Uema: abacaxi resistente à fungo é fruto de pesquisa

Projeto de pesquisa da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), com o apoio do Banco do Nordeste, busca a revitalização da cultura do abacaxi no Maranhão. Os participantes da pesquisa – docentes e alunos do curso de Agronomia da instituição – vão montar várias unidades experimentais dentro do Estado. Nestes pólos serão cultivadas algumas variedades do fruto resistentes à fusariose (doença causada pelo fungo Fusarium subglutinans f.sp. ananas) e principal mal que afeta o abacaxizeiro. A elevada incidência da fusariose pode gerar perdas superiores a 80% da produção. Este foi um dos motivos que provocaram a decadência da abacaxicultura no País.

Segundo um dos coordenadores do projeto, o professor do curso de Agronomia do Cesi-Uema, Paulo Henrique Catunda, as duas principais variedades utilizadas na pesquisa serão a Imperial e a Vitória. “O objetivo principal do projeto é trazer para nossa região dois cultivares resistentes à fusariose, o Imperial e o Vitória, e assim diminuir a aplicação de defensivos agrícolas nas plantações do Estado”.

Imperial e Vitória – Resistente à fusariose, o Imperial foi desenvolvido pela Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical durante 20 anos e recomendado em 2003. Dentre suas características, destaca-se a ausência de espinhos nas folhas, o que facilita a colheita e o armazenamento dos frutos. De casca de cor amarela na maturação, o Imperial pesa em torno de 1,6 kg (incluindo a coroa). Sua polpa é amarela, com elevado teor de açúcares, acidez moderada (em torno de 6,5 % de ácido cítrico) e excelente sabor. Devido às suas características sensoriais e físico-químicas, os frutos podem ser destinados para o mercado de consumo in natura e para industrialização.

O abacaxi Vitória não necessita de aplicação de agrotóxicos, fato que traz vantagens para a saúde de produtores e consumidores. Para o professor, o cultivo sem a aplicação de defensivos agrícolas melhorará toda a cadeia produtiva do abacaxi. “É uma pequena contribuição, mas já é uma tecnologia que a universidade irá trazer para região”, finaliza.