Adiada para junho segunda etapa da campanha de vacinação

Diego Leonardo Boaventura

Devido ao processo de sorologia, a Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged/MA) – órgão ligado à Secretaria da Agricultura, Pecuária e Pesca (Sagrima) – adiou o período da segunda etapa da Campanha de Vacinação contra a Febre Aftosa no Estado, que seria realizada em maio, para os dias 1º a 30 de junho. A sorologia é uma etapa do projeto do governo estadual que tem o objetivo de alcançar o status sanitário de Zona Livre de Febre Aftosa, com vacinação, previsto para acontecer no segundo semestre deste ano. A modificação no calendário de vacinação segue determinação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Segundo a médica veterinária da Aged/MA, Alzira Medlig, no Maranhão foram selecionadas 340 propriedades rurais de 147 municípios, sendo, mais ou menos, 145 propriedades pertencentes à regional de Imperatriz. “Atualmente, a sorologia está na fase de entrevistas: os fiscais estão indo visitar as fazendas entrevistando os proprietários, vendo a quantidade de animais”, conta. Para participar do inquérito sorológico a propriedade rural deve ter no mínimo 30 animais na faixa etária de dois a três anos. O principal objetivo do processo é diagnosticar a circulação viral da Aftosa no Estado. Além do Maranhão, também estão incluídos no Projeto de Ampliação de Zona Livre de Febre Aftosa do Mapa, os estados de Alagoas, Ceará, Pará, Pernambuco e Piauí.

Após o envio de todo o material coletado para laboratórios credenciados pelo Mapa, estima-se que o Ministério realizará a análise sorológica em um período de 60 dias, que coincidirá com o prazo final para a conclusão dos relatórios de auditoria. Para o trabalho, cerca de 100 profissionais, veterinários e técnicos, e também chefes das unidades regionais e locais da Aged, participaram de um treinamento sobre noções de sorologia, colheita e envio de materiais.

Ainda segundo a médica veterinária, o benefício maior com aquisição do status de Zona Livre de Febre Aftosa, com vacinação, é que o gado maranhense poderá ser exportado e ter sua circulação livre.

Rebanho

O Maranhão possui o segundo maior rebanho de bovinos do Nordeste e o terceiro maior rebanho de búfalos do Brasil, com cerca de 7,2 milhões de cabeças. Cerca de 790.598 são animais de gado leiteiro, tendo a regional de Açailândia a maior concentração que é 328.123 animais, seguida de Imperatriz, com 241.107 animais e Santa Inês, que possui 46.116 cabeças de gado. Apesar do Estado não registrar nenhum caso de febre aftosa há cerca de 10 anos, atualmente o Maranhão só pode comercializar carne para outras regiões que possuem a mesma classificação sanitária que a sua, que é de zona de médio risco, alcançada no ano de 2007.