Palate expande a produção em Imperatriz e começa a produzir mussarela em julho

A Palate – gigante do setor lácteo – vai praticamente dobrar o processamento de leite na unidade industrial de Imperatriz (MA), a partir da conclusão das obras de expansão da empresa, prevista para julho deste ano. Serão processados 160 mil litros de leite por dia, segundo o gerente industrial José Paulino Siqueira, sendo que hoje o volume é de 100 mil litros diários.

Com os investimentos nas obras de ampliação da infraestrutura industrial, a Palate vai aumentar também sua linha de produtos, dando início à produção de mussarela, em julho, e de compostos lácteos, em uma segunda etapa. Atualmente, a unidade de Imperatriz produz leite em pó e manteiga. José Paulino lembra que a sazonalidade da oferta de leite ainda é um problema a ser superado, mas a captação do produto na região será fortemente ampliada. “Já estamos remunerando com até cinco centavos por litro, como prêmio por qualidade, para aqueles produtores que atendem as exigências”, lembrou o gerente. Hoje, o número de produtores fornecedores de leite na região é de 274 no Maranhão, 105 no Pará e 33 no Tocantins.

A geração de vagas de trabalho também será favorecida na planta de Imperatriz, com criação de cerca de 20 novos empregos diretos, um aumento de 20% frente ao contingente atual de 104 colaboradores na unidade industrial.

Obras

As obras de ampliação da unidade de Imperatriz estão sendo coordenadas pelo engenheiro industrial Amaury Bellini, da São Caetano Projetos e Consultoria LTDA., de Minas Gerais, que há 30 anos tem atuação voltada para a atividade de laticínios.

Bellini iniciou as visitas à planta maranhense em outubro do ano passado, depois da aprovação do projeto, e, em fevereiro deste ano, deve concluir as obras civis da reforma e ampliação da unidade, com previsão de começar a montagem industrial em março. “As obras estão dentro de um cronograma que contempla os inícios dos testes de produção no mês de julho”, comenta o engenheiro, ao ressaltar que conta com uma equipe de mais de 20 trabalhadores atuando diretamente nas obras e montagem da indústria.

O projeto, segundo Bellini, é bastante racional, buscando custos de operação adequados para que os produtos possam chegar aos consumidores com qualidade e preço. “O prédio apresentava áreas internas ociosas que foram aproveitadas, possibilitando melhor utilização do leite e dando suporte para que a empresa possa fornecer sua linha conforme a necessidade do mercado consumidor”, disse. Segundo o engenheiro, a unidade será capacitada para realizar a secagem de leite e soro. “Agora, com a fabricação de mussarela será gerado soro como subproduto. Com isso, completaremos todo o processo a partir da secagem desse soro, evitando despejos indevidos no meio ambiente, e ainda poderemos transformá-lo em um produto, como o soro de leite em pó, a ser comercializado”, detalhou.

Para fazer frente à diversificação da linha de produtos e ampliação da produção, o gerente da unidade José Paulino ressaltou que a Palate já deu início à atividade de distribuição em Imperatriz, com equipe própria realizando atendimento ao mercado local, o que deve intensificar a presença dos produtos da marca nos pontos de venda região.