cecília & Rodolfo
09/07 – Segunda-feira – Noite da Família Evangélica
10/07 – Terça-feira – Noite da Família Católica
11/07 – Quarta-feira – Abertura do rodeio da Companhia ItaloTodde,
com o locutor Marco Brasil
12/07 – Quinta-feira – Atrações Regionais
13/07 – Sexta-feira – João Bosco e Vinícius
14/07 – Sábado – Atrações regionais
14/07 – Domingo– Arthur Danni e Banda Calypso

 

Cavalgada marca abertura da Expoimp no dia 7

Como acontece todos os anos, na edição 2012 da Exposição Agropecuária de Imperatriz (Expoimp) está confirmado o seu evento mais tradicional: a cavalgada de abertura, no dia 7 de julho. O evento que começou sem relação alguma com a exposição, hoje foi incorporado à agenda da feira e segue para sua 21º edição. A expectativa é manter o número de participantes do ano passado, quando cerca de 10 mil pessoas participaram do desfile.

Segundo o presidente do Sinrural, Sabino Costa, o objetivo da cavalgada é proporcionar um momento especial ao homem do campo, principalmente, aos operadores da terra, aquelas pessoas que trabalham na lida – os vaqueiros.

Normas
O Ministério Público Federal reuniu autoridades para discutir a segurança dos participantes da Cavalgada de abertura da Exposição Agropecuária da cidade. Um Termo de Ajustamento de Conduta foi definido para garantir a segurança dos cavaleiros e amazonas que vão participar da Cavalgada. Entre as medidas, estão a proibição de carros, a fiscalização do consumo de bebidas alcoólicas e a limitação do número de carroças no evento.

A Cavalgada reúne mais de cinco mil cavaleiros e amazonas. O trajeto começa no centro da cidade, passa pela rodovia Belém-Brasília, e chega ao parque de exposições.

Credenciamento

Os carroceiros que tiverem a pretensão de participar da cavalgada deverão registrá-las na Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (Setran) a partir da segunda-feira, 2 de julho, das 8 às 14 horas. De acordo com o presidente do Sinrural, Sabino Costa, esta medida é para garantir maior organização da marcha e mais segurança para os participantes. Sabino argumenta que, ao se inscreverem, os carroceiros assinarão um termo de responsabilidade e receberão orientações sobre o que podem e o que não podem fazer.

Para efetivar a inscrição basta que o condutor e ou proprietário da carroça apresente à Secretaria Municipal de Trânsito documentação pessoal e comprovante de endereço. “A inscrição gera um número que será impresso num adesivo que deverá estar fixado na carroça durante todo o percurso da cavalgada”, explica o presidente do Sindicato.

Ainda segundo Sabino Costa, os critérios definidos conjuntamente determinam que o termo de responsabilidade deixa o condutor ciente de que ele não poderá fazer ingestão de bebida alcoólica durante o percurso da cavalgada, afim de não colocar em risco a vida dos participantes.

Outra medida que foi colocada em prática ano passado e deve prevalecer este ano é o percurso que os carroceiros devem seguir. “As carroças devem ser posicionadas numa espécie de segundo pelotão, atrás das comitivas de cavalos. O percurso vai até o limite da Belém-Brasília, mas os carroceiros devem retornar da altura do Posto Alvorada – antes da Ponte do Cacau”, explicou Sabino, deixando claro que as comitivas de cavalos poderão seguir pelo eixo central da rodovia até o Parque de Exposições. A manutenção desta medida é para diminuir o tempo de obstrução da BR-010 que, nos últimos anos, ficou fechada por mais de quatro horas.

De acordo com levantamento feito pelo Sinrural, há dois anos a passeata mantém o recorde nacional de maior cavalgada do Brasil. No ano passado, cinco mil animais e cerca de 10 mil pessoas participaram do desfile. Como em 2011, a concentração do desfile será na Rua 15 de Novembro, na Beira-Rio, e de lá seguirá para o Parque de Exposição Lourenço Vieira da Silva passando pelas principais ruas da cidade. O horário de saída da cavalgada é as 9 horas da manhã.

Expoimp 2012 deve movimentar R$ 30 milhões

Diego Leonardo Boaventura

A partir do dia 7 de julho, Imperatriz vai sediar pela 44ª vez a segunda maior feira agropecuária das regiões Norte e Nordeste, a Expoimp 2012. Realizada pelo Sindicato Rural de Imperatriz (Sinrural), a edição 2012 deve movimentar em torno de R$ 30 milhões em negócios, incluindo atividades como leilões, comercialização de animais e financiamentos.

Os três principais agentes financeiros – Banco do Brasil, Banco da Amazônia e Banco do Nordeste – presentes na feira devem disponibilizar de R$ 25 a 30 milhões de crédito aos produtores rurais da Região Tocantina para aquisição de veículos, máquinas e implementos agrícolas. Já a comercialização nos leilões deve movimentar de R$ 2 a 2,5 milhões e a venda de animais nos currais algo em torno de R$ 2 milhões, no período pré e pós feira.

“Nós temos a expectativa que este ano a Expoimp alcance o maior volume de negócios da sua história”, anseia o presidente do Sinrural, Sabino Costa.

A meta deve ser alcançada com facilidade, uma vez que no histórico do evento, a cada ano, a movimentação apresenta crescimento em escalada. No mapa comparativo de expositores, por exemplo, enquanto em 2008 o parque contabilizou 503 estandes montados; em 2010, foram 596. Ou seja, alta de 19%.

Para deixar tudo em ordem, aproximadamente mil pessoas se revezam na organização das atividades, montagem de estandes e ajustes finais nos 92 hectares – 12 de área construída –, do Parque Lourenço Vieira de Sousa. A expectativa dos organizadores é que o volume de público passe de 150 mil pessoas. Espera-se que o último dia da feira – véspera do feriado de aniversário de Imperatriz – seja o dia mais movimentado no Parque, com 20 mil pagantes. Nos outros dias de grandes shows o público deve girar em torno de 10 mil pagantes.

Leilões
Segundo levantamento realizado pelo Sindicato Rural entre 2008 e 2010, a movimentação financeira dos leilões durante a Expoimp passou de R$ 1,34 milhão para R$ 1,63 milhão. Em outras palavras, em três anos houve um acréscimo de R$ 300 mil. No ano de 2011 o número de currais chegou a 56, 14 a mais que em 2010. Neste ano, a expectativa é que a feira possa crescer e alcançar números ainda maiores. A programação dos leilões da Expoimp 2012 começa no domingo, 8 de julho, com o 12º Leilão Balde Branco.

Novidades
A construção de um novo tatersal dentro do Parque de Exposição, um antigo sonho da diretoria do Sinrural e dos produtores da região, será uma das novidades da Expoimp 2012 para os leilões, que sempre foram um forte segmento na feira. O antigo tatersal foi demolido e o sindicato está correndo contra o tempo para que o novo esteja pronto. “Mesmo que ele não esteja cem por cento pronto, estará em condições de receber os leilões a partir do domingo”, afirma. Outra novidade é que a partir deste ano o Sinrural terá uma assessoria de imprensa especializada.

Aperfeiçoamento
A agenda da exposição não é apenas um momento de fazer negócios, mas de se aperfeiçoar. Pensando nisso o Sindicato manteve a parceria com o Sebrae e organizou uma agenda de palestras e cursos voltados ao setor. A lista com os temas selecionados e o horário das atividades ainda não foi divulgada, mas a meta é promover um encontro diário para discutir melhorias e incluir assuntos que interessem desde o mini ao grande produtor rural.

Jornal Diário da Fazenda – Edição 11

Jornal Diário da Fazenda – Edição 11

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Fazenda Serra Quebrada e a criação de aves

Diego Leonardo Boaventura

Voltar às raízes, esse foi o sentimento do empresário Francisco da Silva Almeida, conhecido como Chico Brasil, ao adquirir 25 anos atrás uma propriedade no KM 58 da BR 122, no município de Buritirana-MA, a 55 quilômetros de Imperatriz. “Nasci no campo e tive que vim para a cidade estudar e trabalhar”, conta. Chico Brasil teve seu primeiro emprego no Armazém Paraíba, em Imperatriz, e lá trabalhou por 22 anos. Segundo ele, a empresa foi uma grande escola e onde começou a gostar do mundo empresarial. Na proporção em que seu salário aumentava e, como existe uma pré-disposição do ser humano em retornar às suas origens, comprou os 150 hectares de terra da atual Fazenda Serra Quebrada.

Andando pela área acidentada da Fazenda Serra Quebrada é difícil acreditar que na propriedade, diferente de outras, o carro-chefe não é o gado, mas, sim, o galo! Não há muitas vacas à vista. A Fazenda nunca havia desenvolvido um projeto específico, somente há dois anos e meio, depois de uma reportagem, o empresário conheceu ‘aquilo’ que iria tornar a propriedade referência em todo o Brasil: o galo índio gigante do Himalaia.

Raça

Desenvolvido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) do estado de Goiás, o maior galo do mundo surgiu do cruzamento genético da galinha caipira brasileira com raças de origens asiáticas. “Comecei a criar o frango por esporte e, pesquisando, percebi que existia uma demanda de mercado. A partir daí, melhorei o plantel e a estrutura para criação”.

A raça é muito rústica e o abate só acontece a partir do sétimo mês. Os frangos machos são os que crescem mais, chegam até um metro e meio de altura e pesam até seis quilos na sua fase adulta, já na fase jovem ficam numa média de quatro quilos e meio. As galinhas pesam em média três quilos e meio. Os pintos da raça índio gigante nascem, em média, com 20 dias. Hoje, a Fazenda Serra Quebrada está produzindo de 500 a 600 pintos por mês.

Estrutura

Na Serra Quebrada – que recebeu esse nome devido à serra partida que existe na propriedade – possui uma estrutura quase semi-artesanal, no entanto, a reprodução dos ovos já ocorre por chocadeiras. “Nós temos galpões específicos para reprodução do plantel”, detalha. Recentemente, o produtor visitou uma criação da raça índio gigante em Goiânia (GO), pioneira no Brasil no melhoramento dessa genética. Lá observou que a sua estrutura está muito acima dos criadores brasileiros. “Eu diria para você, sem medo de errar, que hoje nós temos a melhor estrutura de organização para melhoramento genético dessa raça no país”, estima.

Há também na propriedade um plantio de acerola, uma horta, produção de leite e um pouco de carneiro. Além da criação de gado de corte, de pato paysandu e de guiné gigante. Este último, a projeção é que no período de postura a fazenda produza mais ou menos de quatro a cinco mil filhotes para colocar no mercado. Para o produtor, a grande sacada é fazer com que a fazenda se torne autossustentável.
Conciliando os afazeres da cidade, que são muitos, Chico Brasil tem duas lojas no interior do Estado, uma pasta no governo estadual e é presidente da Câmara de Dirigentes lojistas de Imperatriz (CDL). Mas sempre encontra tempo para visitar a fazenda. Costuma ir às sextas-feiras à noite e retornar na segunda pela manhã.

Curiosidade

Há alguns anos aconteceu um fato muito interessante na Fazenda Serra Quebrada. Uma ovelha, enjeitada pela mãe, acabou sendo criada em companhia de um cachorro pastor alemão. Os dois se tornaram bons amigos, mas, infelizmente, a ovelha foi roubada numa noite juntamente com cinco carneiros. “Era uma cena interessante, o cachorro sempre andava junto com a ovelha” conta Chico. Além das áreas de produção, a fazenda possui área de reserva florestal e um espaço para lazer, com campo de futebol society. “Eu, além de gostar de trabalhar, também dou umas aulas de futebol quando posso, a impressão que tenho é que o Neymar deve ter me visto jogar”, brinca o produtor rural.

Projetos

Para o futuro, o produtor tem planos de utilizar água da propriedade, que é de excelente qualidade, e colocar uma fonte de água mineral. “Dada à qualidade da água que tenho, muito gostosa mesmo, pretendo fornecer água mineral para a região”, finaliza.

Palestra traz tecnologias novas para a produção pecuária

Diego Leonardo Boaventura

No último dia 14 aconteceu, no auditório do Parque Lourenço Vieira da Silva, uma palestra promovida pela Prodap Nutrição Inteligente, em parceria com o Sindicato Rural de Imperatriz (Sinrural), sobre as novas tendências e desafios para gestão na pecuária e o impacto da performance no resultado da pecuária de corte a pasto. O primeiro tema foi trabalhado pelo consultor sênior da Prodap Projeto de Gestão, Paulo Emilio, e o segundo pelo coordenador técnico da Prodap Nutrição Inteligente, João Correia.

Tradicionais produtores da região se fizeram presente no evento – que contou com bom público – e debateram com os palestrantes a gestão da pecuária, afim de melhorar a administração de suas empresas rurais, buscando uma otimização dos resultados financeiros.
O diretor executivo do negócio nutrição da Prodap, Bernardo Arruda Reis, disse apostar nos produtores rurais de Imperatriz. “Acreditamos na região como uma terra promissora para o agronegócio e observamos uma expansão no uso de tecnologias de intensificação da produção”, enfatiza. Segundo ele, isto se dá pelas condições do Estado, em tamanho, condições climáticas, características de solo e outros pontos favoráveis para o desenvolvimento da atividade pecuária no Maranhão.

Prodap

Há 33 anos no mercado brasileiro, a Prodap trabalha com três frentes: consultoria em gestão, indústria de nutrição – produtos e serviços – e desenvolvimento de sistemas, softwares de gestão de fazendas. O desenvolvimento de softwares é o negócio mais conhecido da empresa.
Parceria

O Sindicato Rural vai continuar fazendo parcerias com empresas como a Prodap, com o objetivo de trazer novas tecnologias para o agronegócio da região, setor decisivo para o desenvolvimento do Maranhão. Para o presidente do Sinrural, Sabino Costa, iniciativas como essa são de suma importância para que a produção pecuária seja tecnificada. “Na maioria das vezes, a pecuária é gerida com muito empirismo e nós precisamos sair disso para um momento mais profissional. Essas empresas, que têm larga experiência, podem dar grande contribuição para aqueles produtores que efetivamente se interessarem por contratá-las”, explica.

No encerramento da palestra foi servido um jantar aos convidados que aproveitaram para conhecer melhor os representantes da Prodap.

Cultivo de banana cresce na região de Imperatriz

Diego Leonardo Boaventura

Um estudo feito pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) aponta o Maranhão como um dos estados com condições mais favoráveis para o plantio de banana. Estas vantagens têm estimulado os agricultores maranhenses que, na safra de 2011, produziram cerca de 108.625 toneladas da fruta. Na região de Imperatriz, os municípios que mais produzem são Porto Franco, Lajeado Novo e São João do Paraíso. Mas, de acordo com o zoneamento agrícola, todos os 217 municípios do Estado estão aptos o ano inteiro para o cultivo.

Nessas cidades próximas a Imperatriz as áreas plantadas com banana vão de 30 a 100 hectares, tendo uma produção média de 30 toneladas por hectare, dependendo da cultivar. “Cada cultivar tem uma produção, na região o sistema é bem produtivo porque geralmente os bananais são irrigados e bem adubados”, afirma o fiscal estadual agropecuário da Agência de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged/MA), Jean Teixeira. Segundo ele, a Aged atua no programa de controle da Sigatoka-negra – principal doença que ocorre na cultura da bananeira. “Essa doença não existe no estado do Maranhão e o programa é exatamente para fazer o controle e evitar que a doença venha se instalar no Estado”.

Profissionais capacitados pelo Mapa e pela Aged vistoriam os bananais nas áreas de produção certificando que o plantio não tem a doença. Após a inspeção, é emitido um documento chamado Certificado Fitossanitário de Origem. O documento tem validade de 30 dias e permite que a produção circule livremente para outros estados. “Com o certificado e a nota fiscal, o produtor retira na Aged outro documento – Permissão de Trânsito Vegetal (PTV) – que certifica o produto como imune a doença”, garante o fiscal.

Variedades

As principais variedades cultivadas na região são a Pacovan e a Prata Anã. A Pacovan atende o mercado consumidor do Pará e a Prata Anã é distribuída para Imperatriz e a capital São Luís.

Rendimentos

Segundo o estudo do Mapa, o clima influi diretamente nos processos respiratório e fotossintético da planta. Para obtenção de altos rendimentos e melhor qualidade, são necessárias temperaturas altas e uniformes, com mínimas não inferiores a 18ºC e máximas não superiores a 34ºC. A faixa de temperatura ótima para o desenvolvimento das bananeiras comerciais é de 26 a 28ºC. Para o bom desenvolvimento da cultura as chuvas devem ser superiores a 1.200 mm por ano com boa distribuição anual. As maiores produções estão associadas a uma precipitação total anual de 1.900 mm, bem distribuída no decorrer do ano.

As plantações cheias de cachos indicam a boa safra de bananas este ano no sudoeste do Maranhão. O tempo bom, com menos calor e menos vento, deixou os produtores animados e o rendimento da safra deve passar de 45 toneladas por hectare.

Dia de Campo em Açailândia marca novo momento do agronegócio no sudoeste maranhense

Diego Leonardo Boaventura

O dia de campo realizado em 19 de maio na Fazenda Bola Branca, de propriedade do pecuarista Francisco Santos Soares “o Franciscano”, em Açailândia (MA), mostrou o novo momento que vive o agronegócio no sudoeste do Maranhão, com grandes investimentos na cultura de milho e soja e, principalmente, com a integração lavoura-pecuária para otimizar as áreas.

No evento, empresas ligadas ao agronegócio como a Sementes Pioneer em parceria com a Imperagro, organizadoras do dia de campo, participaram dos trabalhos, mostrando – nas várias estações montadas dentro da lavoura de milho da Norte Grãos Agronegócios (NGA) – seus produtos e divulgando as tecnologias adotadas na área. Os técnicos e profissionais das empresas falaram sobre os modernos cultivares de milho, tratamento de sementes, agricultura de precisão para recomendação de adubação, máquinas e equipamentos de última geração utilizados na mecanização do plantio.

