Projeto cultiva arroz no Parque de Exposições

Diego Leonardo Boaventura

Pesquisadores de quatro estados brasileiros, incluindo o Maranhão, junto a participantes da Universidade Estadual do Maranhão (Uema)/Centro de Estudos Superiores de Imperatriz (Cesi), desenvolvem simultaneamente um projeto em rede que traz tecnologias para o manejo integrado de doenças do arroz em sistema de plantio direto com uso de silício e bioestimulantes.

A pesquisa, apoiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), conta ainda com integrantes da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), no Pará, representando a região Norte, da Embrapa Arroz e Feijão, no Goiás, representando o Centro-oeste e participantes da Universidade Federal de Viçosa (UFV), Minas Gerais, representando o Sudeste. Em cada um desses estados, um professor coordena a pesquisa. No Maranhão, a professora Ivaneide de Oliveira – do Cesi-Uema – encabeça o projeto, que tem sua unidade experimental localizada em uma área de plantio dentro do Parque de Exposições de Imperatriz.
No Pará, Maranhão e Goiás existem experimentos em campo, já em Minas Gerais, o trabalho foca principalmente experiências de laboratório. Nos três estados com pólos de cultivo houve no primeiro ano o plantio de soja, a cultura que irá fazer a rotação e, em 2012, o segundo ano da pesquisa, está sendo plantado arroz.

Nesse plantio está se testando a rotação de cultura com a soja, a aplicação do silício e as rizobactérias que funcionam como um estimulante para o crescimento das plantas. “Nós estamos testando para ver se realmente as rizobactérias irão promover essa diferença no desenvolvimento das plantas. Nós temos plantas que foram inoculadas com bactérias e sementes não inoculadas, para vermos justamente as diferenças nos resultados”, conta a coordenado do projeto no Maranhão, Ivaneide Oliveira.

Com o objetivo de buscar bolsas de iniciação científica para estudantes da Uema, foram desenvolvidos ainda dois subprojetos. Um dos subprojetos avalia a incidência de doenças em arroz de terras altas e outro estuda a qualidade do arroz. Ou seja, um avalia as doenças da planta e o outro a qualidade do grão.

Plantio – O cultivo do arroz é feito uma vez por ano, aproveitando o período das chuvas. Ano passado a soja foi plantada nas “águas de março” e este ano o arroz foi plantado em fevereiro, mas não deu certo, por esse motivo o plantio será repetido agora em março. “Nós estamos só aguardando as sementes que foram enviadas de Goiânia”. O manejo do arroz é também utilizado para as aulas práticas com os alunos de Agronomia da universidade.

A professora Ivaneide avalia como positiva a parceria com o Sindicato Rural de Imperatriz (Sinrural): “A parceria com o Sinrural tem dado certo e tanto para a universidade quanto para o Sinrural é uma parceria valiosa. Eles destinam para a gente uma área para fazermos experimentos e nós ficamos com o dever de passar os resultados dessas pesquisas para eles”.

Provavelmente os primeiros resultados da pesquisa com o arroz sairão em junho, após a coleta, contabilização dos dados e fazer a análise estatística. Além de gerar publicações, o projeto quer levar informações para os produtores da região. “O objetivo é gerar conhecimento para transmitir para o agricultor técnicas, por exemplo, com o uso de silício e rizobactérias, para que assim ele consiga melhorar sua produção utilizando ferramentas que se busca no desenvolvimento sustentável”, conclui a professora.