Tegram eleva capacidade de exportação do MA

Diário da Fazenda

Com a implantação do Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram), estima-se que a movimentação de carga no Porto do Itaqui consiga chegar à casa de 28 milhões de toneladas/ano. Na primeira fase de operação, passarão pelo Terminal cinco milhões de toneladas de produtos agrícolas por ano. Já na segunda fase, a capacidade de exportação será dobrada. Nesta etapa a movimentação de produtos agrícolas será na ordem de dez milhões de toneladas.

Ampliada a capacidade de exportação, o faturamento na primeira fase do Tegram será de R$ 3,5 bilhões, ou seja, algo em torno de U$$ 1,8 bilhão/ano. Na fase posterior, esse faturamento deve aumentar para a marca de R$ 10 bilhões/ano.

No mês de fevereiro foram assinados, no Palácio dos Leões – sede do Governo do Estado – os contratos de arrendamento do Terminal, sendo o ponta pé inicial para criação do empreendimento, que promete elevar o setor portuário maranhense à lista dos dez maiores portos do mundo. Com a assinatura do contrato, as arrendatárias terão 30 dias para formação de um consórcio. Em seguida, deverão elaborar o projeto executivo e submeter a aprovação da Emap.

O início das obras está previsto para agosto deste ano e a operação para o fim de 2013. Juntas, a título de taxa de oportunidade de negócio, as arrendatárias ofereceram R$ 143,1 milhões. Além disso, serão investidos pela iniciativa privada outros R$ 322 milhões na criação da infraestrutura para operacionalização do Tegram.

Para o diretor-geral da Antaq, Fernando Fialho, o contrato demonstra a força econômica em torno do agronegócio. “As empresas pagaram para entrar no consórcio e vão investir fortemente, o que vai garantir a geração de emprego e renda no Estado, uma vez que a produção de grãos deve subir para a marca de 5 milhões de toneladas nos próximos cinco anos”, explicou.

Números

O Terminal de Grãos do Maranhão terá capacidade estática de armazenamento de 500 mil toneladas (base soja), compreendendo quatro armazéns com capacidade de 125 mil toneladas/cada. O Porto do Itaqui movimenta atualmente 2,5 milhões de toneladas de grãos/ano. Em princípio, a movimentação de grãos será feita pelo berço 103, já existente, e para a segunda fase será utilizado o berço 100, cuja obra será concluída no primeiro semestre deste ano. Com o Tegram e outros projetos estratégicos desenvolvidos pela Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), a movimentação de cargas deverá dobrar até 2015, chegando a 28 milhões de toneladas. A projeção para 2030 é de que o Itaqui alcance a marca de 150 milhões de toneladas movimentadas/ano e que figure na lista dos 10 maiores portos do mundo.

Com a entrada em funcionamento do Tegram, previsto para receber a safra de 2013, o Maranhão não apenas consolida sua vantagem competitiva no Nordeste como também em relação ao agronegócio nacional. Os estudos apontam que a produção, produtividade das lavouras de soja, área cultivada, demanda doméstica e exportação vão continuar crescendo em toda a área de influência do Porto do Itaqui (Piauí, Tocantins, Mato Grosso e do Sul do Pará).

Isso torna o porto maranhense o canal natural para as exportações de soja, com menores custos de transporte, maior ganho para os produtores e diminuição no tempo de acesso aos principais mercados mundiais consumidores (China, Japão e Europa). Outra consequência positiva é de que parte do excedente da produção poderá criar condições favoráveis à verticalização da cadeia do agronegócio no Maranhão, já que farelo de soja é matéria-prima para a produção de carnes (aves e suínos).