A NGA

Fundada em agosto de 2011 pelo grupo Agrosal e Fazenda Bola Branca, com o apoio do Banco do Nordeste, a NGA está construindo um centro de beneficiamento de grãos e armazenagem em Açailândia. Segundo a engenheira agrônoma, Glaucia Cangussú, a falta de infra-estrutura adequada de armazenamento e secagem de grãos sempre foi um grande entrave, um forte ponto de estrangulamento na produção de agricultura em toda a região. “A partir da implantação dessa agroindústria podemos afirmar que os produtores rurais que possuam terras com aptidão para agricultura poderão ingressar na atividade com muito mais segurança e pecuaristas que possuam áreas de pastagens degradadas poderão fazer a reforma no sistema integrado lavoura-pecuária, endo ganhos para sua propriedade, diversificando suas receitas e estarão sendo corretos ambientalmente com a prática da Agricultura de Baixo Carbono”, afirma a engenheira.
Além de armazenar sua própria produção, a empresa vai terceirizar outras áreas agrícolas, podendo colher e guardar grãos de terceiros. Em 2012, o grupo só irá utilizar metade da sua capacidade de armazenamento. A estocagem total prevista será de 30 mil toneladas de grãos, com 160 toneladas por hora.

Localização estratégica

A indústria, localizada às margens da Rodovia Belém-Brasília, fica próxima à Ferrovia Norte-Sul, o que irá possibilitar a exportação de grãos em breve, produzidos na região.

Adiada para junho segunda etapa da campanha de vacinação

Diego Leonardo Boaventura

Devido ao processo de sorologia, a Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged/MA) – órgão ligado à Secretaria da Agricultura, Pecuária e Pesca (Sagrima) – adiou o período da segunda etapa da Campanha de Vacinação contra a Febre Aftosa no Estado, que seria realizada em maio, para os dias 1º a 30 de junho. A sorologia é uma etapa do projeto do governo estadual que tem o objetivo de alcançar o status sanitário de Zona Livre de Febre Aftosa, com vacinação, previsto para acontecer no segundo semestre deste ano. A modificação no calendário de vacinação segue determinação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Segundo a médica veterinária da Aged/MA, Alzira Medlig, no Maranhão foram selecionadas 340 propriedades rurais de 147 municípios, sendo, mais ou menos, 145 propriedades pertencentes à regional de Imperatriz. “Atualmente, a sorologia está na fase de entrevistas: os fiscais estão indo visitar as fazendas entrevistando os proprietários, vendo a quantidade de animais”, conta. Para participar do inquérito sorológico a propriedade rural deve ter no mínimo 30 animais na faixa etária de dois a três anos. O principal objetivo do processo é diagnosticar a circulação viral da Aftosa no Estado. Além do Maranhão, também estão incluídos no Projeto de Ampliação de Zona Livre de Febre Aftosa do Mapa, os estados de Alagoas, Ceará, Pará, Pernambuco e Piauí.

Após o envio de todo o material coletado para laboratórios credenciados pelo Mapa, estima-se que o Ministério realizará a análise sorológica em um período de 60 dias, que coincidirá com o prazo final para a conclusão dos relatórios de auditoria. Para o trabalho, cerca de 100 profissionais, veterinários e técnicos, e também chefes das unidades regionais e locais da Aged, participaram de um treinamento sobre noções de sorologia, colheita e envio de materiais.

Ainda segundo a médica veterinária, o benefício maior com aquisição do status de Zona Livre de Febre Aftosa, com vacinação, é que o gado maranhense poderá ser exportado e ter sua circulação livre.

Rebanho

O Maranhão possui o segundo maior rebanho de bovinos do Nordeste e o terceiro maior rebanho de búfalos do Brasil, com cerca de 7,2 milhões de cabeças. Cerca de 790.598 são animais de gado leiteiro, tendo a regional de Açailândia a maior concentração que é 328.123 animais, seguida de Imperatriz, com 241.107 animais e Santa Inês, que possui 46.116 cabeças de gado. Apesar do Estado não registrar nenhum caso de febre aftosa há cerca de 10 anos, atualmente o Maranhão só pode comercializar carne para outras regiões que possuem a mesma classificação sanitária que a sua, que é de zona de médio risco, alcançada no ano de 2007.

Sindicato Rural lança 44ª edição da Expoimp

Diego Leonardo Boaventura

Na noite do último dia 22, na Churrascaria do Parque de Exposições Lourenço Vieira da Silva, o Sindicato Rural de Imperatriz (Sinrural) lançou oficialmente 44º edição da Exposição Agropecuária de Imperatriz (Expoimp). Durante a solenidade, o presidente do Sinrural, Sabino Costa, apresentou a programação oficial da feira em 2012 e as novidades que o público terá neste ano.

O representante do Sinrural destacou a importância da exposição para região e reafirmou o compromisso da entidade em fazer desse evento um dos melhores do país. “A Expoimp é sem dúvida o mais importante evento de nossa cidade, um evento consagrado regionalmente que extrapola as fronteiras de Imperatriz. Então, é um compromisso de todos que compõem a diretoria do Sinrural fazer desta 44º edição uma feira ainda melhor”, ressaltou.

A construção de um novo tatersal dentro do Parque de Exposições – um antigo sonho do Sinrural e dos produtores da região – será uma das novidades deste ano para os leilões que sempre foram um forte segmento na feira. Outra novidade, é que a partir deste ano o Sinrural terá uma comunicação especializada, da Palavra Assessoria de Comunicação.

No lançamento oficial da feira, o Sindicato contou com a presença dos seus patrocinadores Master – os bancos do Brasil, da Amazônia e do Nordeste; representantes do Sebrae, da marca Nova Schin e Tok Bolsas, além dos governos do Estado e da Prefeitura Municipal. Inclusive o prefeito Sebastião Madeira esteve presente e falou também da importância da Expoimp para o desenvolvimento da cidade.
No encerramento da festa foi servido um coquetel aos convidados que aproveitaram para discutir os detalhes da exposição, que começa no dia 7 de julho e vai até o dia 15 do mesmo mês. Vale salientar que informações sobre a Expoimp e sobre o Sinrural podem ser obtidas pelo site www.sinruralimperatriz.com.br . No facebook o endereço é www.facebook.com/sinrural.

AGENDA DE LEILÕES
08 de julho – 12º Leilão Balde Branco
09 de julho – 12º Pec-Sêmem Alta Genetics
10 de julho – 2º Leilão Tropa de Serviço
11 de julho – 2º Leilão Nelore, produção Vale do Mutum
12 de julho – Noite do Nelore Elite e Convidados
13 de julho – Noite do 3º Leilão Mangalarga Marchador
14 de julho – 8º Leilão Tabapuâ Vale do Mutum e Convidados

 

Agrobalsas faz 10 anos e movimenta sul do Maranhão

Diário da Fazenda

Com o tema “Agricultura inteligente com baixo carbono, gerando incentivos e não penalidades”, a Feira Agroindústria de Balsas (Agrobalsas) – um dos maiores eventos de agronegócio do Maranhão – completa 10 anos em 2012. O evento é realizado de 22 a 26 de maio no campo experimental da Fazenda Sol Nascente, em Balsas (MA), numa área de 50 mil metros quadrados. A estimativa é que um público de mais de 10 mil pessoas visite a feira.

Segundo a Fundação de Apoio à Pesquisa do Corredor de Exportação Norte (Fapcem), organizadora do evento, o volume de negócios durante a feira deverá se aproximar dos R$ 200 milhões.

Temas

Os principais temas apresentados na Agrobalsas 2012 são: Sistema de Plantio direto nos Cerrados Nordestinos, Integração Lavoura, Pecuária e Floresta, Fixação biológica do nitrogênio, Biotecnologia e Culturas alternativas e alimentos funcionais. Além, também da realização de rodadas de negócios, mini-cursos, vitrines tecnológicas das principais culturas, visitas técnicas, fórum do agronegócio e os 70 estandes montados no evento.

O secretário adjunto da Secretária da Agricultura, Pecuária e Pesca do Maranhão (Sagrima), Raimundo Coelho de Sousa, informou que a Sagrima não só participará do Agrobalsas 2012 como também dará todo o apoio necessário para sua realização. “O Agrobalsas é muito importante para o Maranhão porque é um instrumento de divulgação e difusão de tecnologias apropriadas para o desenvolvimento do agronegócio na região e no estado do Maranhão”, afirmou Raimundo Coelho. Na abertura do evento haverá um show, com entrada franca, do cantor sertanejo Renato Teixeira.

Grupo JBS-Friboi arrenda frigorífico em Açailândia

Diego Leonardo Boaventura

O grupo JBS-friboi – gigante mundial do setor de carne bovina – adquiriu, por meio de um arrendamento, a operação do Frisama Frigorífico Açailândia. Os produtores da região estão apreensivos e se perguntam se a vinda desta grande empresa expandirá o setor, trazendo segurança aos negócios, ou irá acarretar redução no preço do boi. No entanto, a expectativa é que o JBS possa profissionalizar e melhorar o setor de carne no Maranhão que, há muito tempo, passa por dificuldades.

No total, o grupo JBS adquiriu quatro novas plantas, sendo uma no Maranhão, em Açailândia, e outras três no estado do Pará, nas cidades de Altamira, Eldorado dos Carajás e Novo Repartimento. Essa última ainda está em fase de construção. Recentemente, o presidente do Sindicato Rural de Imperatriz (Sinrural), Sabino Costa, recebeu uma visita de representantes da empresa que, na ocasião, comunicaram o arrendamento da planta de Açailândia. Para o presidente do Sindicato, a vinda de um grupo desse porte para região tem vários aspectos. “Trata-se de um grande frigorífico, um dos maiores do mundo, e é importante porque traz estabilidade ao produtor no que se refere à questão dos pagamentos. Mas, por outro aspecto, um grande grupo tende a ter no país uma concetração e essa, como qualquer outro monopólio, é ruim para o produtor, pois eles poderão, no futuro, influenciar o preço do boi”, afirma.
JBS-Friboi

Em 2007, o JBS consolidou-se como a maior empresa do mundo no setor de carne bovina, com a aquisição da Swift & Company nos Estados Unidos e na Austrália. Com a nova aquisição, o JBS ingressou no mercado de carne suína, apresentando um expressivo desempenho também nesse segmento ao encerrar o exercício como o terceiro maior produtor e processador desse tipo de carne nos EUA. A aquisição aumentou o portfólio da companhia ao incluir os direitos sobre a marca Swift em nível mundial. Hoje, no Brasil, o JBS possui 35 unidades de abates de bovinos, uma unidade de carne em conserva, uma unidade de vegetais, duas unidades de confinamento, sete unidades industriais de lácteos, 23 unidades industriais de couros, uma unidade fabril de colágeno, uma unidade de biodiesel e 16 centros de distribuição.

 Problemas

Entidades ligadas aos produtores rurais no Centro-Oeste fizeram recentemente um “levante” sobre o domínio dos grupos frigoríficos. A denúncia está diretamente relacionada ao avanço do grupo JBS naquela região. A reclamação geral por parte dos produtores em relação ao JBS é que, após a aquisição de algumas plantas, simplesmente, desativaram as mesmas. Sabino Costa espera que no Maranhão não aconteça o mesmo. “Isso gera desemprego, algo muito ruim para nosso produtor. Esperamos que aqui não venha ocorrer isso e que o frigorífico seja ampliado e não fechado”, conclui. A equipe do Diário da Fazenda contatou o JBS, mas não obteve resposta até o fechamento dessa edição.

Parceria fomenta Integração Lavoura-Pecuária-Floresta

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) assinou com a John Deere um termo de cooperação técnica para a Rede de Fomento à Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF). Os investimentos da companhia serão de R$ 2,5 milhões, em um período de cinco anos

Segundo Alfredo Miguel Neto, diretor de Assuntos Corporativos para América Latina, a participação da John Deere no projeto vem ao encontro da missão da companhia em oferecer tecnologias produtivas e sustentáveis à agricultura brasileira. “Diante do aumento da demanda global por alimentos, a John Deere trabalha na busca de tecnologias e sistemas agrícolas que permitam aos produtores obter maior produtividade, sustentar o crescimento da agricultura e preservar os recursos naturais”, comenta. A Rede de Fomento é um conjunto de instituições privadas dispostas a dar apoio ao programa iLPF, contribuindo com a gestão, mediante análise e aprovação dos projetos e atividades que serão financiadas com esses recursos. O alinhamento conceitual está estabelecido no documento intitulado Marco de referência para o Sistema Integração Lavoura-Pecuária-Floresta.

Conceito iLPF

Integração Lavoura-Pecuária-floresta (iLPF) é um conceito de manejo agrícola que busca uma produção sustentável, integrando diversas atividades agrícolas, pecuárias e florestais numa mesma área, em cultivos consorciados, em sucessão ou rotação.

Jornal Diário da Fazenda – Edição 10

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Maior encontro de leite e derivados do nordeste será realizado em Imperatriz

Diego Leonardo Boaventura

O Encontro Nordestino do setor de Leite e Derivados (Enel) – maior feira do setor lácteo da região Nordeste – será realizado pela primeira vez no Maranhão e Imperatriz foi a cidade escolhida para sediar a décima edição do evento. O objetivo da feira, que acontecerá entre os dias 24 e 26 de outubro deste ano, é difundir a bacia leiteira nordestina por meio de discussões temáticas sobre a cadeia produtiva do leite na região, de acordo com as características de cada estado. Segundo a Embrapa, a região nordeste representa 12% da produção de leite do país, e entre os nove estados, o Maranhão aparece como quarto maior produtor, com cerca de 365 milhões de litros por ano. Hoje, a região Tocantina detém a maior parte do rebanho bovino do estado e assume 46% dessa produção. De cada quatro empregos diretos no setor da agropecuária, três são da atividade leiteira.

A intensa atividade no setor produtivo de leite e derivados, com instalação de indústrias de laticínios na região foi determinante para a escolha da cidade de Imperatriz como sede do X Enel. Na região Tocantina são coletados cerca de 35 mil litros de leite por dia e 90% desta produção é transformada em queijo. Para a analista do Sebrae em Imperatriz, Márcia Maria Martins Ferreira, a escolha de Imperatriz foi mais que acertada. “O local foi escolhido pela as peculiaridades que a região apresenta, sendo a maior produtora de leite do Maranhão, segundo maior município do Estado e tendo um elevado crescimento dos negócios nos últimos anos”, enfatiza.
O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) aposta no sucesso do evento e acredita que o grande desafio é gerar um impacto produtivo para Imperatriz, com investimentos em tecnologia e em negócios setoriais da cadeia produtiva do leite. No entanto, para a analista, a região como um todo irá se beneficiar dos grandes investimentos que poderão surgir através desse evento.

Parceiros

O (Sebrae) tem apoiado de forma sistêmica a realização do evento que conta, ainda, com a parceria do Governo do Maranhão, Prefeitura de Imperatriz, Associação Comercial e Industrial de Imperatriz (ACII), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), a Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (Fiema), o Sindicato Rural de Imperatriz (Sinrural), agentes financeiros e empresas agropecuárias. Os produtores do setor industrial da região Tocantina estão animados com a possibilidade da troca de experiência, acesso à informação e inovação tecnológica disponibilizadas pelo encontro. No total, mais de 20 mil pessoas de todo o país são esperadas no evento.

Mastite bovina reduz até 42% a produção de leite

Diego Leonardo Boaventura

A diminuição da produção de leite é um dos primeiros sinais de alteração na glândula mamária da vaca: cuidado, o animal pode estar com mastite. É o que alerta o professor doutor em medicina veterinária da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), Manoel Dantas. A mastite, de acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), é uma inflamação da glândula mamária, geralmente causada pela infecção de microrganismos, sobretudo, bactérias. Hoje é a doença mais encontrada nos rebanhos leiteiros do mundo, devido à alta incidência de casos clínicos, alta incidência de infecções não perceptíveis a olho nu (infecções subclínicas) e aos prejuízos econômicos que traz ao produtor. O professor afirma que o problema da mastite no rebanho bovino é o manejo inadequado, e ressalta alguns cuidados básicos de higiene para evitar essa enfermidade. Entre eles, lavar o ubre da vaca com um produto antisséptico todas às vezes antes e após a ordenha. Em relação à situação da doença na região de Imperatriz, o professor narra uma experiência recente em uma propriedade local. “Outro dia mesmo tive em uma propriedade próxima a Imperatriz e de 84 vacas que estavam em lactação, 70 tinham mastite”, conta.

Perdas econômicas

As perdas econômicas que ocorrem causadas pela mastite são devidas à redução na produção, ao descarte de leite e de animais, aos gastos com medicamentos, com serviços veterinários e com o aumento de mão-de-obra e, em alguns casos, à morte do animal. Estudos realizados no Brasil pela Embrapa mostraram que quartos mamários com mastite subclínica produziram em média 25 a 42% menos leite do que quartos mamários normais. Nos Estados Unidos, estima-se que o custo por vaca/ano devido à mastite seja de aproximadamente US$ 185, o que corresponde a um custo anual de US$ 1,8 bilhão. Esse valor corresponde a aproximadamente 10% do total de leite vendido pelos produtores. Deste, cerca de dois terços corresponde à redução na produção de leite devido à mastite subclínica.
Agentes de contaminação

A mastite bovina pode ser causada por uma grande variedade de agentes, incluindo bactérias, microplasmas, leveduras, fungos e algas. Porém, a maioria das infecções é causada por bactérias. Apesar da diversidade de agentes que causam mastite, o primeiro passo para o início do processo infeccioso é a contaminação da extremidade da teta via mão do ordenhador ou copo da ordenhadeira contaminada, ou seja, não existe outra forma de contrair essa doença numa vaca a não ser por via ascendente – a bactéria entra pelo canal galactófago (canal excretor do leite) e se instala no ubre. Às lesões do tecido mamário, as células secretoras se tornam menos eficientes, isto é, com menor capacidade de produzir e secretar o leite. Ocorre também a morte das células e a liberação de enzimas dentro da glândula, que contribuem para agravar o processo inflamatório. Tudo isso prejudica a qualidade do leite e causa redução na produção. Preocupado com esta situação, o professor destaca: “Isso é um assunto de saúde publica, a conjuntura é preocupante, nós já alertamos as autoridades sanitárias nesse sentido, graças a Deus houve uma melhora considerável na região de Imperatriz, mas ainda há muito a ser feito”.

