Governo libera mais recursos para produção sustentável e quer agência de assistência técnica

Um dos principais compromissos do governo, a produção agrícola sustentável, foi ainda mais fortalecida no Plano Agrícola e Pecuário 2012/2013 anunciado na quinta-feira, dia 28 de junho, em Brasília. Criado em 2010, o Programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC), que incorpora todos os programas de investimentos voltados à produção eficiente com sustentabilidade, terá R$ 3,4 bilhões na temporada 2012/2013. Além do aumento do volume de recursos disponibilizado, o produtor gastará menos na contratação do financiamento, por conta da redução na taxa de juro, de 5,5% para 5% ao ano, a menor fixada para o crédito rural destinado à agricultura empresarial. O Plano Agrícola e Pecuário foi lançado pela presidenta Dilma Rousseff e pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mendes Ribeiro Filho, e ambos destacaram o empenho do governo para incentivar a agricultura sustentável. O acesso ao crédito também ficou mais fácil e produtores e cooperativas poderão contratar até R$ 1 milhão por beneficiário, independentemente de outros créditos concedidos ao amparo de recursos controlados do crédito rural.

As linhas de crédito do Programa Agricultura de Baixo Carbono irão financiar a recuperação de áreas e de pastagens degradadas, implantação e ampliação de sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta, correção e adubação de solos, plantio e manutenção de florestas comerciais, adoção da agricultura orgânica, agricultura de precisão, recomposição de áreas de preservação permanente ou de reserva legal.

“Essas medidas de incentivo à produção agropecuária com preservação do meio ambiente colocam o Brasil na vanguarda do mundo. Estamos oferecendo melhores condições para que o produtor possa continuar a expandir a produção sempre com foco na sustentabilidade”, destacou Mendes Ribeiro. Para a presidenta, o Brasil mostra que é capaz de crescer com área relativamente reduzida, o que mostra que o aumento da produção não é incompatível com a preservação ambiental. “Conseguimos crescer 180% na produção e, na área, apenas 32%”, observou.

Assistência técnica
O governo federal pretende criar uma agência para cuidar da área de assistência técnica e extensão rural. Segundo ela, o objetivo é suprir a fragilidade do país na área e disseminar boas práticas agrícolas. Ao discursar no lançamento do Plano Agrícola e Pecuário 2012/2013, Dilma disse também que o governo trabalha em um Plano Nacional de Armazenagem.

“Temos uma certa fragilidade na área de assistência técnica e extensão rural. O governo está construindo uma política para essas áreas e estamos pensando na criação de uma agência capaz de providenciar e disseminar as melhores práticas a partir de protocolos e pacotes tecnológicos, criando e especializando um grupo de agentes públicos que terá ligação com os órgãos de extensão estaduais e cooperativas. Esse talvez seja um dos maiores desafios do meu governo”, disse ela na cerimônia.

Ao falar sobre a criação da agência, após a solenidade, o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, lembrou que o país dispõe da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) para fazer estudos na área. Segundo ele, o ramo da assistência técnica também precisa de um órgão específico. A ideia é que as duas agências trabalhem de forma articulada. (Agência Brasil)