Programa Agricultura de Baixo Carbono tem recursos R$ 3,15 bilhões para produtores

DIÁRIO DA FAZENDA

O Programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC) foi instituído pelo Governo Federal em junho de 2010, com o objetivo de apoiar o desenvolvimento de uma agricultura sustentável, incentivando boas práticas agropecuárias que contribuam para a redução da liberação de gás carbônico na atmosfera.

Como financiador do agronegócio brasileiro, o Banco do Brasil, alinhado às Políticas Públicas do Governo Federal, adotou entre suas ações de concessão de crédito medidas no sentido de priorizar os financiamentos de atividades rurais no âmbito do Programa ABC.
Entre essas ações, vem desenvolvendo treinamento de técnicos, divulgação junto aos produtores e entidades representativas, automatização de processos e celebração de parcerias com empresas integradoras e cooperativas. Esse conjunto de iniciativas tem contribuído para evolução do Programa e para o crescente incremento nas contratações.

Nesse contexto, dos recursos totais do Programa, que somam R$ 3,15 bilhões na safra 2011/2012, R$ 850 milhões foram disponibilizados pelo Banco do Brasil. O Banco está em condições de atender outras demandas que superem esse valor.
As linhas de crédito atreladas ao programa, que são oferecidas pelo Banco do Brasil, atendem as atividades de implantação de viveiros de mudas florestais, de sistema lavoura-pecuária-floresta, recomposição de áreas de preservação permanente ou reserva legal, produção orgânica, recuperação de pastagens, implantação e manutenção de florestas comerciais, implantação e melhoramento de sistemas de plantio direto na palha.

O valor financiado pode ser de até R$ 1 milhão por beneficiário, contemplando até 100% do valor dos bens objeto do financiamento, com taxa de 5,5% a.a. e prazo de até 15 anos. Com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro Oeste – FCO, o valor financiado pode chegar a até R$ 20 milhões.

Além disso, especificamente para a produção orgânica, são disponibilizadas linhas de crédito para atender as demandas de pessoas físicas ou jurídicas que comprovem sua condição de produtor rural orgânico. As linhas cobrem despesas com investimento, custeio e comercialização das atividades.

Câmara aprova novo Código Florestal Brasileiro

CNA

A Câmara dos Deputados aprovou na noite da quarta-feira (25/4), por 274 votos favoráveis, 184 votos contrários e duas abstenções, o relatório do deputado Paulo Piau (PMDB-MG) ao substitutivo do Senado ao Projeto de Lei 1.876/99, que propõe a criação de um novo Código Florestal, com alterações à versão aprovada no final do ano passado pelos senadores. O texto define novas regras para a produção de alimentos e a preservação ambiental no País e passou pela análise dos parlamentares depois de um dia inteiro de discussões sobre o tema em sessões extraordinárias no Plenário da Casa. Os deputados rejeitaram, ainda, os destaques apresentados ao relatório. A matéria segue, agora, para sanção da presidente da República, Dilma Rousseff.

O novo texto consolida as áreas utilizadas com a produção agropecuária abertas até 22 de julho de 2008, incluindo as atividades de ecoturismo e turismo rural em áreas de APPs (Áreas de Preservação Permanente) consolidadas até esta data. Também foram mantidos os percentuais vigentes de reserva legal, área que deve ser preservada com vegetação nativa nas propriedades. Os índices exigidos são de 80% na Amazônia, 35% no Cerrado amazônico e 20% nas demais regiões do País. A nova legislação autoriza o cômputo das APPs no cálculo das áreas de reserva legal, inclusive nos casos de regeneração, recomposição e compensação. Nos Estados com mais de 65% do território ocupados com unidades de conservação e terras indígenas na Amazônia, o percentual de reserva legal cai de 80% para 50%.

Segundo o texto aprovado, os manguezais e veredas passam a ser considerados APPs e a inclusão de novas modalidades destas áreas poderá ser feita posteriormente, desde que seja classificada como de interesse social, por ato do Poder Executivo. Pela proposta, apicuns e salgados serão áreas de uso restrito e a ocupação destes locais, de agora em diante, será definida a partir da criação do Zoneamento Econômico Ecológico (ZEE).

O relator reintroduziu o dispositivo do texto do Senado que prevê faixa mínima de 15 metros de Área de Preservação Permanente (APP) na beira dos cursos d’água com até 10 metros de largura. Para rios com largura maior, a responsabilidade das metragens ficará com os Estados, no âmbito dos Programas de Regularização Ambiental (PRAs), considerando as características de cada bioma, das propriedades rurais e da produção agropecuária de cada região, para que os produtores rurais façam a recomposição de mata ciliar em suas propriedades. No caso das propriedades rurais com até quatro módulos fiscais, segundo o relatório, a APP a ser recuperada não poderá ultrapassar o limite de reserva legal estabelecido para o imóvel.

Pela proposta aprovada na Câmara, a adesão dos produtores rurais ao PRA é uma das principais exigências do texto para a regularização ambiental da propriedade. Estes programas devem ser criados no prazo de um ano após a sanção presidencial do projeto. Caberá à União definir as normas gerais, enquanto aos Estados caberá a regulamentação das normas específicas. Esta adesão está condicionada à apresentação de um projeto definindo as áreas de recomposição de APPs, reserva legal e de produção, que precisará ser aprovado pelo Sistema Nacional de Meio Ambiente (Sisnama). Com esta medida, as multas aos produtores ficam suspensas e poderão ser convertidas em serviços de preservação ambiental, caso obtenham a aprovação dos órgãos ambientais.
O relator suprimiu do texto do Senado o dispositivo que trata da proibição de concessão de crédito para quem não tiver sua regularização ambiental concluída em cinco anos. O relatório também definiu prazo de 180 dias, após a publicação da lei, para que o Governo Federal implante um programa de apoio e incentivo à proteção ambiental, prevendo, entre outros benefícios, o pagamento por serviços ambientais, mas retirou o enquadramento dos produtores em categorias para fins de remuneração pela proteção do meio ambiente. Retirou, ainda, a exigência de implantação e manutenção de faixas mínimas de áreas verdes nas zonas urbanas, assim como as regras restritivas para o pousio, prática que consiste na interrupção temporária do uso do solo com o objetivo de proporcionar descanso à terra, para torná-la mais fértil.

“Esta é uma antiga reivindicação dos produtores rurais brasileiros, que convivem hoje com uma legislação há muito tempo incompatível com o grau de evolução do agronegócio brasileiro. Esta nova legislação dificultará ainda mais a realização de novos desmatamentos, mas também reconhece a importância do setor agropecuário para a economia brasileira. Se não é a lei ideal, teremos a lei possível, que não expulsará nenhum produtor de suas terras nem fragilizará a proteção ambiental”, destacou o presidente da Comissão Nacional de Meio Ambiente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Assuero Doca Veronez. Para o vice-presidente diretor da CNA, Carlos Sperotto, com a aprovação do novo Código Florestal “foi dado um grande passo, que permitirá aos produtores um quadro inédito de segurança jurídica e legitimação da atividade, porque antes estávamos todos em um estado de vulnerabilidade”, enfatizou.

Dica: cuidados com alevinos criados em tanques

William Castro

Durante as primeiras fases do peixe, todo cuidado é indispensável para que ele cresça e se desenvolva. O importante nesse início é a forma como os alevinos vão ser colocados nos tanques, por exemplo. É necessário que eles permaneçam próximo ao local durante alguns minutos para que não sofram com a mudança de temperatura. Em seguida, a água do local que eles vão permanecer deve ser misturada à embalagem que os transporta para que sejam evitados os choques de PH, oxigênio e amônia. Então, os alevinos devem ser soltos.

Nesse momento ainda delicado para a sua sobrevivência, os peixes devem ser alimentados com ração de boa qualidade, como as extrusadas flutuantes, que são mais digestivas e facilitam a observação diária, segundo o técnico Cláudio Brito. Ele afirma que as rações iniciais devem possuir de 36% a 55% de proteína bruta.

É importante uma proteção com telas no tanque para evitar o ataque de pássaros aos alevinos. A temperatura da água e a qualidade precisam ser observadas sempre que possível. A limpeza dos tanques, quando necessária, deve ser realizada com a adubação feita com cuim de arroz e ureia. Os peixes devem ser alimentados no máximo cinco vezes por dia, dependendo sempre da quantidade ideal de ração na fase e no peso dos animais. Todos esses cuidados vão ser intensificados com a prática do tratador dos peixes, determinados pela sua observação.

Mercado do Peixe de Imperatriz será construído ainda este ano, garante ministro da Pesca

Thays Assunção

Em visita à Imperatriz na segunda-feira, 23, o Ministro da Pesca e Aquicultura, Marcelo Crivella, garantiu a construção do mercado do peixe, antiga reivindicação da colônia de pescadores. “Com certeza o mercado do peixe vai sair. Hoje uma das maiores preocupações que nós temos é com o alto grau de intermediação que existe no pescado. Quem dá duro para pegar o pescado, para pegar o peixe acaba ganhando pouco, por que o peixe vai passando na mão de um monte de intermediário até chegar ao mercado. Agora é melhor a gente ter um mercado do peixe em Imperatriz para que os pescadores possam comercializar diretamente o produto do seu suor, do seu esforço, do seu trabalho e é isso que o ministério irá fazer. E espero voltar aqui ainda esse ano para inaugurar com uma grande festa”, afirmou.

O pronunciamento foi feito durante o I Seminário de Pesca e Aquicultura Familiar do Meio Norte realizado no Centro de Convenções. O evento discutiu a integração e o fortalecimento do setor pesqueiro artesanal e da agricultura familiar e reuniu colônias de pescadores e federações do Maranhão, Ceará, Piauí, Pará, Tocantins, Rio Grande do Norte e outros estados. Para o presidente da colônia de pescadores de Imperatriz, Salomão Santana, o seminário permitiu com que o setor da pesca e suas necessidades fossem conhecidas pela sociedade e pelo poder público. “No leito do rio Tocantins, nós temos a construção de hidrelétricas, extrativismo, desmatamento, assoreamento, e tudo isso prejudica o habitat das espécies. Em eventos como esse, é que a gente mostra para as autoridades a necessidade de controle dessas atividades para a reprodução dos peixes e a continuação da profissão de pescador”, declarou.

Na ocasião, o ministro assinou termos de permissão para o uso de 15 escavadeiras hidráulicas nos municípios maranhenses de Alto Alegre do Pindaré, Bacabal, Boa Vista do Gurupi, Campestre, Conceição do Lago Açu, Icatu, Lagoa do Mato, Lajeado Novo, Matinha, Santa Rita, Santo Antônio dos Lopes, São Bento, São Bernardo, Vargem Grande e Vila Nova dos Martírios.
A solenidade contou com a presença do presidente da Confederação Nacional de Pescadores e Aquicultores (CNPA), Abraão Lincoln, do secretário de Agricultura, Pecuária e Pesca (Sagrima), Cláudio Azevedo, do prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira, dos deputados federais, Cleber Verde, Lourival Mendes e Davi Alves da Silva Júnior, do presidente da Associação Comercial e Industrial de Imperatriz (ACII), Euclides Antonio Viêra, do presidente do Sindicato Rural, Sabino Costa, e nomes importantes do setor da pesca. O secretário Cláudio Azevedo aproveitou o seminário para ressaltar o potencial do Maranhão, que possui o segundo maior litoral do Brasil, com 640 quilômetros de costa marítima e 11 bacias hidrográficas. “Nosso Estado possui aproximadamente 550 mil hectares de manguezais, representando 50% da totalidade do manguezal brasileiro”, informou.

Posse

O encerramento do I Seminário de Pesca e Aquicultura Familiar do Meio Norte foi marcado pela posse dos novos secretários da Confederação Nacional de Pescadores e Aquicultores (CNPA).

Vale do Tocantins já abate 6 mil animais por mês

William Castro

Com as atividades reiniciadas em setembro de 2011, o Frigorífico Vale do Tocantins, hoje em parceria com um grupo de empresários de Recife (PE), tem abatido cerca de 320 animais por dia, o que totaliza média de 6 mil por mês. A maioria de sua produção de carne resfriada e congelada tem sido direcionada para Recife, a capital pernambucana, abrangendo em menor escala o mercado de Fortaleza com alguns subprodutos. O fornecimento de gado para abate é feito na maior parte pela região sul do Maranhão, o que contribuiu para a economia do município de Imperatriz, gerando renda e negócios.

Em entrevista para o Diário da Fazenda, o setor administrativo da empresa enfatiza que antes da reabertura do frigorífico foi realizado um estudo sobre a potencialidade do rebanho na região e que a produção de animais bovinos superou as expectativas dos investidores no mercado de pecuária no Maranhão. Açailândia, Itinga e Imperatriz são os principais polos no abastecimento de bovinos ao frigorífico, além de Cidelândia, São Francisco do Brejão, Senador La Roque, João Lisboa e municípios vizinhos. Além de rigorosos cuidados efetuados por uma equipe interna no controle de qualidade, a empresa possui controle sanitário dos seus produtos com Serviço de Inspeção Federal (SIF), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o que é garantia de qualidade aos consumidores.
Com a reabertura do frigorífico, foram gerados em torno de 180 empregos diretos e mais de 500 indiretos. A empresa possui hoje um cadastro de aproximadamente 300 pecuaristas para o fornecimento dos animais bovinos na região e, hoje, a arroba vem sendo negociada pelo frigorifico a R$ 89,00.

Leilão do Boi Branco marca 16 anos da ATR

Diário da Fazenda

Em comemoração ao 16º aniversário da ATR Leilões será realizada no dia 28 de abril mais uma edição do tradicional Leilão do Boi Branco, em Estreito – MA. A previsão é que aproximadamente 4.600 animais de toda a região Tocantina sejam comercializados no pregão. Criadores e produtores rurais de cidades vizinhas como Imperatriz e Açailândia, entre outras, estão sendo aguardados, a partir do meio dia, no certame, que promete gerar boa movimentação em negócios, além de divulgar os resultados de investimento nas raças participantes.

Segundo o proprietário da empresa ATR Leilões, organizadora do evento, Célio Luís Rodrigues Mendes, a proposta, como sempre, é trazer animais de qualidade e gerar boas oportunidades comerciais. “A expectativa é sempre das melhores, nosso evento já é uma tradição na cidade e nossos animais confirmam a qualidade do leilão”, afirma. Há 16 anos na região provendo leilões, a empresa comemora o sucesso realizando o que mais sabe fazer.
Raças

O gado é o alvo principal do pregão. Raças como a Nelore e a Brahma, entre outras, serão os grandes destaque do dia. Para o evento foram selecionados animais em ótimas condições físicas e escolhidos plantéis com excelência genética. Esta edição do Leilão do Boi Branco conta com a parceria da Purinutre e da Puritec Gold.

3º Leilão Virtual do MA é realizado em Imperatriz

William Castro

No último dia 18 de abril, o Hotel New Anápolis foi palco de mais uma edição do leilão virtual do Maranhão, em Imperatriz. Fazendeiros, empresários e produtores tiveram 1.200 animais colocados em exposição para a oferta, entre gado de corte, de elite e touros.
O leilão virtual ainda é uma novidade no Estado e a cidade é a primeira a realizar o negócio. Segundo o diretor de marketing do evento, Fabrício Gracioli, Imperatriz possui o gado com a melhor genética da região. “Em breve, queremos oferecer 10.000 bois para o leilão e acredito que isso não demore muito, pois a pecuária aqui é bem forte”, ressalta.

A apresentação dos animais no leilão virtual pelo vídeo ou internet é uma das vantagens comparadas aos leilões tradicionais, pois neste último é preciso disponibilizar um espaço para que os bois fiquem expostos, enquanto no virtual não. Michel Turantti, representante da Brasil Genética, enfatiza a importância dessa atividade no município. “Estamos no 3º leilão e a nossa expectativa é que aumente a participação de público, pois é um evento que representa também desenvolvimento para a região”, afirma.

Presente também na noite do leilão, Célio Luiz (ATR Leilões) que possui 16 anos de experiência no ramo, destacou que essa nova modalidade é uma forma de incentivar a economia e proporcionar a compra e venda de animais de alta qualidade podendo ser visualizados em maior número durante o evento.

Projeto atende cavalos de carroças em Imperatriz

Diego Leonardo Boaventura

Um projeto acadêmico de extensão universitária busca unir a teoria, aprendida em sala de aula, com a prática, ao mesmo que contribui com a comunidade de Imperatriz. Intitulado “Sanidade animal de cavalos de carroça”, encabeçado pelo professor do curso de Medicina Veterinária da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), Manoel Dantas, o projeto conscientiza carroceiros da região de Imperatriz e atende gratuitamente os animais que necessitam de cuidados médicos.

Segundo o carroceiro Francisco Divino Carneiro da Rocha, dono de 14 animais contemplados pelo programa, a universidade está mostrando serviço e vem contribuindo com a comunidade carente. “O projeto está fazendo um serviço muito bom, se fosse pagar só com meus animais iria gastar cerca de R$ 5 mil. Outro dia trouxe uma éguinha minha que parecia estar com anemia, mas quando cheguei aqui o doutor constatou que não havia anemia nenhuma, somente o sangue grosso. O doutor e os alunos passaram um soro, uns medicamentos e foi bom demais”, conta Divino, animado com a iniciativa.

Às terças-feiras os animais são submetidos a eletrocardiograma, com um aparelho de última geração, e também são realizados hemogramas e bioquímica de sangue. Além de ser avaliada a condição corpórea dos animais – o peso, altura, além de a capacidade de suporte dele. “O carroceiro sai com a informação do peso que deve transportar, ele coloca mais se quiser”, enfatiza o professor. Nas sextas-feiras, com os resultados dos exames em mãos, os alunos prescrevem a medicação.

Em parceria com Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema), o projeto que existe desde 2005 atua com alunos bolsistas e também voluntários, que estão colocando em prática o ofício que escolheram. O professor ressalta que não é somente ele e sim uma equipe. “Eu tenho alunos aqui hoje que já são profissionais de mão cheia, saem para o campo, fazem cirurgias, clínica e vieram para cá sentir o que é a profissão. Isto aqui é uma residência, eu digo para eles que isso aqui é o SUS dos cavalos de carroça”.

A aluna do 8º período de Medicina Veterinária, Pâmela Rodrigues da Silva – bolsista do projeto – destaca a importância do trabalho e a experiência adquirida por meio da prática veterinária nos animais de carroça. “Todo o trabalho é feito para melhorar o estado de saúde desses animais de carroça que trabalham muito, um trabalho muito estressante por sinal. Nós fazemos todos os exames e damos também orientação de como alimentar o animal de forma barata. Aprender mais sobre exames sanguíneos e interpretar esses exames, avaliar cada caso de saúde dos animais foi o que me motivou a participar do projeto”, diz ela.

Para o professor Manoel Dantas, um dos grandes problemas encontrados nos cavalos de Imperatriz é o manejo inadequado, ou seja, alimentação errada e maus tratos. Na maioria das vezes nem é por ignorância do carroceiro, mas sim pela falta de conhecimento. “Todos os carroceiros que passaram por aqui saem com uma visão diferente, ele faz errado se quiser, mas saiu com uma visão de como deve cuidar do seu animal”, finaliza.

Produtores criam centro de beneficiamento de grãos em Açailândia

Diego Leonardo Boaventura

Integração lavoura/pecuária, agregar valor à propriedade, reforma de pasto e aumento da produtividade por hectare. Foram esses fatores que motivaram alguns agricultores do sudoeste maranhense, principalmente, da região de Açailândia, a apostar no plantio do milho rotacionado com soja. Hoje, porém, o bom preço do grão tem entusiasmado os produtores que, somente nessa região do Estado, devem plantar 200 mil hectares de milho nesta safra, um aumento de 30% em relação a 2011. No Maranhão, o milho ocupa hoje 590 mil hectares de área plantada.

Seguindo essa linha de ampliação no cultivo está a Norte Grãos Agronegócios (NGA), localizada às margens da BR-010, em Açailândia. Com 1.000 hectares plantados de milho, a empresa investe para atuar na produção, colheita, armazenamento e comercialização de Grãos. Segundo o diretor da NGA, Levy Cangussu, o planejamento é que a cada ano a empresa amplie em 500 hectares a área plantada. “Em Açailândia nossa área de trabalho ficará em torno de 5.000 hectares no total. Esse ano foram investidos R$ 2 milhões no campo agrícola, na aquisição de maquinário, na limpeza diária e com insumos. Já na parte industrial, na compra de secadores de grãos, foram investidos mais R$ 3 milhões”, conta.

Estrutura NGA

Fundada em agosto de 2011 pelo grupo Agrosal e Fazenda Bola Branca, a NGA está construindo um centro de beneficiamento de grãos e armazenagem em Açailândia. “Nós vamos receber o grão in natura, ainda úmido e com resíduos, e o beneficiaremos – secando, limpando e armazenando. E no futuro iremos fazer um confinamento para engorda de gado”. Além de armazenar sua própria produção, a empresa vai terceirizar outras áreas agrícolas, podendo colher e guardar grãos de terceiros. Em 2012, o grupo só irá utilizar metade da sua capacidade de armazenamento. A estocagem total prevista será de 30 mil toneladas de grãos, com 160 toneladas por hora.

A indústria, localizada às margens da Rodovia Belém-Brasília, fica próxima à Ferrovia Norte-Sul, o que irá possibilitar a exportação de grãos em breve. De acordo com Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), houve um aumento de 24% na área plantada com milho no Maranhão nesse ano.

Pecuária sustentável aproxima CBPS e Banco do Nordeste

O Centro Brasileiro de Pecuária Sustentável (CBPS) participou – no último dia 18 – de uma reunião nas dependências do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), em Imperatriz, com representantes da instituição financeira. Em pauta, a apresentação do Centro pelo presidente, o pecuarista Mauroni Alves Cangussu, e a discussão de possíveis parcerias entre as entidades, com linhas de financiamento do banco para implantação do Sistema Silvipastoril Intensivo em propriedades da região. Segundo o gerente da agência do BNB em Imperatriz, Francisco de Assis Santos, o banco poderá contribuir sim com o CBPS. “Nós podemos enquadrar esse sistema em uma de nossas linhas de financiamento, a linha da agricultura familiar. Pois 90% dos nossos clientes são mini e médios produtores, principalmente, de áreas de assentamento, e nós vemos esse modelo como próprio para eles, que são realmente o nosso público alvo”, afirma.

Impressionado com o CBPS, o gerente ressaltou que a visão do Centro é o que viu de mais moderno em relação à sustentabilidade na pecuária. “Esse modelo que o CBPS está implantando é muito evoluído para nossa realidade, então, isso tem que ser disseminado para que realmente os produtores absorvam essa ideia e realmente consigam produzir sem degradar a natureza”, conclui. Na ocasião, o CBPS presenteou o banco com três livros que tratam da prática da pecuária sustentável no mundo.

Jornal Diário da Fazenda – Edição 09

Jornal Diário da Fazenda – Edição 09

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Entrevista: Cláudio Azevedo fala sobre o agronegócio do MA

Secretário de Agricultura, Pecuária e Pesca do Maranhão

Cláudio Donisete Azevedo nasceu em 01 de setembro de 1955 em Paraguaçu Paulista (SP) e está radicado no Maranhão desde 1978. É formado em Administração de Empresas pela Universidade Estadual do Maranhão (Uema) e esteve à frente por 14 anos da Associação dos Criadores do Estado do Maranhão (ASCEM). Como presidente da Associação dos Criadores do Estado do Maranhão, liderou campanhas contra a febre aftosa para elevar a classificação sanitária do Estado, que saiu de risco desconhecido para médio risco em 2007. A luta contra a febre aftosa também fez com que Cláudio Azevedo convencesse o Governo do Estado a criar a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Maranhão (AGED).

Como empresário, Cláudio Azevedo foi diretor administrativo-financeiro das empresas do Grupo Schahin-Cury no Maranhão, presidente do Sindicato das Indústrias de Ferro Gusa do Estado do Maranhão (SIFEMA) e da Associação das Siderúrgicas do Brasil (ASIBRAS), em Brasília, e vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão. Essa experiência fez-lhe reconhecido na classe empresarial maranhense que o elegeu presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae no Maranhão, cargo pelo qual responde até 2014. Para o Diário da Fazenda, Cláudio Azevedo concedeu entrevistas sobre as prioridades do agronegócios do MA.

Por Diário da Fazenda

O que o Estado vem fazendo para ser reconhecido como área livre de febre aftosa? Quais as etapas de trabalho para isso?

A Sagrima e a Aged vem desde o ano passado realizando uma série de ações visando a estruturação de toda a atenção veterinária, por meio da reestruturação dos escritórios da Aged, atendendo a uma série de exigências feitas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para que o Maranhão se torne zona livre de febre aftosa. Nas duas últimas campanhas de vacinação contra a doença foram batidos recordes no índice de cobertura vacinal, atingindo 97% do rebanho maranhense na segunda etapa da campanha, realizada no período de 14 de novembro a 14 de dezembro de 2011.

O governo do Estado aprovou ainda o Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração dos técnicos de Fiscalização Agropecuária da Aged, beneficiando 318 servidores da Aged.

Todo esse trabalho foi reconhecido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que atribuiu ao Maranhão a maior nota na auditoria realizada no ano passado em sete estados do Nordeste e o Pará. O Maranhão cumpriu com 89% das exigências acordadas em 28 itens avaliados pelo Mapa.

Para dar continuidade aos trabalhos realizados pela Aged para alcançar a zona livre de febre aftosa, o governo estadual celebrou convênio com o Mapa, que está sendo utilizado na renovação da frota veicular, com a aquisição de 47 camionetes, 45 veículos de menor porte, além de 78 motos equipamentos de informática, mobiliários e equipamentos de GPS para a reestruturação dos escritórios da Aged.

Além da aftosa, qual outro gargalo o senhor considera importante receber atenção no agronegócio maranhense?

O Estado do Maranhão precisa melhorar sua infra-estrutura para dar melhores condições aos produtores de não só aumentar sua produção, mas também para o escoamento dessa produção. Essa infra-estrutura refere-se à energia elétrica e melhoria das estradas federais, estaduais e vicinais. É importante também que se façam obras estruturantes, como barragens, açudes, terminal portuário etc… que permitam maior aproveitamento dos recursos hídricos do Maranhão, não só para a produção, mas também para navegabilidade, como alternativa de escoamento da produção agrícola.

Divulgamos informações na última edição sobre expansão da área agrícola e da produção de grãos. Como a Secretaria e o governo veem esse crescimento?

O agricultor maranhense está percebendo este novo momento em que o estado do Maranhão está vivendo e por isso responde de forma positiva aos estímulos do mercado agrícola e também do governo do Estado.

No momento em que novos investimentos estão se instalando no Maranhão, é importante que o setor agrícola, que responde por cerca de 22% do PIB estadual, acompanhe esse crescimento econômico e possa diminuir a importação de alimentos.
Comparada com a safra de 2010/2011, a safra 2011/2012 prevê um aumento de aproximadamente 10% na produção maranhense de cereais, leguminosas e oleaginosas, com uma expectativa de produzir cerca de 3,4 milhões de toneladas.

Qual a atual situação sobre a implantação do Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram)?

O início das obras de construção do Tegram deve acontecer em meados do mês de agosto, com previsão de conclusão dos serviços no mês de setembro de 2013, quando também iniciam as operações. Atualmente o Tegram está na fase de elaboração do projeto executivo pelo Consórcio formado pelas empresas vencedoras do processo licitatório. Até julho, o projeto será submetido à aprovação da Empresa Maranhense de Administração Portuária (EMAP).

Como o Tegram contribuirá com a produção do Estado?

Com o Terminal de Grãos que será construído no Porto do Itaqui, haverá a abertura de novos mercados internacionais, sendo um estímulo a mais para os produtores maranhenses, sobretudo para aqueles que produzem grãos e que há anos enfrentam dificuldades de exportar seus produtos. Fazendo uma avaliação da produção de grãos a nível de Brasil, os estados localizados na porção norte do país produzem cerca de 69 milhões de toneladas/ano, destinada ao consumo interno e a exportação via portos do Pará e Pernambuco, por exemplo, o excedente (45,5 milhões de toneladas) acaba sendo direcionado para portos do Sul e Sudeste do país, o que acarreta maiores custos e gargalos logísticos. Com o escoamento pelo Porto do Itaqui, a logística de transporte do agronegócio nacional será modificada. Essa mudança também possibilitará a verticalização da cadeia do agronegócio no Maranhão.

Hoje são exportados pelo Porto do Itaqui 2,5 milhões de toneladas de soja e com a construção do Tegram, que terá investimentos da ordem de R$ 322 milhões, será ampliada a capacidade do Maranhão em armazenar e exportar mais 10 milhões de toneladas de grãos/ano.

É possível fazer um panorama breve do polo produtor de mel no MA. Onde é, o que produz, como, para onde vende, quais as dificuldades enfrentadas e o que pode se esperar da produção estadual de mel?

A maior concentração de mel produzido no Maranhão está situada na região do Alto Turi e Gurupi, composta por 11 municípios, que vendem o mel para os estados do Piauí, Bahia, Ceará e Santa Catarina. Nesta região, situada na área Sudoeste do Maranhão, pratica-se uma apicultura migratória, com uma produção de aproximadamente 1.300 toneladas/ano de mel, atingindo uma produtividade de 32,96kg.

A produção de mel vêm aumentando nos últimos anos no Maranhão e há ainda uma expectativa de investimentos da iniciativa privada para extração e beneficiamento do mel na região.

Para dar apoio a produção de mel no Maranhão, a Sagrima está reestruturando a Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Mel, que se constitui num importante fórum de discussão onde estão reunidos os membros envolvidos com a cadeia produtiva.
Podemos apontar como dificuldades enfrentadas pelos apicultores a falta de assistência técnica, infraestrutura de acesso e produção e dificuldade de acesso ao crédito.

Como o senhor avalia a atual situação em relação ao Código Florestal. É assunto resolvido ou ainda é preciso alguma etapa para tranquilizar produtores rurais do MA?

Precisamos da aprovação do Código Florestal o mais breve possível para que a partir desta legislação, o governo do Maranhão elabore o Zoneamento Ecológico Econômico, o ZEE, que se transformará em lei estadual balisadora do equilíbrio entre a produção de alimentos e a preservação ambiental. O que queremos é buscar uma agricultura sustentável, que produza cada vez mais e que respeite o meio ambiente.

Quais são hoje os principais projetos da secretaria?

A Sagrima está atualmente com foco no agronegócio, com o entendimento de que o pequeno produtor está inserido nas diversas cadeias produtivas existentes no Maranhão. No final do ano passado, por meio do Programa Plantar e Colher no Maranhão, fizemos uma das maiores distribuição de sementes dos últimos anos, quando disponibilizamos a 185 mil agricultores familiares, cerca de 1,8 mil toneladas de sementes de arroz e milho. Estamos distribuindo atualmente 3.250 quilos de sementes de hortaliças e frutas e dando início à licitação de 400 toneladas de sementes selecionadas de feijão.

Estamos implantando no Estado o Programa Água para Todos no Maranhão, que está sob a coordenação estadual da Sagrima e a execução de responsabilidade da Codevasf. No dia 1o de março houve no município de Matões do Norte a instalação da primeira das 4.302 cisternas que serão implantadas inicialmente em 14 municípios maranhenses que estão localizados nas áreas de atuação da Codevasf. O projeto em Matões do Norte, está sendo bastante elogiado pelos gestores da Codevasf e servirá de modelo para outros estados onde está sendo implantado o Programa Água para Todos, que faz parte do Plano Brasil sem Miséria.

As cisternas são de polietileno, com capacidade para armazenar 16 mil litros de água que será captada das chuvas. Além das 4.302, mais 20 mil cisternas serão instaladas no Maranhão, nos outros 102 municípios que pertencem à área de abrangência da Codevasf.
Estamos na articulação para a execução do Projeto Diques da Baixada e daremos início, ainda este ano, às obras de construção do Centro de Difusão e Transferência de Tecnologia de Agricultura Irrigada do município de Grajaú.

Também faz parte das ações da Sagrima a estruturação das cadeias produtivas e dos Arranjos Produtivos Locais e a Promoção da Irrigação em Atividades Agropecuárias.

Na pecuária, a Sagrima e seu órgão vinculado, a Agência de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged) estão trabalhando na erradicação da febre aftosa, e a previsão é de que no segundo semestre o Estado seja declarado como zona livre da doença.
No setor aquícola, estamos com foco no fortalecimento da cadeia produtiva da aqüicultura. Faz parte ainda das nossas ações a elaboração de um Plano de Desenvolvimento da Piscicultura Ocidental, da Carcinicultura Marinha e a capacitação para dinamização econômica de Empreendimentos Aquícolas.

Fazenda Pantera inova para ampliar produção

Diário da Fazenda

Em 1980, quando o desmatamento era incentivado pelo Governo Federal como forma de garantir o progresso das fazendas no Norte e Nordeste do País, João Feuerstein resolveu manter intacta a mata ciliar que cercava a propriedade de 300 hectares. “Nessa época todo mundo achava que isso era loucura”, comenta.

Hoje, a fazenda Pantera, em Dom Eliseu (PA), nos seus atuais quatro mil hectares, mantém uma mata de 1,5 hectares e dá mais um exemplo de ousadia na preservação do meio ambiente: adotou uma experimentação no modelo de pecuária silvipastoril e deve dobrar sua produtividade em dois anos. “No modelo tradicional, por hectare, conseguimos manter um animal; no modelo silvipastoril podemos chegar a até cinco animais no mesmo espaço de terra. Se eu dobrar o número de cabeças por hectare na minha fazenda já é um ganho inestimável”, compara.

A pecuária ‘ecológica’, que tem como base a substituição das grandes áreas de capim por uma mescla de árvores de tamanhos diversos, não é uma invenção da fazenda Pantera. A inovação por ali é a forma que encontraram para otimizar a substituição da braquiária pelas mudas de leucena – planta que servirá de alimento para os bois. Conforme conta Feuerstein, na Colômbia – país referência neste modelo – as mudas são plantadas de forma manual. “Como as propriedades são menores é tranquilamente possível esse modelo de produção”, explica o produtor.
Não é a realidade das fazendas por aqui. Assim, na experiência da Fazenda Pantera, nos 30 hectares onde as mudas de leucena foram semeadas, a mão de obra manual foi adaptada pelo cultivo mecanizado. “Como não existe no mercado uma máquina específica para plantar a leucena fizemos uma adaptação com maquinário de cultivo de milho. Agora o modelo deve servir de exemplo para outras propriedades”, comenta.

A experiência parece simples, mas o resultado é grande. No processo manual, em 30 dias de trabalho árduo, foi possível plantar dois hectares; com o procedimento mecanizado chegou-se à marca de 30 hectares em dois dias. “Fomos fazendo experiências que deram certo”, garante.

Entre as descobertas valiosas que Feuerstein pode ensinar hoje é que o plantio requer atenção a alguns detalhes técnicos, como por exemplo, a orientação geográfica na forma de distribuir as sementes e a distância entre elas. “A leucena deve ser plantada de Leste para Oeste e numa distância de 50 centímetros uma da outra. Só assim ela capta a energia necessária do sol e promove a infiltração de nitrogênio que vai permitir uma capacidade nutricional muito maior para o animal”, explica.

E é justamente a capacidade nutricional dessa planta que vai fazer a diferença na produção. Conforme explica o produtor, enquanto o capim tradicional tem um potencial protéico de no máximo 8%, a leucena chega a 28%. “Isso sem contar que a braquiária está sujeita a pragas, como a cigarrinha. Já a leucena não permite a proliferação dessas pragas”, comenta.

Obviamente que essa mudança no modelo de produção exige um investimento inicial. Mas segundo Feuerstein, outro ponto a favor da leucena é que, diferentemente do capim, ela não precisa ser replantada. “Você planta só uma vez, depois é só cuidar do manejo. Conhecemos na Colômbia fazendas cujas leucenas já completam 25 anos, ou seja, o retorno é certo”, destaca.

Outra vantagem desse modelo, que pode ser visto na fazenda Pantera, é o melhor aproveitamento das áreas. Isso porque além da leucena, as áreas de produção pecuária são usadas para plantio de árvores de médio e grande porte, e ao redor das mangas de produção, pode-se produzir milho ou outros grãos. “Estamos escolhendo árvores frutíferas para cultivar nesses espaços. Uma ideia que era inviável no modelo tradicional”, defende.

Uma fazenda zen

Mas o modelo silvipastoril não é o único diferencial da fazenda Pantera. Ali a filosofia é manter tudo na máxima tranquilidade, na política do “curral zen”. “Aqui na fazenda tudo é muito silencioso, você não vê o vaqueiro gritando com o gado. Vaca tranquila produz muito mais”, garante. E o procedimento tem se mostrado adequado. Nas 2,8 mil cabeças de gado o índice de prenhês das fêmeas chega a 94%. Do rebanho total, pelo menos 1/3 é abatido por ano e os números na balança são surpreendentes: com 30 meses de nascido a média de peso dos bois chega a 18 arrobas por animal.

Nessa lógica toda a fazenda foi divida em mangas de dois hectares que abrigam no máximo 50 vacas e 50 bezerros. Todas contam com um cocho de sal e água coberto, para garantir conforto. Além disso, são separados por peso e raça. “Se colocamos todos juntos eles brigam, ficam estressados e isso reflete na precocidade do bicho”, explica.

E a política ali é rigorosa com relação a esses resultados. Conforme detalha o produtor, se em sete meses o bezerro não alcançar pelo menos 180 quilos a vaca progenitora vai para o descarte. “Para manter esse controle todas as matrizes têm brinco e uma ficha que controla seu desempenho”, diz.

O curral também foi todo pensado para manter a calmaria da bicharada. O espaço tem 14 divisões e capacidade para pelo menos 700 cabeças. O espaço é todo cercado de calhas para não ficar sujo durante a permanência dos animais para pesagem ou vacinação. Durante o trajeto do bicho para a balança, por exemplo, o cercado impede que ele veja o que acontece ao redor. “Ele pensa que está sozinho ali e fica menos nervoso”, explica o fazendeiro.

De bem com a natureza

“Nunca colocamos fogo em nada aqui. Ao contrário, de vez em quando ainda nos reunimos para apagar incêndio na vizinhança”, diz. É nessa lógica que Feuerstein construiu a fazenda Pantera. Filho de pai e mãe alemães e vindo de uma família de 16 irmãos, ele nunca imaginou que poderia, um dia, ter tanta intimidade com a fazenda. “Eu sempre quis ser engenheiro mecânico”, conta. E o sonho aconteceu, por muito tempo. Durante anos ele atuou no Paraná como instrutor do Senai e ajudou a formar mecânicos.

Foi a experiência como maquinário que permitiu que montasse, em Imperatriz, em 1980, a Pantera Máquinas. Da troca de uma motosserra e outros equipamentos veio o primeiro pedaço de terra. “Aceitei: queria um lugar para passar fim de semana”, lembra. Hoje o ‘sitio’ é tão grande que para dar conta de todo o trabalho são duas sedes, em pontos opostos da fazenda, cercada por dois rios. A produção é cheia de curiosidades, como a drenagem da água da chuva, que mantém seca as estradas mesmo nas águas. Há criações de porcos, a base de leite, e até urubus e aranhas cercam o lugar. “Todos os animais tem uma função na natureza, todos, sem exceção tem sua importância”, destaca. O exemplo de sucesso mostra que sim!

Projeto cultiva arroz no Parque de Exposições

Diego Leonardo Boaventura

Pesquisadores de quatro estados brasileiros, incluindo o Maranhão, junto a participantes da Universidade Estadual do Maranhão (Uema)/Centro de Estudos Superiores de Imperatriz (Cesi), desenvolvem simultaneamente um projeto em rede que traz tecnologias para o manejo integrado de doenças do arroz em sistema de plantio direto com uso de silício e bioestimulantes.

A pesquisa, apoiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), conta ainda com integrantes da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), no Pará, representando a região Norte, da Embrapa Arroz e Feijão, no Goiás, representando o Centro-oeste e participantes da Universidade Federal de Viçosa (UFV), Minas Gerais, representando o Sudeste. Em cada um desses estados, um professor coordena a pesquisa. No Maranhão, a professora Ivaneide de Oliveira – do Cesi-Uema – encabeça o projeto, que tem sua unidade experimental localizada em uma área de plantio dentro do Parque de Exposições de Imperatriz.
No Pará, Maranhão e Goiás existem experimentos em campo, já em Minas Gerais, o trabalho foca principalmente experiências de laboratório. Nos três estados com pólos de cultivo houve no primeiro ano o plantio de soja, a cultura que irá fazer a rotação e, em 2012, o segundo ano da pesquisa, está sendo plantado arroz.

Nesse plantio está se testando a rotação de cultura com a soja, a aplicação do silício e as rizobactérias que funcionam como um estimulante para o crescimento das plantas. “Nós estamos testando para ver se realmente as rizobactérias irão promover essa diferença no desenvolvimento das plantas. Nós temos plantas que foram inoculadas com bactérias e sementes não inoculadas, para vermos justamente as diferenças nos resultados”, conta a coordenado do projeto no Maranhão, Ivaneide Oliveira.

Com o objetivo de buscar bolsas de iniciação científica para estudantes da Uema, foram desenvolvidos ainda dois subprojetos. Um dos subprojetos avalia a incidência de doenças em arroz de terras altas e outro estuda a qualidade do arroz. Ou seja, um avalia as doenças da planta e o outro a qualidade do grão.

Plantio – O cultivo do arroz é feito uma vez por ano, aproveitando o período das chuvas. Ano passado a soja foi plantada nas “águas de março” e este ano o arroz foi plantado em fevereiro, mas não deu certo, por esse motivo o plantio será repetido agora em março. “Nós estamos só aguardando as sementes que foram enviadas de Goiânia”. O manejo do arroz é também utilizado para as aulas práticas com os alunos de Agronomia da universidade.

A professora Ivaneide avalia como positiva a parceria com o Sindicato Rural de Imperatriz (Sinrural): “A parceria com o Sinrural tem dado certo e tanto para a universidade quanto para o Sinrural é uma parceria valiosa. Eles destinam para a gente uma área para fazermos experimentos e nós ficamos com o dever de passar os resultados dessas pesquisas para eles”.

Provavelmente os primeiros resultados da pesquisa com o arroz sairão em junho, após a coleta, contabilização dos dados e fazer a análise estatística. Além de gerar publicações, o projeto quer levar informações para os produtores da região. “O objetivo é gerar conhecimento para transmitir para o agricultor técnicas, por exemplo, com o uso de silício e rizobactérias, para que assim ele consiga melhorar sua produção utilizando ferramentas que se busca no desenvolvimento sustentável”, conclui a professora.

1º Leilão virtual do Maranhão movimenta R$ 889 mil

O 1º Leilão Virtual do Maranhão de gado de corte movimentou R$ 889,8 mil em negócios, com a venda de 1.116 animais. O eventou, que aconteceu no dia 1º de março nas dependências do New Anápolis Hotel, em Imperatriz, foi realizado pelo médico veterinário Michel Turatti e por Célio Mendes, da ATR Leilões, em parceria com a Brasil Genética Leilões, de Campo Grande (MS). Os machos negociados saíram pela média de R$ 755,81 e as fêmeas, por R$ 884,51.

A movimentação em negócios do 1º Leilão Virtual foi considerada satisfatória pelos produtores da região, que aprovam o uso de novas tecnologias, como essa, para otimizar o agronégocio do Estado. As propriedades rurais que ofertaram animais no leilão foram as fazendas Terra do Sol, Alto Bonito, Inajá, Estancia JB, Glória, Campolina, Vale do Som e 3 lagoas. Produtores de Imperatriz e região prestigiaram o evento e fizeram bons negócios. Entre os participantes estavam nomes conhecidos como o presidente do Sindicato Rural de Imperatriz, Sabino Costa, pecuaristas da família Machado, e Renato José Nogueira Pereira, proprietário da fazenda Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, entre outros produtores da região.

Imperatriz poderá ganhar fábrica de fertilizantes

Diário da Fazenda

De olho no boom econômico de Imperatriz, que registra índice acima da média nacional, de acordo com matéria publicada na revista Veja, o grupo Agrocia pretende incrementar seus investimentos com a instalação de uma unidade fabril em Imperatriz para abastecer o mercado pecuário dos estados do Maranhão, Tocantins e Pará. Em uma reunião nas dependências da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), em Imperatriz, os empresários do grupo Gilson Brígido Lemos, Sérgio Leal, Fernando Wilk, William Cambuim, Gilson Ricardo e Diogo foram recebidos pelo prefeito Sebastião Madeira.

Na ocasião, o grupo solicitou ao prefeito Madeira apoio para se instalar em Imperatriz, maior cidade do interior do Maranhão, que goza de posição geográfica estratégica na região sudoeste do Estado.

De acordo com o empresário Gilson Brígido, diretor do grupo Agrocria, a intenção é investir cerca de dez milhões de reais numa indústria de fertilizantes, em Imperatriz. A audiência foi intermediada pelo presidente da CDL, Francisco Almeida, o Chico Brasil.
O prefeito Madeira garantiu aos empresários total apoio para que o projeto industrial seja implantado em Imperatriz. O grupo, que há dez anos chegou a instalar na cidade uma loja, volta com a proposta de abrir uma grande fábrica de fertilizantes. A meta é suprir a demanda na área de nutrição animal.

Economia em alta

“Nós, em menos de dez minutos, fomos ao encontro com o grupo empresarial, pois temos compromisso com o desenvolvimento de Imperatriz”, disse o prefeito Madeira, que argumentou não medir esforços para viabilizar condições para instalação dessa fábrica, inclusive buscando apoio do governo estadual. “Imperatriz está de portas abertas para apoiar a abertura dessa indústria, pois aqui dispomos de uma lei municipal de desenvolvimento econômico que oferece à empresas e indústrias incentivos para que grupos se instalem em nossa cidade”, justifica o prefeito Madeira, que ressalta que a lei prevê inclusive a redução de tributos municipais. “Temos certeza, também, que o Governo do Estado, por intermédio da Secretaria de Indústria e Comércio, apoiará esse projeto” completou o prefeito.

A intenção do grupo Agrocia é conseguir uma área no Distrito Industrial, localizado na margem da BR-010, em Imperatriz. Após quase 25 anos do projeto, a área industrial foi totalmente revitalizada no ano passado pelo governo do Estado.

Lotação de Sistema Silvipastoril Intensivo pode chegar a cinco animais por hectare

Diego Leonardo Boaventura

A pecuária tradicional sempre pregou que o boi só come capim, mito que, aos poucos, está caindo por terra com a prática da chamada pecuária sustentável, modelo que alcança resultados mais lucrativos que o manejo tradicional.

Na fazenda Monalisa, primeira da região a implantar o Sistema Silvipastoril Intensivo (SSPi) e pastejo rotacionado – tendo como forrageira arbustiva a Leucena -, a produção chega a ser quatro vezes maior que a média da região. Enquanto na pecuária tradicional cria-se um animal por hectare, a sustentável coloca quatro ou cinco no mesmo espaço e com maior ganho de peso. Desde 2002 o médico veterinário Mauroni Cangussu, proprietário da fazenda, de 153 alqueires, tem investido nesse novo modelo.

Segundo Mauroni, com o aumento dos preços das terras da região, o custo de produção por animal no sistema tradicional, principalmente em baixa produtividade, fica muito caro. Já no Sistema Silvipastoril Intensivo o custo é menor e a lucratividade maior. “Isso é muito importante para o produtor rural porque otimiza o seu negócio” destaca Mauroni.

Como funciona

O manejo é feito em pequenas áreas de pastoreio, cercada por uma cerca elétrica com apenas um fio, onde encontra-se dois tipos de capim, Massai e Braquiária, junto com a Leucena. “O gado ganha a proteína encontrada na Leucena e energia com o capim, é a combinação perfeita”. O uso intensivo da Leucena tem aumentado a cada dia, graças, principalmente, ao trabalho desenvolvido pelo Centro para la Investigácion en Sistemas Sostenibles de Producción Agropecuária (CIPAV), com sede na Colômbia. Antes no sistema rotacionado convencional, em dez alqueires, a fazenda colocava mais de 100 animais. Hoje, com a evolução para o Sistema Silvipastoril Intensivo e rotacionado, 5,28 hectares da fazenda, o que equivale a mais ou menos um alqueire, são divididos em dez piquetes, mudando os animais de cinco em cinco dias para o outro. Ou seja, o gado passa cinco dias em cada pasto.

Todos na fazenda estão satisfeitos com o novo sistema e percebem a diferença em relação à pecuária tradicional. “Nós já percebemos uma diferença de meia arroba no ganho de peso do gado que está na Leucena em comparação ao que se encontra no pasto”, conta o administrador da Monalisa, Ednan Luís. Confiante com o modelo revolucionário, ele brinca: “as pessoas que ganharam muito dinheiro com o braquiarão terão de se curvar diante da Leucena”. A iniciativa do produtor rural Mauroni Cangussu tem o apoio do Centro Brasileiro de Pecuária Sustentável (CBPS) e da Universidade Federal de São João Del-Rei, de Minas Gerais.

Tegram eleva capacidade de exportação do MA

Diário da Fazenda

Com a implantação do Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram), estima-se que a movimentação de carga no Porto do Itaqui consiga chegar à casa de 28 milhões de toneladas/ano. Na primeira fase de operação, passarão pelo Terminal cinco milhões de toneladas de produtos agrícolas por ano. Já na segunda fase, a capacidade de exportação será dobrada. Nesta etapa a movimentação de produtos agrícolas será na ordem de dez milhões de toneladas.

Ampliada a capacidade de exportação, o faturamento na primeira fase do Tegram será de R$ 3,5 bilhões, ou seja, algo em torno de U$$ 1,8 bilhão/ano. Na fase posterior, esse faturamento deve aumentar para a marca de R$ 10 bilhões/ano.

No mês de fevereiro foram assinados, no Palácio dos Leões – sede do Governo do Estado – os contratos de arrendamento do Terminal, sendo o ponta pé inicial para criação do empreendimento, que promete elevar o setor portuário maranhense à lista dos dez maiores portos do mundo. Com a assinatura do contrato, as arrendatárias terão 30 dias para formação de um consórcio. Em seguida, deverão elaborar o projeto executivo e submeter a aprovação da Emap.

O início das obras está previsto para agosto deste ano e a operação para o fim de 2013. Juntas, a título de taxa de oportunidade de negócio, as arrendatárias ofereceram R$ 143,1 milhões. Além disso, serão investidos pela iniciativa privada outros R$ 322 milhões na criação da infraestrutura para operacionalização do Tegram.

Para o diretor-geral da Antaq, Fernando Fialho, o contrato demonstra a força econômica em torno do agronegócio. “As empresas pagaram para entrar no consórcio e vão investir fortemente, o que vai garantir a geração de emprego e renda no Estado, uma vez que a produção de grãos deve subir para a marca de 5 milhões de toneladas nos próximos cinco anos”, explicou.

Números

O Terminal de Grãos do Maranhão terá capacidade estática de armazenamento de 500 mil toneladas (base soja), compreendendo quatro armazéns com capacidade de 125 mil toneladas/cada. O Porto do Itaqui movimenta atualmente 2,5 milhões de toneladas de grãos/ano. Em princípio, a movimentação de grãos será feita pelo berço 103, já existente, e para a segunda fase será utilizado o berço 100, cuja obra será concluída no primeiro semestre deste ano. Com o Tegram e outros projetos estratégicos desenvolvidos pela Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), a movimentação de cargas deverá dobrar até 2015, chegando a 28 milhões de toneladas. A projeção para 2030 é de que o Itaqui alcance a marca de 150 milhões de toneladas movimentadas/ano e que figure na lista dos 10 maiores portos do mundo.

Com a entrada em funcionamento do Tegram, previsto para receber a safra de 2013, o Maranhão não apenas consolida sua vantagem competitiva no Nordeste como também em relação ao agronegócio nacional. Os estudos apontam que a produção, produtividade das lavouras de soja, área cultivada, demanda doméstica e exportação vão continuar crescendo em toda a área de influência do Porto do Itaqui (Piauí, Tocantins, Mato Grosso e do Sul do Pará).

Isso torna o porto maranhense o canal natural para as exportações de soja, com menores custos de transporte, maior ganho para os produtores e diminuição no tempo de acesso aos principais mercados mundiais consumidores (China, Japão e Europa). Outra consequência positiva é de que parte do excedente da produção poderá criar condições favoráveis à verticalização da cadeia do agronegócio no Maranhão, já que farelo de soja é matéria-prima para a produção de carnes (aves e suínos).

Sorologia no rebanho maranhense começa em abril

Diego Leonardo Boaventura

A seleção das propriedades maranhenses onde serão coletadas as amostras de sangue de bovinos e bubalinos para a sorologia será feita na segunda quinzena do mês de março. As amostras serão coletadas em abril e maio e enviadas no mês de junho para os laboratórios credenciados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O resultado da sorologia sairá ainda no mês de junho. Haverá ainda uma segunda fase, no mês de julho e agosto, com novas coletas de amostras de sangue.

Segundo o secretário de Agricultura, Pecuária e Pesca, Cláudio Azevedo, com o resultado favorável do inquérito epidemiológico, em meados do mês de outubro o Maranhão será reconhecido pelo Mapa como zona livre da doença. “O reconhecimento internacional está previsto para maio de 2013, pela Organização Internacional de Episotias (OIE)”, conta o secretário.

Rebanho

O Maranhão possui o segundo maior rebanho de bovinos do Nordeste e o terceiro maior rebanho de búfalos do Brasil, com cerca de 7,2 milhões de cabeças. Apesar do Estado não registrar nenhum caso da doença há cerca de 10 anos, atualmente o Estado só pode comercializar carne para outras regiões que possuem a mesma classificação sanitária que a sua, que é de zona de médio risco da doença, alcançada no ano de 2007.

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Maranhão (Faema), José Hilton Coelho de Sousa ressaltou que com o gado livre da febre aftosa serão abertas as fronteiras nacionais e internacionais para o agronegócio e que a entidade representativa dos produtores rurais maranhenses tem sido uma importante parceira do governo na busca deste objetivo de estado livre de febre aftosa com vacinação. “O engajamento dos sindicatos rurais nas campanhas de combate à aftosa e a conscientização dos pequenos e médios criadores no trabalho de imunização do rebanho, são fatores importantes para essa conquista”, disse o presidente da Faema.

Cronograma

No cronograma elaborado pelo Governo Federal ficou definido que no início de 2012 a equipe do Mapa faria nova auditoria no Estado para checar os itens que deveriam ser melhorados, de acordo com a avaliação realizada no ano passado. Ainda segundo o cronograma definido pelo Ministério, cerca de 300 propriedades estão prestes a serem sorteadas para que seja realizada, entre os meses de abril e maio, a sorologia dos animais, que tem como objetivo provar a inexistência da circulação do vírus da aftosa no Maranhão.
A conclusão do relatório da sorologia está prevista para acontecer em meados de junho e a previsão é de que, caso seja confirmada a inexistência do vírus da aftosa no Maranhão, o Estado sejá classificado pelo Mapa como zona livre, em outubro deste ano.

Uema: abacaxi resistente à fungo é fruto de pesquisa

Projeto de pesquisa da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), com o apoio do Banco do Nordeste, busca a revitalização da cultura do abacaxi no Maranhão. Os participantes da pesquisa – docentes e alunos do curso de Agronomia da instituição – vão montar várias unidades experimentais dentro do Estado. Nestes pólos serão cultivadas algumas variedades do fruto resistentes à fusariose (doença causada pelo fungo Fusarium subglutinans f.sp. ananas) e principal mal que afeta o abacaxizeiro. A elevada incidência da fusariose pode gerar perdas superiores a 80% da produção. Este foi um dos motivos que provocaram a decadência da abacaxicultura no País.

Segundo um dos coordenadores do projeto, o professor do curso de Agronomia do Cesi-Uema, Paulo Henrique Catunda, as duas principais variedades utilizadas na pesquisa serão a Imperial e a Vitória. “O objetivo principal do projeto é trazer para nossa região dois cultivares resistentes à fusariose, o Imperial e o Vitória, e assim diminuir a aplicação de defensivos agrícolas nas plantações do Estado”.

Imperial e Vitória – Resistente à fusariose, o Imperial foi desenvolvido pela Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical durante 20 anos e recomendado em 2003. Dentre suas características, destaca-se a ausência de espinhos nas folhas, o que facilita a colheita e o armazenamento dos frutos. De casca de cor amarela na maturação, o Imperial pesa em torno de 1,6 kg (incluindo a coroa). Sua polpa é amarela, com elevado teor de açúcares, acidez moderada (em torno de 6,5 % de ácido cítrico) e excelente sabor. Devido às suas características sensoriais e físico-químicas, os frutos podem ser destinados para o mercado de consumo in natura e para industrialização.

O abacaxi Vitória não necessita de aplicação de agrotóxicos, fato que traz vantagens para a saúde de produtores e consumidores. Para o professor, o cultivo sem a aplicação de defensivos agrícolas melhorará toda a cadeia produtiva do abacaxi. “É uma pequena contribuição, mas já é uma tecnologia que a universidade irá trazer para região”, finaliza.

Pecuaristas da região Tocantina participam de congresso no México sobre sistema silvipastoril

Um grupo de pecuaristas e técnicos da região Tocantina, ligados ao Centro Brasileiro de Pecuária Sustentável (CBPS), com sede em Imperatriz, viajaram no dia 18 de março para Morelia, no México, para participar do IV Congresso Internacional sobre Sistemas Silvipastoris Intensivos (SSPi), cujo tema é a rede global ligando a biodinâmica da natureza e os valores éticos na produção.

O CBPS, representado pelo pecuarista Mauroni Alves Cangussu, irá apresentar no congresso as experiências pioneiras com o manejo SSPi em duas propriedades da região – na Fazenda Monalisa, no município de São Francisco do Brejão (MA), e na Fazenda Pantera, em Dom Eliseu (PA).

O IV Congresso Internacional sobre Sistemas Silvipastoris em pecuária intensiva aconteceu nos dias 21, 22 e 23 de março na cidade de Morelia, Apatzingán Vale de Michoacán, México. No grupo que forma a comitiva para o México estão os pecuaristas Gerson Kyt, Gabriela Gonçalves Ramos, Francisco Santos Soares Júnior, o engenheiro agrônomo Amaury Cezar e o médico veterinário Levy Cangussu.

Comércio de sêmen bovino cresce na região de Imperatriz

Diego Leonardo Boaventura

Segundo relatório da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia), em 2011, o Brasil teve um crescimento de 23% no mercado de sêmen bovino, com 11.906.763 doses comercializas. Desse total, 57% são de genética nacional e 43% importada, com 59% de raças de corte e 41% de raças leiteiras. A região de Imperatriz acompanhou o crescimento nacional e, nos últimos dois anos, o comércio de sêmen teve um aumento significativo. Estima-se que sejam comercializadas 60 mil doses de sêmem por ano na região.
Desde 1993 no mercado de sêmen bovino, Cosme Otonio Mesquita Chagas, titular da Pec – Sêmen, em Imperatriz, reconhece que nos últimos anos o setor vive seu melhor momento. Segundo ele, o aumento é devido principalmente à facilidade de adoção da inseminação artificial. “Hoje a inseminação é bastante democrática, ela pode ser feita pelo grande, médio e grande produtor. O preço acessível e as facilidades pelo uso de determinadas tecnologias que, há cinco anos não eram usadas, aperfeiçoam o sistema e otimizam o comércio”.

Raças

Ainda de acordo com a Asbia, o Nelore continua encabeçando a lista de vendas por raça, com 3.017.815 doses em 2011, crescimento acumulado de 54% nos três últimos anos. Nelore e Nelore Mocho somaram 3.276.683 doses. Angus e Red Angus somaram juntas 2.383.952 doses, com mais de 108% de crescimento somente no Angus, entre 2009 e 2011. O Holandês somou 2.874.573 doses vendidas, seguido na liderança por Gir Leiteiro, Jersey e Girolando. Essas três raças juntas alcançaram 1.909.021 doses, com mais de 52% de crescimento no Gir e 107% no Girolando também em 3 anos.
Campeões de vendas

O estado de Minas Gerais comercializou 27,93% do total de doses de raças de leite, seguido pelo Rio Grande do Sul com 14,88%. Juntos, Mato Grosso e Mato Grosso do sul venderam mais doses de raças de corte, com 29% do total. O Brasil exportou 189.971 doses, sendo a Colômbia e o Canadá os maiores compradores.

A cidade de Impertriz conta hoje com três centrais de distribuição e comércio de sêmen. Entre elas estão a Pec – Sêmen, que trabalha com alta genética, e a Curral Consultoria Agropecuária, que comercializa sêmen Alagoas e ABS, ambas estão localizadas no interior do Parque de Exposições de Imperatriz. Para Cosme, o produtor rural de hoje reconhece a importância da inseminação artificial. “Os produtores estão ligados nas novas tecnologias e no sistema de inseminação, fator muito importante para o melhoramento do rebanho”, conclui.

Jornal Diário da Fazenda – Edição 08

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Jornal Diário da Fazenda – Edição 07

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Sabino toma posse como presidente do Sinrural e promete prestação de contas mensal

Diário da Fazenda

Sabino Siqueira da Costa é o novo presidente do Sindicato Rural de Imperatriz. A cerimônia que deu posse ao empresário aconteceu no dia 27 de janeiro e marcou a inauguração oficial do auditório da entidade no Parque Lourenço Vieira da Silva.

“Ser presidente significa apenas aumentar a minha responsabilidade, porque sempre procurei, nesses anos todos, dar minha modesta contribuição à entidade”, disse no discurso da posse.

No evento ele aproveitou para ratificar algumas promessas de campanha, entre elas a de divulgar, mês a mês, as contas do sindicato para os associados e manter em dia as contas da entidade. “Quem não serve para pagar contas serve para pouca coisa nessa vida. E a minha gestão vai ter como pilar a transparência”, frisou.

Num discurso cheio de frases de efeito, Sabino lembrou o adversário de chapa, José de Ribamar Cunha Filho, e disse que a partir do fim da contagem de votos todos estão juntos pelo bem da categoria.

Sem constrangimentos, disse que conhece bem a fama que carrega de ser centralizador nas decisões, mas que durante os três últimos mandatos como vice-presidente, na gestão de Karlo Marques, ‘sempre soube exercer o papel de vice’.

Em sua avaliação, o que pode parecer autoritarismo, na verdade, é uma característica sua de ‘não ter medo do trabalho”, afinal, como brincou: “nunca conheci ninguém que morresse de trabalhar”.

Por fim comprometeu-se em honrar os votos com muita dedicação: “Só não erra quem não faz. E eu quero errar, porque eu faço sempre”, finalizou.

Autoridades

A solenidade contou a presença de diversas autoridades locais e nomes importantes da classe ruralista. O secretário de Agricultura, Pecuária e Pesca (Sagrima), Cláudio Azevedo, aproveitou a posse para garantir que até agosto o Maranhão estará livre de aftosa para o comércio nacional e que a próxima luta do governo do Estado é para diminuir a reserva legal de 80% para 35% previstos no novo Código Florestal Brasileiro. “Aqui em Imperatriz eu respiro pecuária, me sinto em casa. Fiz questão de participar dessa posse porque reconheço a representatividade do Sinrural para o Estado e para o Brasil”, finalizou.

O prefeito da cidade, Sebastião Madeira, também parabenizou o novo presidente e lembrou que como secretário de Desenvolvimento, na Prefeitura, Sabino tem contribuído para o sucesso de grandes empreendimentos locais. “Pouca gente sabe, mas eu quero aproveitar para reconhecer o ótimo trabalho que tem feito pela cidade”, finalizou.

O ex-presidente da entidade, Karlo Marques, aproveitou o momento para agradecer aos amigos que o acompanharam nos dez anos de sua gestão. “Deus não me deu o dom da oratória, mas o de fazer amigos e aqui eu conquistei vários que me permitiram ajudar a construir a entidade forte que construímos nessa década”, defendeu.

Homenagem

A posse do novo presidente do Sinrural também foi marcada por uma homenagem à família Machado. O auditório onde foi organizada a solenidade recebeu o nome de Juca Machado, pecuarista de Cajuru que construiu uma história de vida em Imperatriz. “Juca foi um professor para todos nós”, resumiu Karlo Marques. Familiares e amigos prestigiaram essa homenagem.

Sindicato Rural tem a primeira eleição politizada

A proximidade das eleições municipais influenciou a disputa no Sinrural, com uma segmentação ideológica que já dá pistas da polarização no pleito para a Prefeitura. Apesar destas influências, o setor acomoda-se agora em torno de se fortalecer unido e na expectativa de maior abertura para participação na entidade

Janaína Amorim

Com 140 votos, a chapa União e Trabalho, encabeçada pelo empresário Sabino Costa, foi a vencedora nas eleições do Sindicato Rural de Imperatriz. A concorrente, União e Trabalho, que tinha como cabeça de chapa o empresário José de Ribamar Cunha Filho, conhecido como Ribinha, teve 112 votos. A disputa aconteceu no dia 16 de janeiro no Parque de Exposições Lourenço Vieira da Silva e contou com 255 votos, sendo que 310 sócios estavam aptos a votar. Duas pessoas votaram em branco e uma anulou o voto.
Entre os votantes, estava o presidente da Câmara de Vereadores de Imperatriz, Hamilton Miranda. Segundo o vereador, as eleições oportunizam o debate sobre as questões do Sindicato Rural. “Vários temas foram debatidos. São debates como esses que fortalecem o Sindicato. Espero que a nova diretoria dê continuidade ao trabalho já desempenhado”, acrescentou Miranda.

As eleições para a escolha da diretoria do Sinrural acontecem a cada três anos. Para votar, os sócios devem estar filiados há mais de seis meses e em dias com as obrigações sindicais. O prazo para a regularização dos associados terminou no último 14 de janeiro. Esse ano, de última hora, a Justiça foi acionada e impediu votos por procuração.

De acordo com o presidente em exercício, Karlo Marques, o que levou o sindicato a acreditar no grupo eleito foi a parceria já realizada entre os membros da chapa e o Sinrural. “Este é um grupo que estou junto desde 1989, quando fui eleito pela primeira vez. Mas são dois bons nomes. Acredito que o Sinrural será bem representado”, afirmou Marques. Ele acrescentou que a eleição é um reflexo do regime democrático adotado pela instituição. “Além da confraternização entre sócios, é uma forma democrática de promover abertura para os associados participarem do sindicato”, disse.

Sabino Costa pretende trabalhar para “fortalecer a entidade e defender os interesses dos produtores” diante de problemáticas como a Febre Aftosa e de questões ambientais, como a do Código Florestal.

Perfil do novo presidente

Sabino Costa é produtor rural e empresário no ramo de veículos e distribuição de alimentos. Natural do Piauí, há cerca de dez anos vive em Imperatriz. Foi vice-presidente do Sinrural na última gestão e participa do sindicado desde 1998. Além de participação nos movimentos sociais, o novo presidente é também secretário de Desenvolvimento Econômico e Social de Imperatriz.

Criar boi na sombra faz produtividade crescer no campo

Diego Leonardo Boaventura

Pesquisas do Centro para la Investigación en Sistemas Sostenibles de Producción Agropecuária (CIPAV), na Colômbia, comprovam que o gado criado na sombra, em pastagens que possuem árvores para amenizar o calor, tem uma menor temperatura corporal, consequentemente, consome menos água e produz mais carne e leite por animal/hectare. As árvores funcionam como um abrigo ao animal, protegendo-o do excesso de radiação e diminuindo o stress ocasionado pelas altas temperaturas. Em pastagens com árvores, a temperatura é de 2 a 3 graus mais amena. Segundo pesquisa realizada pelo doutor em Sistemas Agrícolas, Jairo Mora Delgado, em dias frios os animais andam em média 8.500 metros, enquanto que em dias quentes apenas 6.200 metros.

De acordo com estudos da Embrapa, a sombra natural em pastagens, obtida com o plantio ou preservação de árvores, garante o conforto para o gado, mas também traz outras vantagens para produtor rural, entre as quais se incluem: ajuda no controle de erosão e melhoramento da fertilidade do solo, melhora o aproveitamento da água da chuva, melhora a produção e a qualidade da forragem, favorece a produtividade das vacas em lactação e a reprodução animal.

Esse sistema de produção pecuária em que ocorre a integração da pastagem com árvores é denominado Sistema Silvipastoril. Ainda segundo a Embrapa, o Sistema Silvipastoril (SSP) é a combinação intencional de árvores, pastagem e gado numa mesma área, ao mesmo tempo, e manejados de forma integrada, com o objetivo de incrementar a produtividade por unidade de área. Nesses sistemas, ocorrem interações em todos os sentidos e em diferentes magnitudes.

Forrageiras
“Quando dispomos de uma pastagem com apenas um tipo de gramínea, esse sistema é frágil, susceptível a pragas e doenças. O que fazemos então? Introduzimos forrageiras arbustivas como a Leucena e Botão de Ouro e plantamos árvores, preferencialmente leguminosas, ao longo das cercas. Dessa forma, criamos um ambiente mais diversificado e resistente ao ataque de pragas, doenças e, sobretudo, a seca”, destaca o engenheiro agrônomo Amaury Cezar Macedo, membro do Centro Brasileiro de Pecuária Sustentável (CBPS).

Os SSPs apresentam grande potencial de benefícios econômicos e ambientais para os produtores e para a sociedade. São sistemas multifuncionais, onde existe a possibilidade de intensificar a produção pelo manejo integrado dos recursos naturais evitando sua degradação, além de recuperar sua capacidade produtiva. Por exemplo, a criação de animais com árvores dispersas na pastagem, árvores em divisas e em barreiras de quebra-ventos, podem reduzir a erosão, melhorar a conservação da água, reduzir a necessidade de fertilizantes minerais, capturar e fixar carbono, diversificar a produção, aumentar a renda e a biodiversidade e melhorar o conforto dos animais.

Inúmeras pesquisas foram realizadas na Colômbia mostrando a produtividade animal em diferentes sistemas produtivos.

Como podemos observar na tabela, o SSPi + Madeira – Sistema Silvipastoril Intensivo com mais árvores para produção de madeira – obteve uma carga animal de 4,7 animais por hectare. Em visita técnica, o engenheiro agrônomo viu tudo isso de perto. No ano de 2011, Amaury Cezar foi convidado pelo CBPS para participar de um curso na Colômbia – Cali promovido pela Universidade de Yale/ELTI. “Lá vi alguns conceitos técnicos e fui apresentado a algumas alternativas de Pecuária rentável e sustentável”, conclui. Ele retorna em maio para a Colômbia, em uma visita de 15 dias, com a finalidade de concluir o curso.

Hoje, o Centro Brasileiro de Pecuária Sustentável (CBPS), com sede em Imperatriz-MA, está implantando um projeto piloto na Fazenda Pantera – em Dom Eliseu-PA -, de propriedade do pecuarista João Ernesto Feuerstein. O objetivo é apresentar aos produtores da região uma alternativa em relação à pecuária tradicional.

Entrevista: José Fernandes Dantas – Secretário municipal de Agricultura, Abastecimento e Produção

O secretário municipal de Agricultura, Abastecimento e Produção, José Fernandes Dantas, é paraibano e mora em Imperatriz há 30 anos. Ele é fundador do povoado “Pé de Galinha”, arraial localizado próximo ao município de João Lisboa, cujo nome é devido à granja que instalou por lá. Quando chegou à cidade não existia avicultura, sendo o primeiro a introduzir este tipo de cultura na região. É pioneiro, também, no mercado de frango assado. Orgulha-se de fazer parte do desenvolvimento de Imperatriz e, principalmente, de ter formado os filhos aqui. Hoje têm dois filhos advogados e uma filha médica – cirurgiã vascular -, todos trabalhando na região. Em entrevista concedida ao Diário da Fazenda, José Fernandes Dantas, comenta o panorama atual do agronegócio na região.

Diego Leonardo Boaventura

Quais as maiores demandas do agronegócio hoje na região?

Olha, realmente é a soja que temos em Balsas, pois somos o segundo maior produtor do grão do Brasil. Hoje já existem algumas indústrias esmagadoras de soja instaladas em Porto Franco, com o objetivo de aproveitar parte da Ferrovia Norte-Sul e facilitar a exportação. Somos grandes produtores de grãos de milho, de feijão, de carne bovina, que distribuímos internamente para o país, mas, também, exportamos. Aqui, a nossa intenção é fortalecer desde a folhagem (hortaliças) e exportar para outras regiões do país, como também levar para o exterior – algo que está acontecendo no Nordeste, mais precisamente no município de Petrolina (PE). Lá, hoje, a cidade exporta frutas e, semanalmente, sai um avião com 600 toneladas de frutas para Europa. Isto também pode acontecer na nossa região.

Quais os desafios que o setor ainda precisa enfrentar até o fim deste ano em Imperatriz?

Os desafios estão ligados exatamente à explosão de crescimento econômico que está acontecendo, não só em Imperatriz, mas na região. Imperatriz, realmente, tem chamado atenção do Brasil. Tem atraído pesquisadores.

Por que ainda não fomos declarados área livre da aftosa?

Isso depende de muitos fatores. As autoridades devem atuar mais, cobrar mais e, sobretudo, planejar mais. Implementar projetos de conscientização, criar espaços para a agricultura, não só a agricultura familiar, mas também a agricultura de médio porte e grande porte. Temos que cobrar dos nossos representantes – deputados estaduais, deputados federais e senadores – medidas que incentivem campanhas de vacinação para que finalmente consigamos ser uma área livre da aftosa.

Como o senhor avalia o impacto do atual Código Florestal no agronegócio regional?

O novo Código Florestal é muito importante, porque não é realmente a floresta que atrapalha a produção agrícola, ao contrário, a floresta soma. Desde que se respeitem as normas ambientais, tudo isso irá somar para o desenvolvimento da nossa região.

Qual o papel da agricultura familiar hoje no mundo do agronegócio da cidade?

A agricultura familiar, hoje, em Imperatriz, está em um grande crescimento. Temos uma determinação do nosso prefeito, Sebastião Madeira, para que a Secretaria se aproxime cada vez mais do pequeno produtor, pois é dele que nós precisamos, é dele que vem realmente o alimento da nossa mesa. Os grandes produtores pensam na exportação, já o pequeno produtor pensa em produzir o alimento e levar à mesa do cidadão.

Qual a contribuição do agronegócio para o crescimento visível que Imperatriz passa nos últimos meses?

A contribuição do agronegócio é muito grande. Imperatriz é o maior centro distribuidor da nossa região. São dezesseis municípios que dependem de Imperatriz. Tudo que esses municípios produzem vem pra cá e daqui é distribuído. O grande problema hoje não é só produzir, e sim a comercialização. Como principal eixo de distribuição, a cidade fornece produtos para mais de dois milhões de habitantes, num raio de cobertura que varia de 400 a 500 km.

A Secretaria de Agricultura é um desafio, em particular para encontrar um nome que tenha familiaridade com o dia a dia do produtor. Como o senhor chegou à pasta e como avalia seu trabalho nesses quase quatro anos?

No início foi dramático, porque a gente quando entra pensa que tudo está favorável. Mas a pasta de agricultura municipal anteriormente – eu não quero diminuir ninguém – parece-me que dependia principalmente de um matadouro. Nós hoje já fizemos um levantamento de todos os pequenos e médios produtores. Temos um cadastro, temos 38 associações e, dessas 38, a secretaria tem 1614 pequenos produtores cadastrados. Nós damos assistência técnica, orientação para preparação do solo, correção, distribuição das sementes, principalmente ao pequeno produtor. Este pequeno produtor assistido secretaria tira parte da produção para seu sustento e a outra parte o município compra para distribuir por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Esses alimentos são distribuídos nas creches, escolas, abrigos, hospitais e restaurantes populares da cidade. O processo termina lá no Banco do Brasil, onde cada produtor tem sua conta. Então, esse é o processo, é dar assistência lá na roça, adquirir a produção, e repassar o valor para cada produtor.

Karlo Marques deixa a presidência do Sinrural depois de dez anos

Depois de dez anos à frente da entidade que representa do produtor rural em Imperatriz, Karlo Marques se despede da presidência do Sinrual. Deixa a presidência, mas não o grupo, já que assume, na nova gestão, o cargo de primeiro secretário. “Para contribuir com o sindicato não precisa estar na diretoria. Basta ser sócio”, comenta.

E é justamente esse espírito participativo que marcou a década em que esteve na presidência da entidade. Com ele, o Sinrural deixou o escritório no centro da cidade para instalar sua sede administrativa no Parque Lourenço Vieira de Sousa, permitindo que a estrutura do local, que antes era subutilizada, sendo aproveitada apenas no período da feira, hoje conte com uma agenda de eventos e locações permanentes. “Pelo menos vinte shows são organizados todos os anos no local”, avalia.

Outra marca da sua gestão foi o equilíbrio financeiro. “Hoje não temos nenhuma dívida”, diz Karlo Marques.
Nesses dez anos o Sinrural também estreitou a relação com Faema (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Maranhã) e CNA (Confederação Nacional de Agricultura). Inclusive por conta dessa aproximação a cidade recebeu a única audiência pública do Estado para discutir código Florestal.

“O debate mostrou que não estamos isolados.”, destaca Karlo Marques.

Tanto é assim que em julho a CNA inaugurou no município a primeira sala do Programa de Inclusão Digital Rural do País. Para o Maranhão, 18 salas estão previstas, cada uma delas com dez computadores. No país, 500 serão inauguradas.

 

Crescimento de Imperatriz valoriza as terras da região

Antônio Wagner

O cenário rural de Imperatriz vive seu momento ímpar. Com a chegada de grandes empresas e a ligação da cidade ao estado do Tocantins pela ponte Dom Felipe Gregory, a super valorização de terras rurais nos arredores do município cresceu quase 100% este ano.

A avaliação é das empresas que comercializam terras na região. Segundo esses dados, um alqueire que custava há pouco tempo em média R$ 15 mil, hoje não sai abaixo de R$ 25 mil, ou seja, uma valorização de pelo menos 80% por alqueire.

Para o gerente de usados e avulsos da Ademar Mariano Empreendimentos Imobiliários, Jarbas Morais, de modo geral, o Brasil esteve estagnado durante um tempo, e a cidade, pela sua localização estratégica não foi abatida por isso e, pelo contrário, aproveitou o momento para investir no seu desenvolvimento financeiro.

“Os imóveis rurais estão supervalorizados e estão acima da média. O motivo pelo qual essa supervalorização é sentida foi a vinda de várias empresas para a cidade e a construção da ponte que liga o Maranhão ao Tocantins”, diz.

E vai melhorar

E ao que tudo indica a valorização das terras e produtos voltados ao agronegócio tende a melhorar. Na visão de diretor da Paulo Gundim Imóveis, Paulo Gundim, a valorização de terras rurais será sentida, efetivamente, com a chegada de mais empreendimentos em Imperatriz. “A valorização de terras no campo tende a melhorar. As pessoas estão investindo bem. A vinda de mais empresas irá melhorar esta situação e essa valorização já está sendo sentida e crescerá mais daqui a 2 ou 3 anos”, comenta.

Conforme destaca, desde 2008 a cidade recebe empreendimentos de várias localidades do Brasil e que aquecem os negócios da região. As áreas próximas da cidade que em tese são intituladas de “rurais”, estão com grandes projetos em fase de andamento. “Até 2014, os valores das terras tendem a crescer ainda mais”, diz.

Oferta e procura

Segundo ele, apesar da valorização, a cidade ainda enfrente o problema do excesso de ofertas para vendas e pouca procura. “A procura de área rural ainda é pouca e o valor do alqueire está alto”, diz.

Ele explica que devido as terras da região estarem na linha do Bioma Amazônico –área protegida contra a devastação – os compradores têm adquirido terras rurais nas cidades de Formosa da Serra Negra, Grajaú, Barra do Corda.

Brasil

Em outras regiões do Brasil, a alta nos preços de imóveis rurais está contida pela indefinição sobre as regras para a aquisição de terras por estrangeiros. Esta retração foi sentida nos estados SP, PR, MG e BA. A queda chegou até 19% em relação ao ano passado.
A avaliação é da consultoria Commercial Properties (Empresa Especializada no Desenvolvimento e Administração de Empreendimentos) que diagnosticou a retração de valores.

Expansão da área plantada no MA é a 2º maior do País

Diário da Fazenda

O Maranhão deve consolidar nessa safra 2011/12 um crescimento de 9,2% na área plantada com grãos, a segundo maior expansão agrícola do Brasil, atrás apenas do índice do Distrito Federal (9,8%). De acordo com dados do quarto levantamento da safra realizado em dezembro, pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), o Estado vai cultivar 146 mil hectares a mais na atual safra, passando de 1,583 milhão de hectares no ciclo 2010/11 para 1,729 milhão de hectares. Em todo o País, a média de expansão da área com grão foi de apenas 1,5%.
Apesar do crescimento na área, a produtividade média por hectare deve cair frente à safra passada, considerando todos os produtos cultivados, passando de 2.089 quilos por hectare do ano passado para 1.957 quilos/ha nesse ano, uma retração de 6,3%. Como resultado, segundo estima a Conab, o Maranhão terá uma produção de 3,384 milhões de toneladas de grão na atual safra, aumento de 2,3%, na comparação com os 3,308 milhões de toneladas colhidos no ano passado.

Soja
Os sojicultores do Maranhão devem ampliar a produção da oleaginosa em 5,2% nesse ano, passando de 1,599 milhão de toneladas na safra passada para 1,682 milhão de toneladas em 2012. Embora a produtividade média por hectare esteja estimada em 2.970 kg/ha, queda de 3,8% frente aos 3.087 kg/ha alcançados no ano passado, a ampliação de 9,3% área cultivada deve garantir o aumento da produção estadual. Nesse ano são esperados pela Conab 566 mil hectares com soja, contra 518 mil hectares, de 2011.

Arroz
A produção maranhense do arroz na safra 2011/12 deve ocupar 469 mil hectares, área idêntica a da última safra, mas a produtividade será 12,2% menor nesse ano, com média de 1.373 quilos por hectare contra o patamar de 1.564 kg/ha do ano passado. Com isso, o Estado produzirá 644 mil toneladas de arroz nesse ano, redução de 90 mil toneladas (-12,2%) na comparação com as 734 mil toneladas produzidas no ano passado.

Milho
Já a produção de milho deve ser ampliada em 11% esse ano, saltando de 879 mil toneladas no ano passado, para 977 mil toneladas na atual safra agrícola maranhense. A produtividade média nesse ano no Estado deve cair 10,4% (de 1.842 kg/ha para 1.650 kg/ha), mas os produtores rurais devem aumentar a área plantada com milho em 24%, saltando de 477 mil hectares cultivados ano passado para 592 mil hectares neste ano.

Veja as principais mudanças no Código Florestal

Diário da Fazenda

Criado em 1965, o Código Florestal regulamenta a exploração da terra no Brasil, baseado no fato de que ela é bem de interesse comum a toda a população. Ele estabelece parâmetros e limites para preservar a vegetação nativa e determina o tipo de compensação que deve ser feito por setores que usem matérias-primas, como reflorestamento, assim como as penas para responsáveis por desmate e outros crimes ambientais relacionados. Sua elaboração durou mais de dois anos e foi feita por uma equipe de técnicos.

Entenda abaixo as principais mudanças do Código Florestal, de acordo com informações do projeto de lei e da Agência Senado.

Reserva Legal
É a área de mata nativa que deve ser preservada dentro da propriedade. De acordo com o texto aprovado na Câmara, a área a ser protegida na Amazônia Legal corresponde a 80% da propriedade; 35% no cerrado; e 20% em outras regiões. O projeto aprovado no Senado permanece com as especificações citadas, mas possibilita a redução da reserva para 50% em estados com mais de 65% das suas áreas em reservas ambientais, desde que a redução seja autorizada pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente.

Áreas de Preservação Permanente (APPs)
São locais vulneráveis, como beira de rios, topo de morros e encostas, que não podem ser desmatados. Atualmente, produtores devem recompor 30 metros de mata ciliar para rios com até 10 metros de largura.

O texto prevê redução para 15 metros de recuperação de mata para rios com largura de até 10 metros – a mudança foi feita na Câmara. A novidade no Senado foi a obrigação, aos proprietários com até quatro módulos fiscais – o módulo varia entre estados de 20 a 440 hectares -, de não exceder a recuperação em 20% da área da propriedade.

Para propriedades maiores que quatro módulos fiscais em margem de rios, os conselhos estaduais de meio ambiente estabelecerão as áreas mínimas de matas ciliares, respeitando o limite correspondente à metade da largura do rio, observando o mínimo de 30 metros e máximo de 100 metros.

O novo texto também assegura a todas as propriedades rurais a manutenção de atividades agrossilvopastoris nas margens dos rios, desde que consolidadas até 2008, e autoriza o uso de APPs para alguns tipos de cultivos, como maçã e café. A pecuária também ficaria permitida em encostas de até 45 graus. No texto aprovado na Câmara, a atividade precisaria ser regulamentada em lei posterior.

Conversão de Multas
Produtores rurais com propriedade de até 4 módulos fiscais, autuados até julho de 2008, poderiam converter multas com reflorestamento, de acordo com o texto aprovado pela Câmara. Com a nova redação, estes benefícios passam a valer também para os grandes proprietários rurais que desmataram até julho de 2008.

Pequenos Produtores
De acordo com a Agência Senado, a pequena propriedade ou posse rural familiar poderá manter cultivos e outras atividades de baixo impacto ambiental em Áreas de Preservação Permanente (APPs) e de reserva legal, desde que o imóvel esteja inscrito no Cadastro Ambiental Rural (CAR) e que as atividades sejam declaradas ao órgão ambiental. O registro da reserva legal no CAR será gratuito para as unidades rurais familiares.
O CAR estabelece prazo de um ano, prorrogável uma única vez por igual período, para que os donos de terras registrem suas propriedades nesse cadastro. O cadastro servirá para armazenar informações ambientais de todas as propriedades rurais. Essa base de dados servirá para controle, monitoramento, planejamento ambiental e econômico e combate ao desmatamento.

Incentivos Econômicos
Houve também ampliação dos mecanismos de incentivos econômicos ao produtor rural para garantir a preservação do meio ambiente: pagamento ao agricultor que preserva matas nativas, conservar a beleza cênica natural, conservar a biodiversidade, preservar a regulação do clima, manter a Área de Preservação Permanente (APP) e de reserva legal. O poder público terá até 180 dias, depois da publicação do novo código, para instituir programa para incentivar a preservação e a recuperação ambiental. (Com G1)

Artigo: a Importância da prescrição correta de medicamentos para animais

POR JAILSON HONORATO

A vida é o grande dom da natureza e o cuidado sobre ela depende de questões emocionais, culturais, éticas, técnico-científicas e econômicas. No último artigo que escrevi, abordei sobre os 250 anos da Medicina Veterinária e, após todo esse tempo, o progresso tem sido muito grande. Muitas áreas dessa profissão progrediram bastante e, entre outras, está a Farmacologia.

Os conhecimentos da Farmacologia permitem ao Médico Veterinário distinguir-se do leigo, pois enquanto este último medica sem nenhum conhecimento de causa e efeito, aquele pode até mesmo prever o que ocorrerá com o organismo animal, uma vez que prescreve o medicamento de forma adequada, tanto quanto a forma de administração, quanto a correta indicação terapêutica.

O arsenal farmacológico existente é muito amplo, porém o uso destes medicamentos deve ser racional. Desde a descoberta dos primeiros antibióticos, muitas outras substâncias também surgiram e, para animais, nunca é demais dizer que sua venda e aplicação somente se for sob a prescrição e orientação do Médico Veterinário.

Os recursos terapêuticos vão desde antibióticos e vermífugos, passando por anti-inflamatórios e corticóides, analgésicos, diuréticos, além de remédios que atuam no trato gastro-intestinal e reprodutivo.

Todos apresentam efeitos benéficos ou maléficos, dependendo, entre outros fatores, da dose, da via de administração e especificamente, do medicamento em questão. Por exemplo, alguns anti-inflamatórios podem causar maior ou menor efeitos colaterais no estômago e nos rins, de acordo com a classe a que pertencem, se esteróides ou não-esteróides.

Sem dúvida nenhuma, os fatores mais importantes envolvidos em falhas nos tratamentos de doenças em animais e utilização indiscriminada de antibióticos veterinários, é o surgimento e a proliferação de bactérias resistentes, que desenvolvem capacidade de resistir a múltiplos antibióticos.

Outro problema na utilização de antibióticos e vermífugos em animais são os resíduos dessas substâncias que podem se acumular na carne e no leite. O tratamento de doenças animais não deve deixar resíduos nos tecidos animais, especialmente após a fase de carência, que é o período compreendido entre a suspensão do medicamento antes do abate e consumo da carne ou leite.

A proliferação das superbactérias, resistentes aos fármacos, e a permanência de resíduos de medicamentos nos alimentos de origem animal deve ser uma preocupação constante por parte dos pesquisadores, em virtude das possíveis consequências para o homem.

A produção animal tem experimentado grande evolução produtiva nas últimas décadas e, esses incrementos, são resultantes de modificações substanciais no manejo, seleção genética, progressos na nutrição animal e erradicação de muitas doenças infecto-contagiosas. Mas claro que grande parte desses avanços zootécnicos foram devidos também ao emprego de diversos fármacos, onde muitos são usados como medicamentos preventivos na alimentação animal e outros tantos para o tratamento das doenças infecciosas e parasitárias. A saúde dos animais deve ser buscada, mas devemos estar atentos para enfrentar tais desafios, não menos importantes que suas enfermidades

*Médico Veterinário, mestre em Ciência Veterinária, professor de Farmacologia e Anestesiologia Veterinária na Universidade Estadual do Maranhão – Campus de Imperatriz
E-mail: jailson@cesi.uema.br

Manejo inadequado compromete expansão do mercado de caprinos e ovinos no Maranhão

Diária da Fazenda

Propriedades pequenas, com 10 animais; ou grandes, com 400 cabeças: Nenhuma no sul do Maranhão adota o manejo adequado dos plantéis de caprinos e ovinos, inviabilizando a expansão do setor na região.

O dado pouco animador está no relatório preliminar de uma pesquisa que pretende mapear 70% das fazendas que criam esses animais no Estado e saber quais as deficiências que estão impedindo que o produtor invista nesse ramo, ainda que o clima e o mercado sejam favoráveis para o setor.
“A criação de caprinos e ovinos por aqui deveria ser vista com uma boa alternativa para um mercado lucrativo. Esses plantéis ocupam espaços menores de terra, o clima daqui favorece, além de o mercado da carne ser bem atraente”, garante a pesquisadora Michele Moreira Martins de Oliveira, doutora em Ciência Veterinária e coordenadora o estudo.

Segundo ela, a falta de higiene no trato com os animais, além de medidas simples como vacinação e suplementação alimentar, fazem com que hoje 45% das fazendas na região tenham seus plantéis acometidos por verminoses e outras doenças. “Numa situação ideal esse valor não deveria ultrapassar a faixa dos cinco por cento”, explica.

Números
De acordo com dados o IBGE, no Brasil os rebanhos caprino e ovino representam 2,1% e 1,7% do efetivo mundial, respectivamente. Os maiores plantéis nacionais estão nas Regiões Sul e Nordeste que, juntas, possuem 91,7%.

No Maranhão a criação de caprinos e ovinos representa 4,01% e 1,39% da criação na região Nordeste e, conforme Michele, apesar de apresentar condições geoclimáticas favoráveis à sua criação, a população destes animais em Imperatriz é muito pequena, sendo estimada em, aproximadamente, 11,5 mil de caprinos e 34,5 mil cabeças de ovinos.

“A queda no número de animais no Estado como um todo e a pequena representação destas espécies na microrregião de Imperatriz pode refletir uma queda da produção e da produtividade destes rebanhos, causada por problemas advindos da má implantação dos manejos alimentar e higiênico-sanitários”, enfatiza.

O estudo, desenvolvido pela Facimp (Faculdade de Imperatriz), começou este ano e só termina em 2013. A proposta é fazer um mapeamento das condições de criação e das doenças mais comuns que acometem essas criações. Serão analisados plantéis em 16 municípios da microrregião de Imperatriz. “Hoje posso dizer que não temos na região nenhuma fazenda modelo na criação desses animais”, destaca.

Doenças
Entre as doenças mais comuns entre cabritos e ovelhas por aqui uma tem merecido destaque: as causadas pelo vírus Lentivírus de Pequenos Ruminantes. Trata-se de um agente que faz com que 25% dos caprinos e ovinos infectados por ele desenvolvam artrite, emagrecimento e complicações respiratórias.

Conforme o relatório do estudo, a infecção causa perdas econômicas significativas como: a diminuição em até 0,3 quilos de peso da cria ao nascer e de 6 quilos no peso das crias até 120 dias, além do aumento em 25% nos distúrbios reprodutivos de cabras, e uma redução média na produção leiteira de 88 quilos de leite/lactação.

“Como não existe tratamento e nem vacina, o controle é realizado pela adoção de medidas de manejo que diminuam o risco de transmissão do vírus”, explica.

Ações que exigem mais uma mudança de postura que de investimentos. Conforme Michele, entre as medidas preventivas estão a separação das crias após o nascimento, evitando o contato com secreções; e isolamento dos adultos; administração de colostro tratado de mães não infectadas ou de vaca; alimentação das crias com substituto do leite, entre outros.

Depois do mapeamento a proposta da pesquisadora é criar uma cartilha de orientação para os produtores.

Soja representa 20% das exportações do MA

Diário da Fazenda

As exportações maranhenses de soja cresceram 45% no ano passado, com receita que saltou de US$ 411 milhões em 2010 para US$ 597 milhões em 2011, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC). O grão já é o terceiro maior item da pauta de exportação estadual e, sozinho, representou quase 20% de tudo o que o Maranhão exportou entre janeiro e dezembro de 2011. À frente da oleaginosa aparecem apenas o minério de ferro e a alumina calcinada.

No ano passado, as remessas maranhenses de soja alcançaram 1,2 milhão de toneladas, um aumento real de 200 mil toneladas frente ao total de 1 milhão de toneladas embarcadas em 2010.

De acordo com o MDIC, os embarques estaduais de algodão também foram expressivos no ano passado, com alta de 105% frente ao ano de 2010. Foram exportados US$ 34 milhões em 2011, contra US$ 16 milhões no ano imediatamente anterior, o que colocou o algodão como o oitavo item mais exportado pelo Maranhão. O volume embarcado no ano passado foi de 17,7 mil toneladas do produto.

Couro
As vendas de couro do Maranhão também se destacaram no ano passado. O segmento ampliou as exportações em 173% em 2011, na comparação com 2010. Segundo o MDIC, foram embarcados o equivalente a US$ 11,3 milhões em couro, contra US$ 4,1 milhões em 2010. O destaque foi a venda de couro seco de bovinos (pena flor) que registou crescimento de 425% no ano passado, quando atingiu receita de US$ 4,3 milhões, sendo que em 2010 o valor obtido havia sido de US$ 834 mil.

Carne
Os embarques maranhenses de carne bovina desossada e congelada somaram US$ 3,6 milhões (908 toneladas), alta de 14% frente aos US$ 3,1 milhões (836 toneladas) obtidos com as vendas de 2010.

Vendas totais
Em 2011, considerando todos os produtos exportados pelo Maranhão, as vendas estaduais alcançaram receita superior a US$ 3 bilhões, alta de 4,34% na comparação com os pouco mais de US$ 2,9 bilhões obtidos com as remessas de 2010. Os itens do setor minero-siderúrgico aparecem como os líderes em embarques do Estado, mas a presença de produtos do agronegócio, na pauta maranhense de exportações, é crescente e já representa parcela significativa dos embarques totais.

Fazenda Arco-íris: referência em gado de elite

Diário da Fazenda

Das cinco propriedades rurais que os irmãos Kyt – Gerson, Gilson e Tadeu – mantêm no Maranhão e no Pará, em atividade agrosilvopastoril, foi na Fazenda Arco-íris que resolveram investir no ramo que fez da família referência não só no Estado, mas também no Pará: a criação de Gado de Elite.
“No ano passado ficamos em primeiro lugar no ranking da ACNB para os criadores do Maranhão e em terceiro na classificação do Pará”, comemora Gerson.

Os bons resultados são vistos na baia. Entre os animais da fazenda que prometem trazer mais prêmios em 2012 estão um touro de 27 meses que já pesa uma tonelada. Há, ainda, outro bezerro, filho de Bitelo – número um do ranking nacional –, e que em um ano já alcançou a marca de 518 quilos. “É um recorde de peso para a idade na fazenda”, comenta o proprietário.

Em apenas 515 hectares de terra o grupo mantém hoje 900 cabeças de gado PO e uma meta audaciosa: “Nosso propósito é gerar 400 touros reprodutores por ano, além de um time de pista compatível com os melhores criadores do cenário nacional”.

O mercado é tão promissor que os irmãos já começaram a ampliar o espaço. Novas baias estão sendo construídas. “Vão abrigar mais 24 animais de pista”, explica.

Isso tudo para dar conta da procura e apurar melhor a genética. Segundo Gerson, hoje, a fazenda não tem dificuldades para negociar seus animais e, mais que isso, a demanda é maior que a oferta. “Temos mais compradores do que conseguimos atender”, garante.

E olha que os preços não são dos mais acessíveis. Na Expoimp do ano passado, por exemplo, o leilão do grupo vendeu todos os animais expostos por uma média superior a R$ 9 mil. “Animais para o dia a dia do campo”, explica. Sim, porque o plantel conta com vacas doadoras que valem até R$ 200 mil cada, no cenário nacional. E uma Novilha campeã saiu da fazenda por R$ 37 mil.

Na lida
Mas para chegar a este nível de excelência o trabalho é árduo. “O trabalho com gado de elite é bem diferente dos outros ramos da pecuária. É uma dedicação muito grande. Você tem de estar de olho todo o tempo”, diz.

E estar de olho significa, segundo Gerson, avaliar cada detalhe do bicho para promover os cruzamentos necessários e chegar, depois vários cruzamentos, ao animal mais perfeito dentro das características da raça. “Às vezes você tem um animal que tem um corpo forte e bonito, mas a cabeça é desproporcional, então precisa ter atenção nas escolhas do cruzamento para buscar o melhor de cada genitor”, detalha.

Para isso há dois anos o fazendeiro instalou na propriedade um laboratório de melhoramento genético e fertilização. A cada 21 dias as matrizes são submetidas a uma rotina que começa com ultra-som nas novilhas, seleção e pesagem das receptoras, além do implante para sincronização do cio para a recepção dos embriões de FIV (Fertilização In Vitro). Hoje, nessas condições, cada doadora pode produzir 50 crias por gestação em barrigas de aluguel. “Todo o trabalho aqui na fazenda é feito com essa transferência de embriões”, explica.

Para ajudar no trabalho, além dos peões que acompanham o dia a dia de cada animal, contam com o apoio de cinco veterinários do grupo In Vitro, de Xinguara (PA). “O acompanhamento é diário e a pesagem é mensal para saber o que ganha, além orientar a conversão alimentar e o manejo”, detalha.

Sim, porque a alimentação é outra preocupação para quem vai investir nesse ramo. “Antes de decidir o que se coloca no cocho temos de saber o peso de cada animal. É a partir disso que se calcula a porcentagem de ração e silagem de cada um dos animais de baia”, detalha.

E apesar do trabalho ser grande, Gerson garante que vale a pena. “Antigamente demorava-se 30 anos para obter resultados nesse ramo. Hoje, com genética e tecnologia os resultados já podem ser sentidos em quatro ou cinco anos”, comenta.

Resultado que eles já começam a comemorar, afinal, quando compraram a fazenda Arco-Íris, que havia sido da família Paulo Machado, ainda não sabiam direito que tipo de investimento iam fazer ali. Segundo Gerson, a única certeza que tinham era que não iam mudar o nome da fazenda. “Dizem os mais antigos que dá azar mudar o nome da propriedade”, explica. Ao que parece o ditado popular estava certo!

Palate expande a produção em Imperatriz e começa a produzir mussarela em julho

A Palate – gigante do setor lácteo – vai praticamente dobrar o processamento de leite na unidade industrial de Imperatriz (MA), a partir da conclusão das obras de expansão da empresa, prevista para julho deste ano. Serão processados 160 mil litros de leite por dia, segundo o gerente industrial José Paulino Siqueira, sendo que hoje o volume é de 100 mil litros diários.

Com os investimentos nas obras de ampliação da infraestrutura industrial, a Palate vai aumentar também sua linha de produtos, dando início à produção de mussarela, em julho, e de compostos lácteos, em uma segunda etapa. Atualmente, a unidade de Imperatriz produz leite em pó e manteiga. José Paulino lembra que a sazonalidade da oferta de leite ainda é um problema a ser superado, mas a captação do produto na região será fortemente ampliada. “Já estamos remunerando com até cinco centavos por litro, como prêmio por qualidade, para aqueles produtores que atendem as exigências”, lembrou o gerente. Hoje, o número de produtores fornecedores de leite na região é de 274 no Maranhão, 105 no Pará e 33 no Tocantins.

A geração de vagas de trabalho também será favorecida na planta de Imperatriz, com criação de cerca de 20 novos empregos diretos, um aumento de 20% frente ao contingente atual de 104 colaboradores na unidade industrial.

Obras

As obras de ampliação da unidade de Imperatriz estão sendo coordenadas pelo engenheiro industrial Amaury Bellini, da São Caetano Projetos e Consultoria LTDA., de Minas Gerais, que há 30 anos tem atuação voltada para a atividade de laticínios.

Bellini iniciou as visitas à planta maranhense em outubro do ano passado, depois da aprovação do projeto, e, em fevereiro deste ano, deve concluir as obras civis da reforma e ampliação da unidade, com previsão de começar a montagem industrial em março. “As obras estão dentro de um cronograma que contempla os inícios dos testes de produção no mês de julho”, comenta o engenheiro, ao ressaltar que conta com uma equipe de mais de 20 trabalhadores atuando diretamente nas obras e montagem da indústria.

O projeto, segundo Bellini, é bastante racional, buscando custos de operação adequados para que os produtos possam chegar aos consumidores com qualidade e preço. “O prédio apresentava áreas internas ociosas que foram aproveitadas, possibilitando melhor utilização do leite e dando suporte para que a empresa possa fornecer sua linha conforme a necessidade do mercado consumidor”, disse. Segundo o engenheiro, a unidade será capacitada para realizar a secagem de leite e soro. “Agora, com a fabricação de mussarela será gerado soro como subproduto. Com isso, completaremos todo o processo a partir da secagem desse soro, evitando despejos indevidos no meio ambiente, e ainda poderemos transformá-lo em um produto, como o soro de leite em pó, a ser comercializado”, detalhou.

Para fazer frente à diversificação da linha de produtos e ampliação da produção, o gerente da unidade José Paulino ressaltou que a Palate já deu início à atividade de distribuição em Imperatriz, com equipe própria realizando atendimento ao mercado local, o que deve intensificar a presença dos produtos da marca nos pontos de venda região.

Uema pode perder terreno doado pelo Sinrural se não agilizar obras de novo campus de Agrárias

Diego Leonardo Boaventura

Mais de um ano se passou e o projeto de construção do campus de ciências agrárias da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), em Imperatriz, não saiu do papel. Não podendo esquecer que o Sindicato Rural de Imperatriz (Sinrural), doador do terreno, deu um prazo de dois anos para que a obra fosse iniciada, caso contrário, a área de cinco hectares dentro do Parque de Exposições volta a ser patrimônio do Sindicato. Em julho deste ano vence o prazo e até agora continua a indefinição em relação ao início das obras.

Está em tramitação na Câmara dos Deputados a liberação de uma verba de R$ 17 milhões, conseguida pela bancada maranhense, destinada para os campi da Uema de São Luís, Balsas, Grajaú e Imperatriz. Deste montante, R$ 4,5 milhões é para construção do novo campus de Imperatriz.
“Com esses quatro milhões e meio não vai dar para construir tudo, mas nós fizemos um projeto em cima dessa verba. No projeto constam 24 salas de aula, 20 laboratórios, uma biblioteca e um auditório. Além de sala administrativa para os três cursos”, explica coordenador do curso de Agronomia da instituição, Wilson Araújo.

O projeto do campus de agrárias da Uema é modular, ou seja, se disponibilizada essa verba, serão construídos os módulos iniciais e, em outras etapas, o projeto vai sendo complementado, até a finalização total da obra.

Segundo o professor, o mês de dezembro passado seria o divisor de águas. “Em dezembro iríamos saber se esse recurso ia ser repassado ou não, mas o mês passou e ainda não sabemos, então, estamos aguardando. O deputado da região, Chiquinho Escórcio, é um dos líderes da bancada maranhense e está cobrando a liberação da verba”.

Parceria antiga

Há muito tempo os cursos de agrárias da Uema têm parceria com o Sinrural. Os alunos e professores utilizam o espaço para pesquisas e aulas práticas. Foi por meio desta aproximação que surgiu a ideia da doação da área para a universidade.

Karlo Marques, ex- presidente do Sindicato Rural de Imperatriz, levou a proposta a uma assembleia geral do Sindicato e os membros aprovaram a doação. Em uma solenidade realizada no dia 8 de julho 2010, a Uema recebeu legalmente o terreno.

“É de suma importância o campus dentro da área do Parque de Exposições de Imperatriz. Os alunos de Agronomia, Medicina Veterinária e Engenharia Florestal irão ter uma melhor estrutura, já que o projeto do campus é bem moderno e aqui dentro do Parque terão um contato mais direto com o produtor rural, ou seja, vão se aproximar dos seus futuros empregadores. Essa aproximação é fundamental para os alunos”, comenta Karlo Marques.

A ideia é que os cursos de ciências agrárias do Cesi-Uema sejam transferidos para o Parque de Exposições assim que a estrutura estiver construída. Todos – alunos, professores, produtores rurais e vestibulandos – estão com grande expectativa com a possiblidade do início das obras nesse primeiro semestre.

“Nós precisamos demais desse prédio construído, para que esses cursos consigam ficar ainda melhores. Como são de bacharelado, esses cursos são diferentes, a gente precisa da parte teórica, mas precisamos fazer pesquisa e praticar. Nós precisamos plantar”, finaliza o professor Wilson Araújo.

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